Apaixonar
Lindo é você se apaixonar por alguém que nunca tocou, lindo é você se apaixonar por uma voz, e não por um beijo. Lindo é você desejar alguém todos os dias e não perder as esperanças.
- Se você se apaixonar por mim, prometa - me que não vai me deixar te fazer sofrer?
- Como assim?
- É que se isso acontecer, será porque eu me apaixonei por você também.
E eu não quero sofrer.
Ela
O que me faz apaixonar por ti? Poderia
dizer que é teu rosto, teus traços, o corpo,
o cabelo, o sorriso... teus olhos, tua boca.
E não haveria quem contestasse. Mas
não. Não é isso que me faz apaixonar por
ti a cada novo sol. O desabrochar de uma
flor também lembra-nos de tua finitude.
Portanto, apaixono-me por mais. Por tua
liberdade. Não pelo teu rosto, mas pelas
tuas expressões. Não pelo teu corpo, mas
pela tua graça. Não pelo teu cabelo, mas
pelo carinho com que cuidas de cada
cacho. Não pelo teu sorriso, mas pelo teu
riso. Não pelos teus olhos, mas pela forma
como olhas. Não pela tua boca, mas pelas
tuas palavras. E assim responderia: recuso
me a apaixonar somente por ti. Apaixono
me pelo que transborda.
Amor Distante, Alma Presente
Foi em ti que percebi a verdadeira face do amor. Apaixonar-se é a brisa leve, o impulso fácil. Amar, contudo, é a magia complexa de uma orquestra bem ensaiada: a mais difícil, a mais sublime sinfonia da existência.
É árduo sustentar a melodia a distância, passar os dias na ausência do teu saber. No entanto, o verdadeiro sentimento nos confronta e nos faz entregar a alma, ignorando as circunstâncias. Essa entrega é fácil, porque em ti encontro uma alma que vale cada espera, cada verso. Eu só anseio ser a razão do teu riso mais puro, o sol que afasta qualquer sombra de lágrima.
O amor me dá a força para enxugar cada pranto teu. Eu te amo e te sinto, com a intensidade de quem está ao teu lado, pois a distância é só um detalhe físico quando te encontro em cada sonho. Mas a verdade é que não me contento com a melodia que a memória toca. Minha maior ambição é reger essa orquestra ao teu lado, sem telas ou saudades. Me diz quando podemos marcar o nosso ensaio de perto.
só me apaixonar de novo quando esse texto fizer sentido
Às vezes eu fico tentando lembrar do momento exato em que você deixou de ser alguém que eu conhecia para se tornar o lugar onde meus pensamentos descansavam.
E eu nunca encontro.
Talvez porque essas coisas nunca aconteçam de uma vez.
Ninguém se apaixona num instante.
A gente vai se acostumando com a presença do outro sem perceber.
Primeiro sente falta de uma conversa.
Depois de uma risada específica.
Depois de um “chegou em casa?” no fim da noite.
Quando percebe, a ausência daquela pessoa já faz mais barulho do que a presença de qualquer outra.
O mais bonito é que você nunca tentou ser extraordinária.
Você nunca precisou.
Nunca precisou dizer as palavras certas.
Nem inventar versões melhores de si.
Eu gostava justamente das pequenas distrações.
Do jeito que você esquecia o que estava contando porque outra ideia aparecia no meio da frase.
Do jeito que seu riso chegava um pouco antes da piada terminar.
Do jeito que você olhava para o céu sempre que precisava pensar.
Você nunca percebeu, mas eram essas coisas que me faziam acreditar que o mundo ainda sabia criar alguém pela primeira vez.
Eu passei tanto tempo procurando pessoas que me impressionassem, que esqueci como era encontrar alguém que simplesmente me deixasse em paz.
Você nunca ocupou espaço demais.
Você preenchia os espaços que já existiam.
Como a luz entrando pela janela sem pedir licença.
Como uma música baixa tocando em outro cômodo da casa.
Você não mudava quem eu era.
Só fazia parecer que eu sempre estive caminhando na direção certa, mesmo quando tinha certeza de que estava perdido.
Às vezes isso ainda me assusta.
Porque existem encontros que parecem improváveis demais.
Penso em todas as decisões pequenas que precisaram acontecer para que nós existíssemos ao mesmo tempo, no mesmo lugar, olhando um para o outro.
Se eu tivesse acordado dez minutos mais tarde.
Se você tivesse escolhido outra rua.
Se qualquer conversa da sua vida tivesse durado um pouco mais.
Talvez nós nunca soubéssemos que o outro existia.
E, mesmo assim, de alguma forma, existimos.
É estranho sentir gratidão por algo que ninguém planejou.
Você apareceu sem fazer promessas.
Sem dizer que ficaria para sempre.
E talvez tenha sido exatamente isso que tornou tudo tão bonito.
Porque nunca foi sobre vencer o tempo.
Foi sobre existir dentro dele.
Sobre dividir cafés que esfriavam porque a conversa era mais importante.
Sobre caminhar sem destino porque nenhum lugar parecia melhor do que andar ao seu lado.
Sobre descobrir que algumas pessoas não chegam para transformar nossa vida em um filme.
Elas chegam para transformar uma terça-feira qualquer na lembrança mais bonita que você vai carregar por anos.
No fim, acho que o amor nunca foi encontrar alguém perfeito.
Foi encontrar alguém que faz o acaso parecer delicado.
Alguém que olha para você de um jeito tão simples que, por alguns segundos, todas as dúvidas que o mundo construiu deixam de fazer sentido.
E então você percebe que passou a vida inteira procurando grandes sinais.
Quando, na verdade, o maior deles estava escondido na tranquilidade de poder olhar para alguém e pensar, sem precisar dizer em voz alta:
Como foi que, entre bilhões de pessoas, a vida resolveu me apresentar justamente você?
Talvez todas aquelas pessoas que hoje não querem se apaixonar.. é porque se apaixonaram loucamente um dia.... e essa doença chamada paixão até hoje não se curou...
Navegando nas incertezas do que é o amor
É tão difícil se apaixonar, é uma jornada repleta de incertezas e questionamentos que se infiltram sorrateiramente em nossas mentes, como sementes plantadas em solo fértil. Será mesmo que é bonito sentir essa emoção avassaladora de gostar de alguém? A dúvida persiste, ecoando dentro de nós, enquanto navegamos pelas águas turvas do amor.
Quantas vezes nos pegamos questionando se seremos capazes de encontrar alguém que corresponda aos nossos sentimentos, que compreenda as nuances da nossa alma e nos ame verdadeiramente? A incerteza paira no ar, como uma névoa densa que obscurece nosso caminho, nos fazendo hesitar a dar o próximo passo.
E então nos vemos diante da pergunta crucial: será que vamos ser realmente amados? É um temor que nos assalta durante as noites solitárias e os dias repletos de anseios. O medo da rejeição nos mantém acordados, enquanto nos perguntamos se aquele que ocupou nossos pensamentos também compartilha do mesmo sentimento, se está disposto a abrir seu coração e nos receber em seu mundo.
Mas apesar de todas as incertezas e temores que permeiam o caminho do amor, há algo de belo e poderoso nessa jornada. Pois é justamente na vulnerabilidade de nos permitirmos amar e ser amados que encontramos a essência mais pura da nossa humanidade. E mesmo que o destino reserve desafios e desilusões, o simples ato de sentir, de se entregar ao calor do amor, torna toda a jornada digna de ser vivida.
Namorados
Se enamore e sinta a canção do seu coração. ❤ Você vai se apaixonar e magnetizar todos a sua volta.
Assim você estará irradiando o verdadeiro Amor e proporcionando felicidades para todos que moram em Seu coração 💐 Ame e se deixe envolver por essa canção.
Fiquem na paz
o dom de me apaixonar por você outra vez.
O mais estranho é que eu nunca terminei de me apaixonar por você.
Eu apenas fui mudando o jeito.
No começo, bastava pouco.
Um olhar demorava um segundo a mais e alguma coisa dentro de mim já encontrava morada. Uma conversa se estendia pela noite e eu descobria que gostava da maneira como você ocupava o tempo. Gostava do seu jeito, da sua presença, das pequenas coisas que, naquele momento, pareciam pequenas demais para saber que um dia seriam enormes.
Depois veio outra versão sua.
E eu me apaixonei de novo.
Não pela lembrança do que você tinha sido, mas por aquilo que você estava se tornando diante dos meus olhos. Algumas coisas mudaram. Outras permaneceram exatamente onde estavam. E eu descobri que também sabia amar suas mudanças.
Me apaixonei pela mulher que você se tornou.
Pelas novas manias.
Pelas novas palavras.
Pelos novos silêncios.
Pelo jeito diferente de olhar para determinadas coisas.
Me apaixonei pelo que aprendi sobre você e, principalmente, pelo que ainda não sabia.
Depois me apaixonei outra vez.
E outra.
E outra.
É quase engraçado pensar que eu poderia conhecer alguém tão profundamente e, ainda assim, continuar encontrando lugares desconhecidos.
Como se você tivesse sido escrita em capítulos que o tempo insiste em reescrever.
Eu volto para a mesma pessoa e encontro outra paisagem.
O mesmo sorriso, mas com outra história por trás.
Os mesmos olhos, mas carregando coisas que antes não carregavam.
A mesma voz, dizendo coisas que eu nunca tinha escutado daquele jeito.
E eu me apaixono.
De novo.
Não porque esqueci o que senti antes.
Justamente porque lembro.
Lembro de cada versão de você que passou por mim e percebo que nenhuma delas precisou morrer para dar espaço à próxima.
Elas ficaram.
Ficaram em mim.
E talvez seja por isso que o meu amor nunca pareceu uma linha reta. Ele se parece mais com uma espiral volta ao mesmo ponto, mas nunca exatamente na mesma altura.
Eu volto para você e sinto coisas que não sentia antes.
Presto atenção em detalhes que antes passavam despercebidos.
Entendo gestos que um dia não compreendia.
Encontro beleza em coisas que antes sequer sabia observar.
E penso que me apaixonar por você novamente não significa repetir o que já vivi.
Significa viver de outro jeito aquilo que ainda continua sendo você.
Eu me apaixono pela sua força.
Depois pela sua delicadeza.
Pelo que você mostra.
Depois pelo que guarda.
Pela sua presença.
Depois pela falta dela.
Pelo que você foi comigo.
Pelo que é agora.
Pelo que ainda está aprendendo a ser.
E continuo descobrindo maneiras.
Essa é a parte que mais me impressiona.
Eu poderia passar anos tentando explicar o que sinto e, ainda assim, bastaria você mudar uma pequena coisa no jeito de existir para eu encontrar uma palavra nova.
Um sentimento novo.
Uma forma nova de ficar.
Meu amor por você não precisou ser recuperado porque nunca foi embora.
Ele só ficou quieto em alguns lugares.
Esperou outras fases.
Aprendeu outras formas de respirar.
E quando você apareceu de novo, ele não precisou ser chamado.
Reconheceu você.
Como se soubesse exatamente onde estava.
E foi assim que aconteceu mais uma vez.
Eu me apaixonei.
Sem precisar esquecer das vezes anteriores.
Sem precisar escolher qual versão sua amar.
Amei a que chegou.
Amei a que mudou.
Amei a que permaneceu.
Amei a que eu conheci por acaso em pequenos detalhes.
E sigo amando a que ainda estou descobrindo.
Porque o que sinto por você não parece ter sido feito para caber numa única experiência.
Ele se repete sem ser repetitivo.
Volta sem ser o mesmo.
Recomeça sem ter acabado.
E toda vez que penso que finalmente entendi como é amar você, alguma coisa acontece.
E talvez não, com certeza, eu esteja muito ocupado sendo seu para me apaixonar por outra pessoa*
Você sorri de um jeito diferente.
Diz alguma coisa que eu nunca tinha ouvido.
Me olha por alguns segundos a mais.
E pronto.
Lá estou eu outra vez.
Me apaixonando por você.
Pela mesma pessoa.
Pelo mesmo amor.
Por uma versão que eu ainda não conhecia.
Assim mesmo, redundante como sou, e mesmo sendo.
E, pela primeira vez, não quero descobrir onde isso termina.
Quero descobrir quantas vezes ainda vou conseguir me apaixonar por você antes de perceber que, no fundo, nunca parei.
"Só queria não me apaixonar sozinho outra vez e viver na ilusão pequena do seu querer e assim vamos vivendo a vida escolhendo quem nunca quis nos levar a sério como um clássico romance que nunca existiu pra valer..."
