Apaixonada por Alguem que Nao Conheco
Esse papo de ''não ter pressa de viver'' é uma furada. Eu tenho muita pressa de viver tudo que ontem era impossível, hoje é provável e amanhã será uma gama de infinitas possibilidades.
Valorize aqueles que não te valorizam, pois um dia eles passarão a te valorizar. Mas valorize ainda mais aqueles que te valorizam, pois sua relação com eles será mais profunda.
Quando coincidir se torna prática, compreendemos o valor da permissão.
Não é uma mera negociação pós embate,sim uma escolha durante o encontro.
Colidir é verbo do passado. Conversão explica parte do presente.
Carinho
Abrigo
Frio
Comigo
Me
Mim
E só comigo.
Não dá para seguir só
Vem.
Se
Si
Consigo.
Eu não sei ser só.
Não contigo.
Te
Ti
Sem artigos, sem pronomes.
Deixa estar conosco e indefinido.
E mesmo que oculto
sejamos abrigo.
Carinho neste caminho
Não é caro, minha cara, é estima e afeto.
Fato que aperta nossos passos:
Não há espaço para o amor
Se não derretermos o frio da solidão.
Juntos.
Só? Não mais.
Juntos somos mais do que os mesmos.
A ESPERANÇA
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Não há esperança sem o mover da ação.Na medida que se faz algo rumo ao desejado, a esperança toma formas definidas; se aproxima e renova as forças daquele que luta.A caminhada torna-se mais leve, interessante, e menos angustiante.A visão holística se aguça e dá pra se ver o invisível.
06.12.14
Não há como negar que as técnicas da oratória podem mesmo servir tanto para o bem como para o mal. Foi a palavra que promoveu a paz, fazendo com que povos que viviam digladiando passassem a conviver em harmonia. Foi a palavra também que levou povos a iniciarem guerras que dizimaram populações inteiras.
Não foi pelo seu beijo não foi pelo que você tem, e nem pelo que você é.
Foi pelo destino que apaixonei por você, que tudo que você tem nada me agrada.
Não troco uma vida inteira por um simples momento, pois a verdadeira felicidade é aquela que dura para sempre, que não se pode comprar e que vem de forma espontânea.
.. O épico ..
Existe entidade mais divina
Se não o sentimento?
Existe força tão esplendorosa
Capaz de atirar-se louca
Dentro do mistério?
E existe algo mais impossível
Que pisar sob o céu etéreo?
Já por ser algo que é de dentro
Ninguém tira, nem as costas vira
Nem àquela mentira
Ou o vacilo de um bêbado
Numa boate de rostos, dançando
Aversivo, gritando.
Ou o vacilo de um bêbado,
Que aguentou ser monstro
O maior monstro da noite escura.
Mas não aguentou ficar em pé
Desmontou-se e saiu de testa púrpura.
Quando amanheceu, conseguiu
O almejo se mostrou.
Sorridente, ela
Voz gentil.
Perguntou-me se
A noite demonstrou o afeto
De um sem teto por um pão mofado
De uma vó pelo seu neto.
Dum deus por seu herói
Submerso
Na vitória!
Vitória!
Épico é lírico.
Existe maior vitória,
Que escrever contigo,
uma história?
Choveu no oceano
Não podem dizer que não tentei
Nem que eu consegui
E nem que falhei.
Ah, e como vi
Suas lágrimas escorrendo
Longe no mirante
Já a espera
Um sentinela
Fez pose de almirante
Fitou o oceano
Acompanhando seu marejar
E virou as costas, sobre sólidos rochosos
Pesados, agarrando os pés no concreto
Da calçada séria
E virou mesmo as costas
Olhando todavia para trás
Fitando um futuro desconhecido
Mas já criado nas fantasias de amor.
.. Medieval ..
Me vi ontem indo lá
Não voltei, porém
E nem refutei
Fui além.
Dia e pós-dia tentam
E de novo, tentam
Pulverizar o voo da alma
Detonando no fundo da caixa
Dinamites até o teto capilar
O medo de crescer
De ver o que vem
De perder
Ficar sem.
Daí sem crenças, pra frente
Despojam carniças
Nas diferenças
Nas que não podem ver
Nas que não podem crer
Alimentam-se de profunda tristeza.
Não deixa, nunca
Nem largar-se-ia da razão.
Se metem numas gemas reluzentes
E sentem-se suspensos num altar
Onde descem os deuses
E onde a poeira não chega
E a poesia não cheira.
Vislumbram um futuro
Cantado, encantado
Sobre ombros de pretos
Com o sorriso da terra
E mulheres
Com coração de ferro
Olhos de fera.
Invejam o calor específico
Quem têm estas vidas.
Rastejando na sujeira do universo
Com uma joia negra no dedo
E um carisma de curto verso.
... Viajei, não volto mais
Viajei por todas estações
E todas respiravam o mesmo âmago
E viajei mundo numa noite de quarta
Enquanto o grito desesperado ecoava intenso
Nos becos dum hospício solitário.
Viajei a primavera,
E desabrochei de vez,
Corri por campos belos e renasci
Das cinzas orgânicas fertilizando o jardim
E das cachoeiras de prantos derramados
Reluzindo o belo marfim das ruas intercaladas
Onde o som dos carros interrompe o silêncio das madrugadas.
Viajei o verão,
E me conheci de falsos calores,
Transpirei as infelicidades e nunca mais as vi
E me perdi em noites quentes mal dormidas
Do cerrado horizonte e das formigas.
Dormindo debaixo do meu travesseiro
Incapaz de sustentar meu pior pesadelo:
Minha solidão sórdida a cheiro de essências rosadas.
Viajei o outono,
Padeci milhares de anos até o triunfo real
Caí repetidas vezes ao solo seco e mortal
E sentia teu gosto doce até nos talheres de metal
O gosto das marcas e fluidos na cama,
E dos sonhos lúcidos de amor carnal
Viajei o inverno,
Congelei os dedos quando toquei a face.
E necrosei meus tecidos respirando o ar da aurora
Numa peregrinação pelo recomeço,
Procurando um canto quente de neve branca
Para reescrever minha estória melancólica
Em preto e em branco no gelo permanente.
Meta-amorfose
Não me pertence a certeza
Nem viés de razão, que ora cresça
Que ora levante-se e padeça.
Me reservo à lúgubre defesa,
De breve e informal verso:
- Poesia matinal, que morre
- Poesia maternal, que nasce
- Poesia radical, que opõe!
Desafia o pranto e discorda o canto.
São diversas as incertezas.
Dúvidas de vida não vivida,
Incontroláveis correm, vezes repetidas.
Reina e manda!
Vosso imperador, rei dos poetas
Dos contistas, dos romancistas,
Que conhecemos íntegros
A amargo sabor vigarista:
O mistério!
Tão pendular, temporário!
E ao poeta, um eterno vazio honorário
Se não tens fé que não sabes
Não alcançarás fertilidade.
Não desvendarás os âmagos da sociedade,
Nem da autêntica autoridade,
Nem que queiras de fato.
E se morre aos meus pés?
O conhecimento insurgente,
Mórbido e indiferente.
Estás longe demais da meta,
Já era! És um poeta!
A PEC passou
O tempo passou
O moleque não estudou
E o moleque também não passou
Nem vai passar
Nem vai estudar
Nem vai poder pensar
Nem aquele que um dia vai ensinar.
Ah não! Pois eu vou!
Meu pai é funcionário público
Tem benefício, tem condições
Executa bem o ofício.
Mas pra tu vai ser difícil, fazer o quê?
Faz parte, nasci com mais sorte que você
Vamos ironizar, pois acaba sendo difícil de crer
E temo que a melhora, ainda não possa ver.
De desespero são meus versos
A mim os motivos são dispersos
Mesmo assim em luta, estaremos imersos.
Até que você estude
Até que eu estude
Até que nós possamos ter a liberdade
Para vencer nossos próprios testes
Sem que resmunguem da roupa que vestes.
Estou de pé, e vou continuar!
Pois enquanto eu puder me movimentar
O moleque não vai deixar de estudar
Mesmo que a escola tenha que ocupar
Já saibam eles:
Meu apoio vou dar!
Vai passar se tiver que passar.
Pois enquanto eu puder lutar
Não me privarão da liberdade de expressar!
