Apagar a minha Estrela
JORNADA
No meio da madrugada,
Fico a imaginar a nova jornada,
Que virá em minha vida,
Para cicatrizar a ferida.
Ferida de uma alma aflita,
Ferida de um amor rejeitado,
Ferida que o coração ressuscita,
Ferida de um coração que não é amado.
Fico a pensar,
Como será a minha estrada,
Calma e tranquila ou perigos a bradar,
Nesta nova caminhada,
Ainda devo lutar,
Extensa é a jornada,
Ainda devo andar.
Autor: Agnaldo Borges
19/09/2014 - 15:28
INSÔNIA
Por que foge de mim o sono?
Por que minha alma se angustia?
Por que de minha vontade não sou dono?
Tantos são os por quês que soa ironia.
Tantas são as ilusões,
Que vivemos nesta terra.
Maiores ainda as desilusões,
Que nossa morte encerra.
Ah! Nossa vã filosofia.
Tentando nossa alma decifrar,
Mas a vida nos desafia,
A nossa alma libertar.
Ah! Minhas donzelas,
Sônia e Sofia,
Vocês trazem seqüelas,
De angústia e euforia,
Acompanham-me na aquarela,
Confusa de minha vida,
A primeira,
Pela noite não dormida,
A segunda e derradeira,
Por demais sabidas.
E eu de tanto pensar,
Chego a duvidar,
Que haja alguma solução,
Para esta situação.
Autor: Agnaldo Borges
02/10/2014 - 05:44
Eu sei que cada dia de minha vida é uma demonstração do amor e do cuidado do meu Deus. A cada dia percebo que Deus me escolheu, me chamou e que através de minha vida, seja por curiosidade, não sei, as pessoas possam perceber que Jesus mudou minha vida e pode mudar a deles também.
Pai Santo, em tuas mãos entrego minha vida para que em mim se faça a tua vontade. Teu amor é perfeito e a tua vontade é santa. Sei que queres para mim o que há de melhor. Faze de mim o que quizeres mas não te esqueças Pai de que minha vontade é cheia de amor próprio. Por isto antes de tudo fortalece-me com teu espírito e alegra-me com tua paz, para que em tudo o teu nome seja glorificado.
MINHA ROSEIRA
Tu és a rosa que me encanta;
Teu cheiro purifica meu corpo;
Teu verde me faz sentir o amor e a esperança.
Tua paz, pequena grande sombra;
Teu corpo meu, forte frágil caule,
Ensina-me a levar...
Em teu colo, quando me abraças,
Vivo sonhos, sou orvalho em pétalas,
Felicidade refletida...
Além de mãe, és mulher e és guerreira.
Fiéis são teus espinhos que me protegem
Nas batalhas dessa vida.
Teus frutos, também meus frutos; nossas plenas vidas.
Tu és, amor, roseira, uma existência maior;
Tu és, amor, meu anjo, a vida que me faz ser;
Tu és, minha querida, o bem que me faz viver...
Na minha saia rodada, eu escondo sete navalhas
Tem gira na madrugada
Proteção pra quem tem fé
Não caiu em papo canalha
A rua já é minha casa
Dona de beira de estrada
Te arrumo até uma morada
Em jazigo não te faltará nada
Sou rosa da madrugada
Uma flor de mulher
Ninguém me pega despreparada,
O mal derrubo na encruzilhada
E só sai de minha silada quando eu quiser
Não sou boba nem santa, mas ensino e ajudo muita gente, sou gira da madrugada, tomem cuidado com a barra da saia, ela já conhece canalha, e lança alfinete pra quem desafiar
Não sou santa
Não sou gente
Carrego o juízo do começo da vida
Sou cabeça de cobra
Sou eloquente
Tenho veneno de mulher.
Você é...
Meu céu...
Meu léu...
Minha loucura...
Minha aventura....
Minha sedução...
Minha imaginação...
Meus versos de um poema...
Minha tentação
Meu encantamento...
Minha inspiração...
Borboleta singela
Voas na minha janela
Um sinal ou uma aventura?
Pequenina e frágil
Vens até mim
Mesmo com sol escaldante
Perdendo-se no horizonte
Com seus ocultos segredos
Voas alegremente
Pelas flores do jardim...
Várias vezes
Várias vezes desprezei minha vida
Várias vezes desprezei meu sentimento
Várias vezes desprezei meu espírito
Várias vezes tentei desprezar minha alma
Mas ela nunca deixou que meu desprezo
Atingisse seu interior
Apenas limitou-se a observar
Meus movimentos
Minhas loucuras
Meus devaneios
Só assim conseguiu me conter.
Alforria
Na escuridão meus dedos são tomados
Aperta minha dor
Esmaga minha angústia
Amores são olvidados
Nos sonhos insanos e profanos
Esquecida num tempo de ilusões
Busco nos arredores das senzalas
Desejos aprisionados
Nas celas tristes e frias
De uma noite cálida.
Nas sombras onde passo
Mal vejo com nitidez a nuance
Do corpo que percorre a madrugada
Na busca do que perdeu
Encarando os fatos com largos passos.
Escrever
Gosto de escrever...
Enquanto escrevo meus pensamentos vão além
Minha imaginação voa
Minhas mãos deslizam
E sai um poema.
Adoro escrever...
Enquanto escrevo é em você que eu penso
Minha alma canta
Meu coração bate descompassado
Ao descrever o que sinto.
Amo escrever...
Enquanto escrevo a tristeza não chega
A felicidade explode
A vida enaltece
A saudade não bate.
De tanta paixão pelos escritos
Deixo aqui minha vida
Na certeza de nunca ser esquecida.
Não tenho repouso, tenho sede de infinito. Quando minha alma reforça e pede socorro, aspiro e me torno pó se desintegrando junto às areias desérticas.
Minha liberdade é a minha morada. Sempre que sigo as instruções, permaneço o tempo necessário para não fugir as regras.
