Apagar a minha Estrela
Hoje li uma frase que se encaixa perfeitamente em minha vida... Não se pode perder o que verdadeiramente nunca se teve. FATO!
Com o tempo fui entendendo que há um propósito para dos quanto encontrei em minha jornada.
Alguns quiseram me testar, outros até me usaram... teve quem me ensinou.
Mas o importante foram aqueles que me respeitaram, e me aceitaram como EU sou sem muito me questionar simplesmente me entenderam. Esses sim vale a pena tê-los por perto.
A piedade é minha máscara, mas atrás dela, vive a crueldade para aqueles que teimam em errar novamente.
Minha pele é minha dona
E eu sou presa dela.
Minha pele é mais velha do que eu
Mas eu sou mais antiga que ela.
- Não! Estou triste
Muito triste
E me permito ficar assim
Até a alegria voltar
A invadir minh'alma.
Um êxtase comedido
Move-me insolente
Espreita os meus pecados
Conduz minha mão dormente
Enterra as paredes mudas
Sabe quando a alma mente
Mas não deixo o seu domínio
Exilar-me de mim mesma
Seus olhos não me fascinam
E rio da sua destreza
Ele se vê adestrado
Disfarça-se de cúmplice meu
Olvida que ao seu lado
Eu mato quem já morreu
Reconheço minha ignorância
Mas não me conformarei enquanto não puder ajudá-la!
Ajudar a quem?
A mim ou a minha ignorância, talvez...
Ajudá-la a olhar outros olhos
Verdadeiros reflexos de quem sou
Ajudá-la a enxergar outras faces
Herdeiros do mal e do bem, do não e do sim...
Ajudá-la a desterrar as máscaras
A soberba
A preguiça
A vaidade
Ah, como a ignorância é vaidosa!
Ela se esconde em si mesma.
Sou o revés de mim mesma
Sou a mão que açoita minha solidão
Sou o pesar do desespero
Sou a vida da morte em vão.
Eu sou o inverso do início
Sou o fim do começo do precipício
Sou a incerteza da minha razão
Sou o céu azul da escuridão.
Minha alma procurava
Alguém que já conhecia
E me dá a alegria
De saber o que é o AMOR…
Quando eu não mais sonhava
Chegou para libertar
Para me fazer sonhar
E arrancar minha dor...
Meu fôlego de verdade
Instante meu de magia
O céu inteiro irradia
Iluminando meu ser!
És o meu bem precioso
Minha pérola encantada
Que me fez enamorada
E o fez meu bem querer!
Se tuas forças faltarem
Vem aqui para os meus braços
Que, o que puder, eu faço
Só para vê-lo sorrir…
Nada posso eu prometer;
Só espero a cada instante
Ser teu amor, amiga e amante
E fazer-nos bem FELIZES
toda vez que o sol nascer!
Tão belo
Que minha vontade
É prendê-lo
E sorvê-lo
Só para mim!
Mas que egoísta sou!
Tanta beleza
Não deve ficar escondida
Não deve ser retida
Não deve ser sorvida
Nem ser de um dono só!
É por mero capricho
Que não entrego-me aos teus braços
Efervescentes e ânsios da minha paixão
É por mero capricho
Que não escondo o deleite
Da janela vazia embrulhada em pedaços
Entorpecentes enganos em vão
É por mero capricho
Que esgueiro-me inteira na senda intocável
Da tua falange
Prementes encantos do não
É por mero capricho
Que espero-te às noites ensolaradas
De gasta poeira no teto, arruinada
Inclementes das cinzas do chão.
No chão
Paixão
Em vão
Não...
Se o dia não estiver bonito
Que eu o embeleze
Se a mente esquecer a oração
Que minha boca reze
Se a fagulha não insistir
Que meu fogo eleve
Se o tempo acordar ruim
Que meu corpo, greve!
(criação)
até o que eu sentia
fui eu mesma que criei
é minha própria invenção
essa dor que sinto
no fundo da alma
do meu coração
Ah, os meus passos correm
como eu corro
como minha alma corre
como minha vida corre
como meu tempo corre
- E se escorre!
Mas eu não me abandono
Eu nunca me abandonarei
- Não mais!
Rendo-me à minha ignorância
E à sobrepujança dos meus defeitos
Faço delas a alavanca
D’alguma esperança que vibra em meu peito.
Sonho-me como quem é criança
E troca a fiança dos próprios feitos
Ensino-me a andança
D’estranha confiança que trago no jeito.
Minha vida tem sido bem mais plena desde que me permiti viver o melhor da vida no presente, com seus altos e baixos, alegrias e tristezas, encontros e despedidas. A certeza que tenho é que entre o nascer e o morrer há vida. E eu quero desfrutar de cada instantinho desta preciosidade.
escrevo para nada
e para o nada silencioso
e prefiro esta inutilidade da minha escrita
a ardência do fogo que queima
de dentro para fora
e precisa sair
precisa existir
precisa ganhar forma
e virar faíscas
queimadoras não de dedos
nem de olhos
mas de sentimentos pétreos
ainda cegos para a essência
ainda néscios para a diversidade
ainda impuros e contaminados
– que esta fagulha acenda
as chamas internas de todos quanto
almejam exorcizar seus próprios demônios
e ainda desconhecem meios para tal façanha!
hoje não aceitarei barganhas
e farei de mim
meu mais precioso patrimônio…
