Apagar a minha Estrela
Não vim para está dimensão para agradar a todos. Vim para agradar a meu Deus, minha consciência geométrica e a mim mesmo. Fui convidado a fazer parte da maçonaria para estender minhas beneficências anonimamente aos que mais precisam e desta forma como aprendiz de artífice da construção, livre e de bons costumes contribuir com a Grande Obra do Grande Arquiteto, aqui na terra em todas as direções. Dentro da Arte Real, não concordo com os carreiristas na ordem, que buscam serem instalados para logo após, adormecerem gloriosos por suas ilusórias limítrofes vaidades. Não sou larva, nem borboleta vim aqui para ser abelha operaria e sigo fazendo minha parte em liberdade.
Prefiro eu mesmo traçar o plano existencial da minha vida. Diante de hospitais lotados, da fome e de tragédias globais, é de uma vaidade cega crer que Deus pausaria o cosmos para mimar o meu amanhã, enquanto tantos clamam por socorro imediato. Assumo meus passos para que a providência divina se ocupe de quem realmente precisa."
Recuso-me a sentar e esperar o que Deus 'está preparando' para mim. Supor que o Criador prioriza o meu conforto individual enquanto ignora o clamor dos inocentes não é fé, é egocentrismo disfarçado de piedade. Prefiro eu mesmo gerenciar minha existência e poupar a divindade de caprichos, pois o mundo transborda de dores reais implorando por auxílio."
A RAINHA DOS ANJOS.
“Maria Santíssima é acolhida por Jesus”
“Sim, minha mãe, sou eu!... Venho buscar-te, pois meu Pai quer que sejas no meu reino a Rainha dos Anjos...”
A alvorada desdobrava o seu formoso leque de luz quando aquela alma eleita se elevou da Terra, onde tantas vezes chorava de júbilo, de saudade e de esperança.
Não mais via seu filho bem amado, que certamente a esperaria, com as boas vindas, no seu reino de amor; mas extensas multidões de entidades angélicas a cercavam, cantando hinos de glorificação.
Experimentando a sensação de se estar afastando do mundo, desejou rever a Galileia com os seus sítios preferidos.
Bastou a manifestação de sua vontade para que a conduzissem à região do lago de Genesaré, de maravilhosa beleza.
Reviu todos os quadros do apostolado de seu filho e, só agora, observando do alto a paisagem, notava que o Tiberíades, em seus contornos suaves, apresentava a forma quase perfeita de um alaúde.
Lembrou-se, então, de que naquele instrumento da Natureza Jesus cantara o mais belo poema de vida e amor, em homenagem a Deus e à humanidade.
Aquelas águas mansas, filhas do Jordão marulhoso e calmo, haviam sido as cordas sonoras do cântico evangélico.
Dulcíssimas alegrias lhe invadiam o coração e já a caravana espiritual se dispunha a partir, quando Maria se lembrou dos discípulos perseguidos pela crueldade do mundo e desejou abraçar os que ficariam no vale das sombras, à espera das claridades definitivas do Reino de Deus.
Emitindo esse pensamento, imprimiu novo impulso às multidões espirituais que a seguiam de perto.
Em poucos instantes, seu olhar divisava uma cidade soberba e maravilhosa, espalhada sobre colinas enfeitadas de carros e monumentos que lhe provocavam assombro.
Os mármores mais ricos esplendiam nas magnificentes vias públicas, onde as liteiras patrícias passavam sem cessar, exibindo pedrarias e peles, sustentadas por misérrimos escravos.
Mais alguns momentos e seu olhar descobria outra multidão guardada a ferros em escuros calabouços.
Penetrou os sombrios cárceres do Esquilino, onde centenas de rostos amargurados retratavam padecimentos atrozes.
Os condenados experimentaram no coração um consolo desconhecido.
Maria se aproximou de um a um, participou de suas angústias e orou com as suas preces, cheias de sofrimento e confiança.
Sentiu-se mãe daquela assembleia de torturados pela injustiça do mundo.
Espalhou a claridade misericordiosa de seu espírito entre aquelas fisionomias pálidas e tristes.
Eram anciães que confiavam no Cristo, mulheres que por ele haviam desprezado o conforto do lar, jovens que depunham no Evangelho do Reino toda a sua esperança.
Maria aliviou-lhes o coração e, antes de partir, sinceramente desejou deixar-lhes nos espíritos abatidos uma lembrança perene.
Que possuía para lhes dar? Deveria suplicar a Deus para eles a liberdade?
Mas Jesus ensinara que com ele todo jugo é suave e todo fardo seria leve, parecendo-lhe melhor a escravidão com Deus do que a falsa liberdade nos desvãos do mundo.
Recordou que seu filho deixara a força da oração como um poder incontrastável entre os discípulos amados.
Então, rogou ao Céu que lhe desse a possibilidade de deixar entre os cristãos oprimidos a força da alegria.
Foi quando, aproximando-se de uma jovem encarcerada, de rosto descarnado e macilento, lhe disse ao ouvido:
“Canta, minha filha! Tenhamos bom ânimo!... Convertamos as nossas dores da Terra em alegrias para o Céu!...”
A triste prisioneira nunca saberia compreender o porquê da emotividade que lhe fez vibrar subitamente o coração.
De olhos extáticos, contemplando o firmamento luminoso através das grades poderosas, ignorando a razão de sua alegria, cantou um hino de profundo e enternecido amor a Jesus, em que traduzia sua gratidão pelas dores que lhe eram enviadas, transformando todas as suas amarguras em consoladoras rimas de júbilo e esperança.
Daí a instantes, seu canto melodioso era acompanhado pelas centenas de vozes dos que choravam no cárcere, aguardando o glorioso testemunho.
Logo, a caravana majestosa conduziu ao Reino do Mestre a bendita entre as mulheres e, desde esse dia, nos tormentos mais duros, os discípulos de Jesus têm cantado na Terra, exprimindo o seu bom ânimo e a sua alegria, guardando a suave herança de nossa Mãe Santíssima.
Por essa razão, irmãos meus, quando ouvirdes o cântico nos templos das diversas famílias religiosas do Cristianismo, não vos esqueçais de fazer no coração um brando silêncio, para que a Rosa Mística de Nazaré espalhe aí o seu perfume!
FONTE
Irmão X (pseudônimo espiritual), psicografia de Francisco Cândido Xavier, Boa Nova, capítulo 30, “Maria”. O texto acima corresponde a uma reprodução parcial desse capítulo, conforme indicado na própria publicação compartilhada.
Referência bibliográfica:
XAVIER, Francisco Cândido. Boa Nova. Pelo Espírito Irmão X. Rio de Janeiro: FEB, capítulo 30, “Maria”.
Troque seu medo pelo meu respeito;
Troque sua insegurança pela minha confiança;
Troque seu pavor pelo meu amor;
Troque seu trauma pela minha alma apaixonada;
Troque seu receio pelo meu desejo;
Troque sua aflição pela minha paixão;
Troque sua escória pela nossa história!
Fica aqui, Jesus, pois a minha alma está angustiada de tristeza, mas a Tua presença traz alegria para a minha alma.
Porque te abate oh minha alma,
Porque te perturbar dentro de mim, pois só Deus tem o remédio que você precisa.
Eu confio no próximo capítulo, porque eu conheço o autor da minha história, que com detalhes sabe digitar, escrever cada letra e o final dela!
Minha vida não é guiada pelos olhos da carne, mas pelos olhos da fé. O que vejo pode me abalar, mas o que creio me sustenta ; porque o justo não anda por vista, mas por confiança no Deus que não falha."
Não é o que vejo que dita minha esperança, é o que creio que firma meus passos. Minha realidade está nas promessas, não nas circunstâncias."
"Se eu vivesse pelo que vejo, já teria parado. Mas vivo pelo que creio, e o que creio é que Deus ainda escreve minha história com propósitos eternos."
Quanto mais me conheço,
mais vejo as rachaduras da minha alma,
as manchas que o tempo deixou,
os erros que não posso apagar.
Meu pecado, Ele tomou.
Minha culpa, Ele levou.
E agora, quando me vejo fraca,
é quando mais posso ver
a força da Sua Graça.
Não confesso o que meus olhos mostram,
Confesso o que minha fé declara:
Que o meu Deus é fiel em toda promessa,
E mesmo em silêncio, Ele nunca falha.
Eu digo: “Sou forte!”, quando me sinto fraca,
Pois o Senhor é quem me sustenta na caminhada.
Eu digo: “Vai dar certo!”, mesmo sem direção,
Pois sei que Ele guia meu coração.
Fé não é emoção passageira,
É decisão diária, inteira.
É escolher crer quando tudo desaba,
E manter acesa a esperança que nunca acaba.
A nudez d’Ele me vestiu de justiça,
Sua humilhação me deu dignidade,
Sua vergonha virou minha honra,
Sua cruz se tornou eternidade.
E hoje, quando penso na vergonha que Ele suportou,
Não encontro outra resposta,
Se não viver em gratidão,
E amar com o mesmo amor que tudo suportou.
