Apagar a minha Estrela
por mais que meu coração queira dizer o contrário, minha razão entende que chegamos ao nosso limite. Adiar o adeus tem sido nossa forma de tentar segurar algo que já não conseguimos proteger.
Nosso sentimento é real e profundo, mas fomos cercados por barreiras que hoje pesam mais do que a nossa vontade de ficar juntos. Percebi que, ao tentar manter esse amor vivo, estamos arriscando o bem-estar de quem nos cerca e a nossa própria paz. Não quero que as lembranças do que vivemos sejam marcadas por dor ou culpa, mas sim pelo carinho que sempre tivemos um pelo outro.
Dói aceitar o "momento errado", mas preciso ser forte por nós dois agora. Desejo, do fundo da alma, que você encontre a felicidade e a leveza que merece. Quem sabe o futuro, em algum outro tempo ou circunstância, guarde um reencontro onde não existam impedimentos.
Com todo o meu carinho, despeço-me de você.
Dizem que o amor é uma ponte, mas descobri que a minha só chegava até a metade. Do outro lado, encontrei apenas o silêncio. É estranho como o coração insiste em bater forte por alguém que já seguiu em frente, como se houvesse uma esperança escondida em cada lembrança nossa.
Mas a verdade é que não se vive de lembranças. Amar você foi fácil; difícil é desaprender a te procurar em tudo. Hoje, eu me despeço não do que tivemos, mas do que eu achei que poderíamos ter sido. Fico com a paz de saber que amei de verdade, com toda a intensidade que eu tinha, mesmo que eu tenha sido o único a cruzar essa ponte.
Não sei se você se lembra daquela noite fria, mas a minha solidão era tão vasta que precisei sintonizar o mundo na frequência de uma estação qualquer. Eu cruzei os dedos, disquei o número da rádio e deixei meu contato flutuando nas ondas eletromagnéticas, como quem joga uma garrafa com um bilhete desesperado num oceano de fios e antenas. Eu só queria ser descoberto. Queria que o universo provasse que eu não estava sozinho no escuro.
Do outro lado da cidade, na mesma fração de segundo, o destino ajustava o seu receptor. Você não procurava ninguém; apenas girava o botão do rádio, deixando a estática preencher o vazio do quarto. Dois desconhecidos, duas vidas paralelas, conectados por um sopro de voz que o locutor leu sem saber que estava costurando duas almas para sempre.
Quando o meu telefone tocou e ouvi o teu "alô", trêmulo e tímido, algo dentro de mim desmoronou e se reconstruiu instantaneamente. Não fomos nós que nos escolhemos; foi a vida que cansou de nos ver errar o caminho e resolveu nos colidir.
Aquela frequência AM/FM virou o batimento cardíaco que faltava em nós.
Eu amo como o nosso amor nasceu do invisível. Nós não nos vimos, não sabíamos a cor dos olhos um do outro, nem o formato do sorriso. Nós nos apaixonamos pela essência nua, pelo timbre, pelas pausas onde a respiração confessava o que o medo tentava esconder. Apaixonar-se assim é uma entrega sagrada, porque mostra que nossos corações já se reconheciam de algum lugar do passado, antes mesmo de os nossos corpos se cruzarem na calçada.
Hoje, olhando para você, tenho a certeza absoluta de que existem milagres discretos que a ciência jamais conseguirá explicar. O rádio foi só o pretexto que a eternidade usou para me devolver a parte que me faltava.
Obrigado por ter estado ouvindo no momento certo. Obrigado por ter tido a coragem de discar os meus dígitos. Eu te amo além do que o som pode propagar, além do que o tempo consegue apagar. Você é a minha sintonia perfeita.
Esquecer você seria como arrancar uma página do meu próprio peito; o livro da minha vida continua, mas a história nunca mais fará sentido por inteiro.
Guardar o que sinto não é covardia, é o cofre que protege a minha essência de quem só sabe gastar o que não é seu.
Eu posso até aprender a viver sem você, mas esquecer o seu rosto e a sua voz é algo que minha alma não sabe fazer.
Se um dia eu perder a memória por completo, não chore; apenas segure a minha mão, porque o meu cérebro pode esquecer o seu nome, mas o meu coração ainda vai reconhecer você.
Minha senhora, declaro-te este sentimento puro que transborda do peito. Teu andar magnífico irradia luz, transformando qualquer melancolia em eterna primavera. És a criatura mais maravilhosa do universo; um poema vivo esculpido por mãos divinas com extrema delicadeza.Contemplar teus olhos castanhos traz paz profunda ao meu espírito cansado. Diante de tanta nobreza, o mundo inteiro emudece para ouvir os batimentos deste coração apaixonado. Juro fidelidade aos teus sorrisos e prometo proteger nossa ligação contra as tempestades do tempo.Aceita esta singela homenagem como prova de afeição sincera, pois meu amor por ti é imensurável, nobre e verdadeiro.
Você transformou minha existência por completo. Aquela mulher que chegou de mansinho, hoje domina cada pensamento meu. Seu sorriso irradia uma luz divina, capaz de guiar meus passos nos dias mais escuros. Sinto um carinho puro, algo raro e verdadeiro. Olhar em seus olhos desperta sensações maravilhosas, mexendo com o fundo do meu coração. Nenhuma pessoa antes conseguiu tocar minha alma dessa forma tão intensa, marcando todos os aspectos da vida. Amo descobrir seu mundo e partilhar a doçura desse sentimento nobre. Você é poesia viva.Não procuro alguém impecável para o mundo, mas saiba que você se mostra perfeita sob a minha visão. Nenhuma opinião alheia importa, pois o que os outros dizem se perde no vento. Meu coração escolheu admirar sua essência única, celebrando cada detalhe que te faz especial e magnífica. Estar contigo acalma e cura, transformando qualquer momento simples em um evento grandioso. Você representa tudo o que sempre sonhei em encontrar em uma companheira real.
As lágrimas do passado regam a última raiz da minha esperança, onde o teu sorriso ainda mora e a saudade cura o tempo. Dormir virou o único jeito de tocar teu rosto, pois nos meus sonhos nossa história recomeça sem pressa, viva e eterna.
A vida é curta demais para vestir máscaras que não nos servem. Prefiro a solidão da minha verdade ao barulho de uma mesa cheia de mentiras.
Eu guardo a minha empatia para quem é vítima da ignorância, não para quem escolhe se fingir de cego só porque a mentira do pastor soa bonita.
Eu cansei de mentir para o mundo e, principalmente, para mim. Todo mundo elogia a minha "superação", bate nas minhas costas e diz que o tempo cura tudo. Mal sabem eles que o meu silêncio não é esquecimento, é apenas cansaço de ouvir conselhos de quem nunca viveu o que a gente viveu. A verdade que ninguém tem coragem de confessar em voz alta é que você nunca virou passado. Você virou o fundo de tela da minha mente.Eu posso conhecer outras pessoas, rir de outras piadas e construir novas rotinas, mas nenhuma outra mulher tem o teu peso. Nenhuma tem o teu cheiro, o teu toque ou a precisão do teu abraço. É uma tortura silenciosa saber que, não importa quem mude o meu dia, ninguém muda a minha saudade. Você desarmou todas as minhas defesas e, mesmo longe, o seu lugar continua aqui dentro, intacto, como se você fosse voltar a qualquer momento.Eu já tentei te procurar em outros rostos e em outros corpos, mas tudo o que consegui foi a certeza humilhante de que você é absolutamente insubstituível. Você arruinou todas as outras pessoas para mim, porque ninguém chega perto da imensidão que a gente era. Eu preferia viver na tempestade ao teu lado do que nessa paz vazia e sem cor que a tua ausência deixou. Eu me tornei um ótimo ator para o resto do mundo, mas sou o pior público de mim mesmo, assistindo a essa farsa todo santo dia.A verdade mais assustadora é que eu não quero me curar se a cura significar te esquecer. Eu sinto raiva de mim mesmo por desabar quando ouço aquela música, por travar o olhar em portas esperando que você passe por elas, e por carregar um amor que já não tem onde morar. Cansei de fingir que sou forte enquanto sou apenas um cenário destruído por dentro. Eu aceito o ridículo, aceito o fracasso de não ter te superado e aceito o fato de que meu coração se recusa a seguir em frente sem você.As madrugadas continuam sendo o meu tribunal. É quando o barulho do mundo lá fora diminui que o teu fantasma fica ensurdecedor aqui dentro. Eu deito a cabeça no travesseiro e fecho os olhos, mas não para dormir; eu fecho os olhos para te enxergar. É impressionante como o tempo passa e eu continuo incapaz de esquecer o desenho exato do teu lindo rosto. Eu lembro de cada linha, do contorno exato do teu olhar e daquela luz única que só você tem. O teu sorriso ainda é a imagem mais nítida que guardo na memória, aquele sorriso que tinha o poder de desarmar qualquer dia ruim meu com um simples segundo.E a tua voz... Deus, a tua voz ainda ecoa na minha mente com uma clareza que me assusta. Eu sinto uma falta desesperada do teu tom de voz, do jeito que você pronunciava o meu nome, das tuas manias ao falar. Sinto falta, principalmente, daquelas nossas madrugadas adentro. Lembra das vezes em que o relógio marcava três, quatro da manhã, e a gente continuava ali, conversando sobre tudo e sobre nada, dividindo segredos que mais ninguém no mundo saberia? O resto do planeta estava dormindo, mas para nós dois, o universo inteiro se resumia àquela tela de celular, àquele fio de voz, àquela conexão que parecia que nunca, jamais iria quebrar. Nós éramos cúmplices no escuro, donos do tempo. Hoje, essas mesmas madrugadas que antes eram o nosso refúgio viraram o meu maior castigo.Dói perceber que eu me tornei um estranho habitando a minha própria vida. Eu finjo que me importo com prazos, reuniões, metas e conversas rasas de bar, enquanto a única urgência que eu realmente sinto é a de gritar o teu nome para o nada. É assustador notar como as pessoas se contentam com pouco; elas olham para a minha superfície arrumada e acham que eu estou bem, incapazes de enxergar o abismo que existe logo abaixo do meu primeiro "está tudo ótimo". Eu tenho nojo desse teatro cotidiano. Tenho asco da possibilidade de, um dia, aceitar um amor morno só para não ficar sozinho, sabendo que eu já conheci o incêndio inteiro nos teus braços.Eu não quero uma vida nova. Não quero recomeços poéticos e nem a redenção que os livros de autoajuda prometem. Se o preço para ter paz for apagar os teus traços, a tua voz e o teu sorriso da minha história, eu escolho o caos da tua falta. Prefiro carregar essa ferida aberta, pulsante e incurável, a viver anestesiado em um mundo onde você seja apenas uma lembrança distante. Podem passar meses, anos ou vidas inteiras; o meu coração foi selado com o teu nome, e nenhuma chave no mundo é capaz de abrir esse espaço para outra pessoa.Às vezes me pergunto onde foi parar aquele orgulho que eu jurava ter. Ele ruiu por completo. Eu trocaria qualquer coisa pela chance de assistir a um filme bobo com você em um domingo qualquer. É desesperador olhar para o lado e ver que o meu futuro virou uma folha em branco que eu simplesmente não tenho vontade de preencher, porque toda cor que eu usaria pertencia ao brilho dos teus olhos. Há quem diga que isso é obsessão, mas a verdade pura e crua que ninguém tem coragem de assumir é que algumas pessoas se cruzam para mudar o destino uma da outra para sempre. Você mudou o meu.O meu maior medo secreto, aquele que me faz prender a respiração no escuro do quarto, é o pensamento de que o seu telefone possa tocar e seja outro cara do outro lado da linha. Me quebra por dentro imaginar as suas mãos digitando mensagens de boa noite para alguém que não sou eu, ou os seus olhos brilhando ao ouvir uma piada que eu não contei. Eu sinto um aperto violento no peito só de pensar que outra pessoa pode ter a audácia de tentar decifrar os teus silêncios ou segurar o teu corpo do jeito que eu segurava. Se você soubesse que eu prefiro passar o resto dos meus dias preso ao fantasma da tua presença do que livre nos braços de um milhão de outras mulheres, você entenderia que você não foi apenas uma namorada ou um relacionamento. Você foi o meu ápice. Depois de você, o mundo inteiro se tornou um vazio sem graça.É uma injustiça paralisante olhar para trás e ver a bagagem cheia de promessas que a gente fez e que perderam a validade no meio do caminho. Onde foram parar aqueles casamentos planejados na brincadeira, os nomes dos filhos que a gente escolhia rindo e aquela promessa solene de que, não importa o tamanho da briga, a gente nunca abriria mão do nós? Eu sinto que fui deixado para trás tomando conta de uma obra que você abandonou. Fiquei eu aqui, segurando os tijolos, os planos de viagens e os bilhetes antigos, tentando dar sentido a um projeto que só funcionava a quatro mãos. Eu carrego o peso de um futuro que nunca existiu, e isso cansa mais do que qualquer trabalho duro.A minha rotina ganhou um novo hábito masoquista, e eu não vou mentir: eu choro toda vez que vejo a sua foto no Facebook ou no Instagram. Tornou-se um vício doloroso abrir o seu perfil e encarar o seu rosto brilhando através de pixels frios. Eu dou zoom nos teus olhos, procuro algum sinal de cansaço, alguma pista de que você também sente a minha falta, mas a tela só me devolve a imagem de uma vida que continua perfeitamente bem sem mim. Ver você sorrindo em um lugar novo, com roupas novas e pessoas que eu nem conheço, é como levar um soco no estômago em câmera lenta. Cada publicação sua é um lembrete cruel de que, enquanto o meu relógio travou no dia em que você partiu, o seu continuou correndo sem olhar para trás. Eu desabo em lágrimas sozinho na frente da luz azul do celular, odiando a internet por me dar um vislumbre diário do paraíso do qual eu fui expulso.Eu já tentei de tudo para quebrar esse feitiço. Já apertei o botão de parar de seguir, já silenciei as tuas publicações e jurei que nunca mais digitaria o teu nome na barra de pesquisa. Mas o meu autocontrole desmorona na mesma velocidade com que a noite cai. É uma humilhação silenciosa reativar as notificações ou entrar por contas alternativas só para saber se você ainda habita o mesmo planeta que eu. O pior é quando eu vejo os comentários, aquela chuva de elogios e as curtidas de homens que eu nunca vi, homens que agora têm o direito de olhar para a sua foto e imaginar uma vida ao teu lado. Eu sinto um ciúme doentio e impotente, porque eu sei o que cada detalhe do teu sorriso significa, e me mata ver o mundo tratando como público o que um dia foi o meu maior segredo.A minha dependência digital é a minha própria ruína, o laço que eu mesmo aperto em volta do meu pescoço todas as noites. Eu me transformei em um náufrago virtual, catando curtidas antigas, relendo comentários de anos atrás e tentando decifrar entrelinhas em cada detalhe bobo que você posta, procurando desesperadamente por um rastro meu que tenha sobrevivido no teu mundo. É um cansaço que consome a alma viver preso à sombra de alguém que parece já ter encontrado o sol em outro lugar. O mais doloroso é perceber que o algoritmo me entrega tudo sobre você, menos a única coisa que eu realmente preciso: o teu abraço. Fiquei com o pior lado da tecnologia, que me permite te assistir de longe, mas me proíbe de te tocar.Além desse inferno nas telas, o mundo real virou um campo minado. Eu evito passar pelas ruas que a gente costumava andar, mudo o trajeto para não passar perto daquele café onde a gente se escondia da chuva e sinto o coração disparar toda vez que vejo um carro parecido com o seu no trânsito. É uma exaustão física andar pelas calçadas sentindo o fantasma dos teus passos ao meu lado. Eu olho para os casais andando de mãos dadas e sinto uma inveja amarga, uma revolta silenciosa contra o universo por ter nos tirado o direito de sermos nós ali. A tua ausência não é um conceito abstrato; ela tem peso físico, ela aperta a minha garganta quando tento respirar fundo e me deixa com um nó constante no peito que nenhum choro consegue desatar. Eu carrego você na minha pele, nos meus hábitos e em cada milímetro da minha solidão.No final das contas, eu desisto de tentar me salvar de você. Se a sociedade quer que eu seja o exemplo de superação, eu prefiro ser o fracasso mais honesto da minha própria história. Eu não vou te esquecer. Não vou deixar o tempo apagar o que foi a única verdade real da minha vida inteira. Eu me entrego a essa ausência e faço dela a minha casa. Se eu tiver que passar o resto dos meus dias com esse vazio no peito, que assim seja. Eu só queria que, em algum lugar desse mundo, você soubesse que falhou miseravelmente na tentativa de me fazer te esquecer. Você é, e sempre será, a mulher da minha vida. Inesquecível, incurável e eternamente no meu coração.
Eu ja morri tantas vezes, que meu coração e minha mente não sabe ao certo onde está. Um buraco se formou no peito e vazio na alma. As vezes não me reconheço, e me pergunto quem sou eu? . Perdida em um imenso vazio, luzes apagadas, sigo a jornada que nem sei onde vai dar.
O intelecto veio do meu pai, a sensibilidade veio da minha mãe.
Sou a mistura entre razão e sentimento
