Apagar a minha Estrela

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Minha maior descoberta não foi o caminho, mas a força que encontrei para atravessa-lo.

A cada dia, aprimoro o que será minha melhor versão. O único adversário a vencer é quem eu fui ontem.

A minha opinião não é baseada na verdade absoluta. É a verdade absoluta que é baseada na minha opinião

Te quero minha alma
Em doce quimera
Nas estacões do amor
Em noites quentes de verão...
Te espero vida minha
Ao cair da tarde
Na madrugada fria
Nas horas de saudade...
Amo-te meu amor
Como o poeta ama a poesia
Com todo meu coração
Com a esperança
De ter você aqui.

Entre as tuas pernas
Coxas e quadris
Perco por completo
A minha lucidez.

Amo a vida, meu trabalho e minha família! Com tantas paixões só falta alguém que me ame, na mesma intensidade que eu amo o mundo!

A Maldição de Sariel

(à maneira de Kierkegaard)





Minha maldição não é visível aos olhos comuns,

porque não vive fora de mim,

mas no silêncio onde o homem encontra a si mesmo

e descobre que não pode escapar.





Sou condenado a perceber que a vida não me pertence —

ela apenas me atravessa,

como um vento frio que corta e não se deixa segurar.





Sinto o peso do eterno no instante,

o peso de Deus no olhar humano,

o peso da ausência onde deveria haver consolo.





E, enquanto outros caminham distraídos,

eu caminho acordado demais,

ferido demais,

amando demais.





Não sei se isso é dádiva ou castigo,

mas sei que não há cura.

Porque aquele que vê o fundo do poço

já não consegue fingir que só existe a superfície.

O Sorvete que Virou Saudade

Algumas lembranças têm gosto.
A minha tem gosto de chocolate.

Todo Dia das Mulheres
eu chegava com um Magnum na mão.
Era simples, quase bobo para quem via de fora.

Mas para mim
era uma maneira silenciosa de dizer
tudo aquilo que às vezes os filhos
não sabem falar direito.

Eu entregava o sorvete
e dizia que a amava.

Ela sorria.
E naquele sorriso
o mundo ficava em paz por alguns segundos.

Eu não sabia
que um dia aquele gesto tão pequeno
viraria uma das maiores saudades da minha vida.

A gente nunca imagina
que os momentos comuns
estão, na verdade, se tornando eternos.

Hoje o Dia das Mulheres chega
e eu sinto falta daquele caminho simples:
comprar o sorvete,
bater na porta,
ver o sorriso dela.

O sorvete ainda existe.
O dia ainda existe.

Mas agora
o amor que eu levava nas mãos
precisa viajar pela memória
para chegar até ela.

E às vezes eu penso…

se o céu tiver pequenas alegrias humanas,
talvez em algum lugar
minha mãe ainda esteja sorrindo
enquanto eu chego com um Magnum na mão.

— Sariel Oliveira ✍️

Quando minha namorada fala que está com raiva de mim, mas eu sou apenas um cara tranquilo

Tem momentos que vou guardar para sempre no coração, foram momentos que marcaram minha vida e que jamais se apagarão dos meus pensamentos.

O sucesso está próximo, eu consigo senti-lo em minha vida. A intuição não mente e as oportunidades andam comigo.

Quando fui contar para mim quem eu era, minha alma nevoou os fatos. Os olhos marejaram, dormi aos prantos.

Minha esperança na humanidade acabou a partir do momento em que fomos persuadidos por uma cobra.

Minha mente me mata ao mesmo tempo que me dá força para continuar vivendo.

Ondas nos Olhos, Mesmo Sem Amanhã

Minha presteza não o salvou e, hoje, vejo que nada podia fazer, a não ser te abraçar e dizer, em sussurros, aquelas palavras doces indicando um caminho, sem saber se havia ruas ou montanhas.
Para onde o seu destino caminhava? Será que havia mar ou céu?
Bem… eu só sabia que o lugar era desconhecido e que você não voltaria mais.

Lembro que a preocupação de que você sentisse frio corroeu minha alma durante anos.

Tentei bloquear tudo, guardar em uma caixinha e zelar pelas imagens das brincadeiras, dos sorrisos, dos beijos e dos abraços.
Você me ensinou que a cor do amor não é para todos e que fomos privilegiados.

Até fui às caminhadas, aos parques e às festas, para amenizar o hoje incerto.
Dancei e cantei sob o vento uivante e sob a chuva forte, para que ninguém visse as ondas se formando em meus olhos.

Estávamos predestinados. Veio escrito nas estrelas.
Então, destino, diga ao tempo que me ensine a ser bela, até porque eu ainda sinto o gosto do amor.

Ensina-me, mesmo não havendo, para nós, o amanhã.

Minha saudade tem nome, endereço e um sorriso que eu não consigo esquecer.

Esse ambiente tenta me sufocar, o tempo parece arrastar e a rotina testa a minha mente a cada segundo. A tentação de se entregar ao desespero surge todos os dias, mas eu me recuso a ser quebrado por este lugar. lembrar do meu valor é o que me impede de desistir!

Estou me reciclando e me afastando de coisas e costumes que talvez possam esgotar a minha essência... Me afastando de pessoas difíceis, ambientes pesados, confrontos de ideias superficiais, ciúmes e egos inflados... Repetindo o que já fiz em outras ocasiões, ficando comigo mesmo, obtendo inspirações, deixando as mágoas e as tristezas no passado, tudo isso por uma razão, entender o que se passa ao meu lado...

ABRINDO O MEU CORAÇÃO...
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Com 10 anos de idade eu era engraxate, carregava minha caixa nas costas e também uma cadeira, aos domingos de manhã, ficava esperando a missa terminar, para assim vários pares de sapato poder engraxar, com batidinhas de escova e sambinha no pano, estava feliz, ganhar várias notinhas, este era o meu plano... Também com essa idade, vendia sorvete e pirulito no campo, em outra ocasião, juntava ferro-velho e também vendia alface, este era o meu trabalho, eu valorizava o meu trampo...

Com 13 anos trabalhei como auxiliar de serralheiro, cortando aço e manuseando solda, era arriscado, mas eu queria ganhar o meu próprio dinheiro...

Com 14 anos acordava às 04h00 da manhã e pegava em uma enxada, assim fui com vários amigos para a colheita de batatas, eu não era tão bom, eram sacos de 60 quilos, mas eu conseguia colher de 10 a 15 sacos, o eito era pequeno, mas eu dava enxadada, quem é fera no assunto, vai achar engraçado e dizer que isso era nada...

Com 15 anos comecei a trabalhar em um posto de gasolina, fazia limpeza interna dos carros e também fazia serviço de frentista, às vezes até lavava algum automóvel, dependia da gorjeta, esse era o meu negócio...

Com 18 anos tirei minha esperada habilitação, um mês depois eu já estava dirigindo um caminhão, viajando por todo Brasil sozinho, vivendo uma e outra emoção, fiz mais de mil viagens e conheci o Norte, Nordeste e Sul de nosso país, com tantas aventuras na estrada, escrevi o que passei, sem me esquecer, contei cada detalhe...

Daí com 34 anos, lancei meu primeiro livro, com essa idade, me tornava oficialmente um escritor, continuei a minha saga, precisava me adaptar, parei o caminhão e voltei a estudar, me aperfeiçoei na área que escolhi, com 41 anos de idade e descobrindo uma e outra novidade, me tornei Professor...

Passando a limpo a minha vida bem rapidinho, percebo que foi muito bom começar a trabalhar ainda menino, assim pude aprender a dar valor ao dinheiro recebido, pois como dizia meu pai, nada me foi dado de "mão beijada", a vida é feita de desafios, de conquistas almejadas, tive momentos incríveis, mas também decepcionantes, nada disso me fez desistir, ao contrário, estou mais empolgado do que antes...

Estou aqui e quero ainda muito mais, pois sou na vida, apenas mais um integrante...

Suas mãos que acariciavam suavemente minha face! Tornaram-se lixas! Suas unhas que roçavam com delicadeza minha nuca! Tornaram-se garras!