Angústia
Desabado
Não sei bem porque estou aqui agora,
nesse momento escrevendo, meio confuso e angustiado, será que sou eu?
Ou a vida, por ser tão complexa e intensa.
Ela corre muito sabe?
Não consigo acompanhar
Devo estar atrasado, se bem que queria permanecer, e ter ficado preso no passado.
Sinto aquela saudade... sabe?
Simplesmente uma saudade. Dos melhores momentos da minha vida, quando todos ali estavam presentes, momentos que me sentia seguro, protegido, alegre, feliz.
Saudade de ser ingênuo, de perder o tempo assistindo sem preocupação de nada, de não ter responsabilidades alguma, ou até mesmo de te lembrarem do banho. Sabe?
Queria ter a coragem que tinha,
o mundo nunca me assustou, como hoje
me amedronta.
Não sei se estou o conhecendo,
se for possível!
Ou ele é real em excesso, para minha realidade. Sabe?
Desde do ventre, meu objetivo era vir ao mundo, e hoje? Sendo adulto, penso! Se tivesse sabedoria naquele momento, nunca teria saído. Mas aprendi uma coisa,
Ao passado e futuro.
O presente? Sou eu! Oração do sujeito.
Da vida, admiro ao passado, só assim posso recordar os melhores momentos, o filtro é livre! Me sentia forte, por ter pessoas que se foram ao meu lado. Já o futuro,
me amedronta. Cada dia ficando incapacitante, ficando sozinho, e somente crescendo responsabilidades.
Palavras pensadas a dizer,
Decisões difíceis a tomar,
Como disse, sabe?...
Não sei bem o porquê estou aqui ou se procuro respostas, mas saciei dividir essa saudade.
Um ano atrás eu não sabia que poderia aguentar tanta dor no meu coração...tanta angústia, arrependimento, sofrimento. A vida dói, rasga, dilacera, nos deixa em pedaços e nos obrigada a seguir em frente. Na verdade, nem sei mais se estou seguindo em frente ou só empurrando os dias esperando o fim chegar. Não há nada que possa me ajudar. Nenhum consolo seria capaz de mudar o que eu sinto. A ferida está na alma.
Depois de toda essa culpa e angústia que senti, finalmente consegui me libertar do peso de passar a vida esperando por você.
E sim, dessa vez é diferente, porque agora, eu tenho certeza que não quero mais você na minha vida.
Consigo perceber que você não faz mais parte do meu presente e muito menos do meu futuro.
Tenho que te agradecer por um passado cheio de história e bons momentos. De certa forma, tenho um carinho por você. Mas eu sei que para o meu bem, e para o seu também, nossos caminhos não devem se cruzar mais.
Agora sou eu que não te quero mais.
Quando a angústia vier como um trovão,
E o céu pesar no peito em noite escura,
Erguerei minhas mãos em oração,
Pois sei que a Tua glória me assegura.
Não calarei meu canto em meio ao medo,
Nem cederei ao ódio ou à pressão.
Teu nome é torre forte em meu degredo,
Rocha que firma a minha decisão.
Se tudo se perder, Tu és constante,
Se tudo for tirado, ainda és fiel.
No vale ou sobre o monte, és meu bastante,
Te exalto com louvor, não com papel.
Se a luz tardar, lutamos adorando,
Pois és o Deus que sempre vem chegando.
Te louvo nos vales
E nos altos montes
Te louvo na angústia
E em tempos de paz
Te louvo cercado
Dos meus inimigos
Porque quando louvo
Sei que estás comigo
Enquanto eu viver
Sempre te adorarei Senhor
Com meu louvor
Adorarei Senhor
Com meu louvor Se estou abatido Ou desanimado Te adoro pois sei Que estás ao meu lado
Não existia dor,sofrimento, ansiedade,desespero, angústia,tristeza, depressão, loucura...antes da Eva comer o Fruto Proibido.
EDVARD MUNCH
No crepúsculo sombrio da alma, Munch mergulhou,
Em um oceano de angústia, onde o tormento fluiu.
Entre gritos silenciosos e rostos distorcidos,
Ele pintou a agonia de um mundo dos reprimidos.
Em cores vibrantes ou em tons de sepultura,
Munch retratou a fragilidade da nossa ternura.
Em cada tela, um eco da dor existencial,
Um reflexo da alma em busca do transcendental.
Nas noites em claro, entre sonhos e pesadelos,
Ele desvendou os mistérios mais belos.
Onde a morte dança com a vida num eterno abraço,
E a melancolia se mistura ao viço do espaço.
Entre o amor e o medo, ele traçou seu caminho,
Explorando os abismos do humano sozinho.
Em cada pincelada, uma viagem ao desconhecido,
Onde o destino se revela no olhar mais perdido.
Munch, poeta do desespero, da solidão,
Em suas telas, encontramos nossa própria aflição.
Sua cosmovisão, um espelho da condição humana,
Num mundo onde a beleza e a dor giram numa dança insana.
Tarde quente. Angústia no ar...
A janela aberta é um atrativo para se jogar.
Deitada na cama pensando na vida...
Lembrando e se depravando com o passado não vivido.
Desnorteio-me com o tempo atual.
Fecho os olhos. Tento dormir mais um pouco.
Dessa vez não quero acordar.
Meu sono é turbulento...
Mesmo assim, a realidade enquanto acordada é mais perniciosa.
O meu tempo presente é a vida que vai passando...
A saudade que vai batendo...
A angústia que vou vivendo.
Alforria
Na escuridão meus dedos são tomados
Aperta minha dor
Esmaga minha angústia
Amores são olvidados
Nos sonhos insanos e profanos
Esquecida num tempo de ilusões
Busco nos arredores das senzalas
Desejos aprisionados
Nas celas tristes e frias
De uma noite cálida.
Nas sombras onde passo
Mal vejo com nitidez a nuance
Do corpo que percorre a madrugada
Na busca do que perdeu
Encarando os fatos com largos passos.
O medo, a angústia e a falta de conhecimento afastam dos cristãos a ousadia para evangelizar um povo pecador.
A falta de lealdade em um amigo que traz bons conselhos na crise e na angústia a é o mesmo que andar desprotegido rumo à selva.
Na ansiedade, depresssão, medo e angústia vidas clamam em idade avançada; porém não trabalham na falta de propósitos, nem mantêm bons relacionamentos e muitos menos, tomam a cura da Palavra de Deus para suas almas.
Leia algo que edifique a sua alma; assim a angústia fica longe do seu coração e o seu corpo ganhe disposição para trabalhar com motivação.
Vergonha, medo, angústia e desventuras podem vaporar facilmente no meio de uma sociedade que pratica o avivamento do amor, da coragem, da ousadia e da fé.
