Amor, Tristeza e Desilusão
Sou idiota por estar aqui
Sou idiota por acreditar nas mentiras que contei
Acima de tudo sou idiota por machucar as pessoas que eu amo
Aflição que não sai de mim, aquela sensação constante que não estou suportado o fardo dos meus erros, chorar já não ameniza nem um pouco se quer. Mau que destroi a mente, acaba com o corpo e tira o sossego por completo. Dizem que o tempo ameniza tudo, mas eu não tenho amnésia e sim amor que insiste em viver dentro de um coração que hoje é solitário. Não sei dizer adeus a quem eu amo, mas também não sei ser um peso na vida das pessoa e assim deixei ela partir e sei que nunca mais a encontrarei. Foram bons momentos, risadas de se estender pela madrugada, conversas bobas mas que nos unia sempre cada vez mais e assim nasceu esse amor maior do que eu poderia suportar. Como fui capaz de cometer tantos erros, por quê? Arrependimento já não vale mais nada, mudanças sejam elas quais forem não serão reconhecidas e assim se perdeu todo o meu amor! Triste do homem que não enfrentar seus erros e mais lamentável ainda aceitar que ele foi responsável por tudo e não o destino. Tem certo tipos de pessoas que só aparecem raramente em nossas vidas assim como alguns fenômenos da natureza, as vezes só vemos um durante toda a nossa vida e se esse for o meu caso perdi a maior conquista da minha vida. Nunca me vi tão sem rumo e desorientado na vida, mas ainda tenho a lucidez para pedir a Deus que cuidar dela e a proteja sempre e que abençoe ela com uma pessoa melhor do que eu fui capaz de ser, que tristeza não faça mais parte da vida dela e que só haja espaço para sorriso, alegria e tudo que a vida pode oferecer de bom.
Tesouro Guardado
Eu te amo e te amei,
Tão forte mente,
Que o Tempo fez gravuras rupestres,
Para a todos relatar!
Eu te amo e te amei
Tão linda mente,
Que o ouro se desiludiu,
Logo perdeu sua cor
Para demostrar meu amor
Eu te amei e te amo
Com tanta claridade
Que a prata invejou,
Logo não mais brilhou,
Por respeito a meu amor
Eu te amei e te amo
Tão arduamente
Que o bronze declarou!
Mas forque que eu,
É esse teu amor
Eu te amei e te amo,
Tão linda mente
Que o diamante dê repente declarou!
Esse seu amor,
Possui mais valor
Que a transformação
Do mais puro Carvão
Eu te amei, não mais te amo,
Como te amei,
Mas não mais amarei,
Lagrimas de depressão,
Por não sermos como carvão,
Que por mais que sofra com a pressão,
Ao final tornar-se-á em diamante,
Sublime, resistente e brilhante
Eu te amei
E a você deixarei,
Esse meu amor guardado,
Como ninguém poderá,
Um dia se quer falar.
EU PASSARINHO
Desolada, sofre o pobre ser.
A dor teima e queima devagar aquela alma.
O sofrimento adentra os sonhos e os desarruma,
De novo, impregna-lhe as narinas, quando já é dia.
E assim, como num vício, a tristeza a acompanha pela repetição enfadonha das horas.
De longe, assiste tudo o amor amigo.
Pensa: é dor de amor apaixonado, é dor de perda, é dor de luto, é dor...seja que dor for, ele conclui, é grande a dor.
Não há o que fazer, reflete consigo consternado.
Já se ía dando as costas, quando resolveu voltar.
Nada tendo o que dizer, sorriu encabulado.
Estendeu os braços e a abraçou bem apertado.
O ser sofrido chorou...chorou...chorou.
Enquanto isso, o abraço amigo a envolvia mais e mais e mais.
Na esperança que não lhe esvaísse a vida, permaneceu o amigo ali parado.
Sem dar conta das horas, pode perceber qdo ela aprumou a fronte.
O que viu foi um rostinho amassado, olhos vermelhos em semblante pálido.
Porém, tudo parecia mais leve agora.
Na boca trêmula do serzinho envergonhado, um ensaio de sorriso. A voz dócil, quase inaudível, deixa escapar, com dificuldade, um muito obrigada bastante atrapalhado.
Despediu-se o amor amigo e se foi.
Naquela noite, ela adormece tranquila.
Sonha com braços lhe envolvendo os ombros.
Protegida naquele abraço, vê um casulo que se rompe numa linda borboleta multicolorida.
A borboleta ganha o céu.
Seus olhos... distraídos... acompanham o vôo do bichinho, enquanto seu corpo se aninha naquele abraço afetuoso.
De repente, a voz a chama pelo nome e diz: --Aquela borboleta é vc.
Ela sequer estranha a afirmativa. De fato, aquele abraço lhe fez voar.
-E vc, quem é? - Ela pergunta.
A voz responde:
-Sou quem te quer bem.
Então, a moça desmonta em desabafo:
- Estou tão decepcionada e com a alma aflita...Foi-se embora o meu amor.
-Quem ama, não abandona. Nunca foste por ele amada - argumenta a voz com convicção.
Percebendo que os braços se distanciam, a menina se desespera.
-Não me deixe vc tbm. Como poderei ter de novo esta sensação tão boa do seu calor? Onde poderei sentir novamente esse seu amor? - Ela pergunta ansiosa.
Já longe, mas tão nítida, a voz revela:
_O meu amor nunca encontrarás em mil beijos apaixonados, mas sempre o terás em um abraço amigo.
O serzinho acordou radiante, sonhou algo, mas não lembrava o quê. Apenas sentia-se amada naquela manhã.
O coração estava aquecido por um calor diferente, não lhe parecia passageiro, como das outras vezes.
De repente, se viu cantarolando uma música que nem é do seu tempo:.. são as águas de março, fechando o verão, é promessa de vida no seu coração…
Ao longo da manhã, vieram à lembrança flashes do sonho que teve. Eram partes desconexas de um todo que não conseguia juntar. Acha que sonhou com uma borboleta colorida. E sonhou com a voz firme, disso tinha certeza. Dizia algo belo e importante. Mas o quê? O quê???
Como se busca uma fresta de luz em túnel escuro, ela franzia a testa e forçava a memória. Percorria alucinada o tempo num giro anti horário, para reviver a sensação do melhor sonho de sua vida. Até que…pufttt...um clarão eclodiu na desejada anamnese. Lembrou, enfim. A voz era um amor amigo!
Naquela manhã, descobriu quanto tempo perdemos, insistindo em pessoas, situações ou coisas que só nos abrem feridas. Quantos braços e abraços são cárceres...Contudo, o mais interessante foi descobrir que somos nós quem nos aprisionamos ali e, não, o outro, porque é nossa a escolha de permanecer.
Já o calor de quem ama de verdade é diferente, não queima, não arde. É um bem-querer comprometido, em cujos braços vc se sente protegido, no aconchego de um abraço que só lhe traz a paz. Um abraço tão apertado e ao mesmo tempo tão libertador, do tipo que te permite voar, ir e voltar, para sentir de novo, e mais uma vez, e novamente, e sempre, o mesmo amor. É um abraço de um amor respeitoso, que considera o que você quer e quem você é, considera a sua forma e admira o colorido das suas asas.
Já o amor apaixonado é criatura efêmera, é intenso e louco, porém tão raso. Por ser quente e voraz, está sempre sedento de mais e mais calor. Nada nunca o satisfaz. E no êxtase dessa busca, ele se auto consome, se dissipa e morre, deixando um rastro de decepção por onde passa.
Então a menina, enriquecida em suas reflexões, antes mesmo de tomar o café da manhã, passou a mão no celular e ligou para o amor amigo:
-Quer almoçar comigo hj?
O rapaz aceita prontamente, mas percebe q a moça está diferente, tem vida na sua voz. Por curiosidade pergunta:
-O que deu em vc para se lembrar de mim?
Ela riu:
-É que, acredite vc ou não, dormindo, eu acordei!
Enfim, a vida é mesmo assim, nem tudo que reluz é ouro, já diziam nossos avós. Uma hora a gente acorda e reconhece o a(braço) certo.
Num diálogo à moda Mario Quintana, diria o amor amigo ao rival apaixonado (numa gargalhada que beira a vingança):
Vc passará e EU PASSARINHO!!!
Mônica Arêas
AOS POUCOS
Aos poucos ela foi ficando diferente, fria, distante.
Aos poucos ela aprendeu a se amar mais, deixar de lado quem nunca esteve com ela.
Aos poucos ela aprendeu a viver sem esperar muito das pessoas.
Aos poucos ela teve medo, mas continuou a caminhar.
Aos poucos ela quis desistir de si mesma, mas viu que não iria resolver.
Aos poucos ela quis se perder no mundo, mas viu que não pertencia a ele.
Aos poucos ela foi se desfazendo e se refazendo novamente no dia seguinte.
Aos poucos levaram dela o que ela tinha de mais importante, a fé de que as pessoas são boas.
Aos poucos ela viu o amor se tornar algo frio.
Aos poucos ela quis deixar de se importar.
Aos poucos ela olhava e se desfazia em prantos.
Mas foi aos poucos que a vida começou a retribuir em flores o que o tempo levou embora.
E aos poucos estamos indo embora, uma viagem sem volta.
E aos poucos ela quer colher todas as flores que puder.
Texto: @ericacbribeiro
AOS POUCOS
Aos poucos ela foi ficando diferente, fria, distante.
Aos poucos ela aprendeu a se amar mais, deixar de lado quem nunca esteve com ela.
Aos poucos ela aprendeu a viver sem esperar muito das pessoas.
Aos poucos ela teve medo, mas continuou a caminhar.
Aos poucos ela quis desistir de si mesma, mas viu que não iria resolver.
Aos poucos ela quis se perder no mundo, mas viu que não pertencia a ele.
Aos poucos ela foi se desfazendo e se refazendo novamente no dia seguinte.
Aos poucos levaram dela o que ela tinha de mais importante, a fé de que as pessoas são boas.
Aos poucos ela viu o amor se tornar algo frio.
Aos poucos ela quis deixar de se importar.
Aos poucos ela olhava e se desfazia em prantos.
Mas foi aos poucos que a vida começou a retribuir em flores o que o tempo levou embora.
E aos poucos estamos indo embora, uma viagem sem volta.
E aos poucos ela quer colher todas as flores que puder.
Texto: @ericacbribeiro
É necessário, entender que amar, é muito mais, do que ficar a sofrer, por alguém. Ninguém merece amar assim. Ninguém devia amar e sofrer. Amar é um verbo que nos desperta as mais bonitas sensações, mas pode ser também, aquele que causa as maiores dores. As maiores desilusões. Quando isso acontece, fechamo-nos numa concha, presa em nós mesmos e incapazes de ver que isso não é amor.
Estado de melancolia traz lembranças nas quais você não gostaria de recordar, pois não mexe apenas na memória mas também no coração.
Sempre haverá alguém, um herói que saberá salvar seu coração da solidão. E esse herói sempre estará ao seu lado, sempre te apoiará, te guiará, não importa onde você vá. Nos dias tristes, ele estará lá para te alegrar. Nos dias frios, ele irá te abraçar, e o frio passará. Ele será seu grande herói.
Ele será aquele que você sempre pediu a Deus. Ele será aquela música que não sai da sua cabeça. No dia em que seu herói chegar, você verá que todo o tempo que você esperou por ele, valeu a pena. A partir desse dia, você nunca mais ouvirá “solidão”, “tristeza” ou “dor”.
Se você cair, ele te levantará. Ele estará lá para você e por você. Ele cuidará do seu coração machucado, da ferida que não fecha, da sua alma que chora. E não perca ele; ele será a coisa mais valiosa da sua vida. Ele será seu melhor amigo.
As coisas andam juntas, assim como a terra seca precisa da chuva,
Assim como o passarinho precisa de um ninho,
Assim como a tristeza vem acompanhada de um carinho,
Assim como a alegria precisa de um sorriso,
É com muito amor que lhe digo
Que sem você eu não vivo e é de você que eu realmente preciso.
"Hoje eu agradeço ao ser onipotente que rege as nossas vidas, pois em meio tantas ocasiões difíceis, tudo fica mais fácil quando ainda cremos e confiamos.. Desejo aos meus familiares e amigos, saúde renovada, conforto em meio à tristeza, paz em meio à tempestade, estabilidade em meio às mudanças, amor em meio à aversão e que não esqueçamos jamais: tudo começa acontecer, no exato momento em que começamos acreditar."
Que pena que acabamos descobrindo que na nossa jornada em busca da fonte da felicidade, nos tornamos fonte de infelicidade para muitas pessoas.
Você não escolhe ter algum sentimento,ele simplesmente te escolhe,te acha,te encontra te surpreende.
Os bons trovadores de outrora, Béroul e Thomas e monsenhor Eilhart e mestre Gofried, contaram este conto para todos os que amam, e não para os outros. Por mim, vos transmitem a sua saudação. Saúdam cuidadosos e os felizes, os descontentes e os desejosos, os alegres e os tristes, saúdam a todos os amantes. Possam eles aqui achar consolação contra a inconstância, contra a injustiça, contra o despeito, contra a aflição, contra todos os males do amor!
Ela se foi. Antes que ele desse conta.
Antes que criasse coragem ou tomasse vergonha.
Antes que o braço torcesse, o orgulho quebrasse e o juízo falasse.
Antes que a ambição faltasse, o orgulho sucumbisse, o amor prevalecesse.
Antes que aprendesse seus gostos, seus gestos, seu cheiro.
Ela se foi. Absoluta, decidida, ferida.
Não esperou nada e simplesmente foi.
Não por maldade. Por tristeza.
quando achamos uma perola esquecemos que de tão pequena se torna fácil de se perder.
quando o vendo sopra e por não está guardada, ao vento se vai .... termina-se em perda do seu maior tesouro ... de dentro do coração
