Amor Textos de Luis Fernando Verissimo
Ele não queria entrar noutra história, porque doía. Ele não queria entrar noutra história, porque doía. Ela tinha assumido seu destino de Mulher Totalmente Liberada Porém Profundamente Incompreendida E Aceitava A Solidão Inevitável. Ele estava absolutamente seguro de sua escolha de Homem Independente Que Não Necessita Mais Dessas Bobagens De Amor.
Ah, no fim destes dias crispados de início de primavera, entre os engarrafamentos de trânsito, as pessoas enlouquecidas e a paranóia à solta pela cidade, no fim destes dias encontrar você que me sorri, que me abre os braços, que me abençoa e passa a mão na minha cara marcada, no que resta de cabelos na minha cabeça confusa, que me olha no olho e me permite mergulhar no fundo quente da curva do teu ombro. Mergulho no cheiro que não defino, você me embala dentro dos seus braços, você cobre com a boca meus ouvidos entupidos de buzinas, versos interrompidos, escapamentos abertos, tilintar de telefones, máquinas de escrever, ruídos eletrônicos, britadeiras de concreto, e você me beija e você me aperta e você me leva para Creta, Mikonos, Rodes, Patmos, Delos, e você me aquieta repetindo que está tudo bem, tudo, tudo bem. O telefone toca três vezes. Isto é uma gravação deixe seu nome e telefone depois do bip que eu ligo assim que puder, 0K?
(...) Se não gostar de ler, como vai gostar de escrever? Ou escreva então para destruir o texto, mas alimente-se. Fartamente. Depois vomite. Pra mim, e isso pode ser muito pessoal, escrever é enfiar um dedo na garganta. Depois, claro, você peneira essa gosma, amolda-a, transforma. Pode sair até uma flor. Mas o momento decisivo é o dedo na garganta (...).
Luiz Gonzaga, Mestre Lua, Rei do Baião
foi quem despertou em mim a sensibilidade para a poesia.
Maurício de Souza despertou meu gosto pela leitura.
Luís Fernando Veríssimo foi quem disse que eu poderia escrever alguma coisa, e Edgar Allan Poe foi quem me emprestou um pouco de melodia.
Caetano apresentou-me tudo que é lindo, e a isto Chico acrescentou as mulheres!
Com meu amado Vinícius eu converso e até discuto de vez em quando.
De Bono Vox eu herdei o idealismo e um certo cinismo também.
Estes são os meus poetas do coração, e todos eles eu tomo a bênção sempre!
A bênção, Mestre Lua!
A bênção, Maurício de Souza, Veríssimo e Allan Poe.
A bênção, Caetano e Chico.
A bênção, meu querido Vinícius.
A bênção, meu Deus e Pai todo poderoso - o maior de todos os poetas!
A bênção... ^_^
Um dia ela resolve mudar, decidiu o que fazer
deixou suas fantasias pra lá, e seus problemas resolver
Disse agora vou me socializar, pessoas novas eu vou conhecer
começo a trabalhar, ocupou sua mente com o que?
se mesmo trabalhando, ela vivia pensando em você
O que ela desejava era a tal liberdade pra viver
ter os pensamentos mais saudáveis, ser livre, mais livre de que?
Ela queria fugir, mas não sábia pra onde ir, a tal liberdade que ela procurava era se libertar de ser escrava de si.
Sabe? Eu sou uma pessoa que preza muito por sua amizade. Dou tudo de mim, às vezes nem espero nada em troca.
Pois eu sei ser leal, sei o quanto dói sentir-se abandonado ou esquecido quando se mais precisa. Sei ouvir, nem sempre sei como ajudar, mas estou disposta a prestar atenção em toda a história e ao menos enxugar a lágrima que teima em descer de seu rosto.
Amo quando você me abraça sem pedir. É a melhor sensação que existe. Porém, às vezes tenho vergonha de sair te dando um abraço. (Nem eu me entendo). Evito comprar brigas contigo, porque tenho medo de perdê-la, minha amiga. Te conhecer e me tornar sua amiga, foi o melhor presente que Deus já deu para mim.
Por isso, te digo mais uma vez: Amo você!
A vida,
como um acidente de carro
ou uma metáfora inexplicável,
perante a doença ou a cura.
Os sentimentos,
à mercê da perda ou da reconciliação,
do horror de jamais rever alguém
ou diante da felicidade de um abraço.
A dúvida de existir,
como um animal indefeso,
à espreita de um felino,
que voou tarde demais,
e foi amordaçado.
Por que você admira as penas,
se nem mesmo tentou salvar o pobre pássaro?
que hei de dizer eu? sem te conhecer lá me apercebi de que havia algo que tinhas e me atraía...
o medo de te falar era comum, o medo de agir tambem , os olhares que te fazia só para te "tocar" eram frequentes , o medo de pensar aquilo que tu achavas de mim... tudo me levou a aproximar-me deste sentimento!
ainda hoje é o dia que passo por ti , e claro, como costume, olhava para baixo com ar envergonhado à espera que passasses para erguer a cabeça novamente!
o sentimento desenvolveu-se, mas que sentimento era tal... que acabava por me por assim, assim tao estranha ???
aproximar-me?? queria , mas tive medo!! medo, sim... medo !!! pois, eu nao sei o que achas de mim , o que pensas, do que gostas, do que detestas ...
é estranho ter tais reações dirigidas a uma pessoa que quase nem sei o nome, idade, morada, gostos, simplesmente nao sei se é "AMIZADE" ou "AMOR"... amor?? duvido... afinal de ti nao sei nada e talvez a vontade de te conhecer seja tanta para uma amizade forte , no entanto, é estranho o facto de que , todas as vezes que queria conhecer alguem tive sempre a coragem de ter a iniciativa e tu, nao foste um desses acontecimentos!! revelo te de que nao sei que se passa comigo, como se nao soubesse se é de dia ou se é de noite !! confundo-me, enervo-me,... e no entanto penso TANTO! porquê? porque é que isto acontece? leio revistas , ouço canções , vejo tv... procuro em todo o lado conselhos, e nao consigo seguir nenhum! sei o que fazer , mas tenho medo de avançar, de dar um passo, de mexer com a gravidade, TUDO, porque tenho medo de cair e que a queda nao tenha fim...
dizem que este tipo de situações nao são complicadas, no entanto se chegas-te a ler ate aqui então sabes que o meu caso não é facil...
e agora cá estou eu... nao segui em frente , nao arrisquei , agora sim, de tantas complicações existe uma resposta na qual nao dei na hora certa: TENTAR!!!
Erros que rodeiam, palavras que cortam, atitudes tomadas e escolhas feitas, caminhos sem volta.
Alma que grita, corpo que em cansaço, cai.
Já não mais um jardim de flores, um panamá inteiro, não, agora a sua alma se encontra em caos.
Quando olhava para dentro se sentia mais viva, quando imaginava sua alma se via como uma edição melhorada do jardim de Keukenhof , um jardim botânico, um casarão dos anos 60 ou até mesmo como o jardim de fadas de Elianor, a sua personagem favorita de seu livro favorito
Ela exalava vida
Exalava amor
Talvez não o tempo todo transmitisse
Mas o tempo todo estava lá
Ela era uma mistura de cheiros, texturas e sabores
Amável, forte, corajosa e delicada
Um turbilhão
Ela era ela
Esta provavelmente é a melhor forma de defini-la
Ela. Era ELA e ponto, por que igual a ELA nenhuma outra haveria
Ela pulsava de dentro pra fora
Ela tinha algo que surtia de dentro dela
Era como aroma, ou senão brilho, quem sabe não era até mesmo uma imagem
A imagem do seu sorriso, que quando aberto espremia os olhos, e eles pareciam que iam mais para baixo para tentar alcançar a sua palpável alegria, só para aumenta-lo mais
Era um vendaval
Uma tempestade
Um furacão
Uma desordem bonita
Como quem espalha 100 tipos de sementes diferentes em um mesmo canteiro que mais tarde vem a se tornar um muro colorido
Ela tinha todo o tipo de vida em si
Se precisasse de esperanças, a melhor pessoa para buscar era ela
Ela te olharia e sorriria com olhar furtivo, suspiraria e soltaria uma pequena gargalhada, talvez a sua voz saísse até mesmo mais suave, era um poço de paciência por que sabia que brava ninguém jamais a levaria a sério.
Tinha gostos simples
Tinha aquela beleza simples que hoje em dia é tão rara
Como aquela flor que nasce sem ser cultivada e ninguém da valor
Ela era isso, era uma dessas coisas simples da vida mas que fazem toda a diferença, era como um detalhe que ninguém nota, mas faria falta se não estivesse ali,por que o que é a vida, senão um amontoado de detalhes?
Ela era sim, um pequeno detalhe
Mas então ele veio.
Como uma praga que inundou seu jardim
Como quem coleciona borboletas em potes para vê-las sufocar até morrer
Retirou dela o sentimento de vida
Ela agora tão somente existia, tão somente respirava e agia como uma pessoa controlada pela sociedade
Ele veio com o extermínio, com o fim, ele veio com o machado que decepou furtivamente todas as cerejeiras de seu coração
Seu olhar de menina, ele arrancou
Retirou dela brutalmente sua singela pureza
Acabou com tudo
Acabou com as tulipas
Ela já não sonhava mais com canteiros de hortênsias
Nem se via em casarões dos anos 60
Ela se dilacerou
Ele a dilacerou
Ao olhar para dentro de si agora, substituindo toda a vida
Ela via um cemitério
Um perfeito cemitério de esperanças
De sonhos
De feitices
De vontades
Um perfeito cemitério do que lhe significava tudo
Ela precisava de vida
Inutilmente gritava pela vida dentro de si
Sentia-se sufocada
E flores sufocadas morrem
Cada segundo a mais que ela sentia seu pulmão ser cheio e esvaziado de ar era como se menas vida ela tivesse
Devastada
Ele por prazer, ao avistar a terra mágica dentro dela, tão virgem e sã, desejou devastá-la
Sentiu-se bem em certificar-se de que resquício de vida algum haveria dentro dela mais uma vez
Ah, ingênua
Ingênua foi ela
Que loucamente caiu apaixonada nos braços de seu assassino
Ele que tornou até mesmo a terra donde a vida nascia infértil para a felicidade
Fez dela uma terra de osso secos
De fontes secas
Sorriso superficial
Olhar vago
Sentimentos irrelevantes
Um coração vermelho vivo, pulsante
Agora encoberto de fuligem estava
Apagada, murcha
Ela não era mais ELA
Agora apenas mais uma
E da alma subiu a consciência
Acusadora consciência
Que rouba teu sono
Que rouba tua paz
Que rouba teu domínio próprio
Que furta tua dignidade para o mais obscuro você.
Ele foi o fim
Ela se fez de final
Mas descobriu que para todo fim há um recomeço e que para toda morte há uma probabilidade de nova vida
Tratar da terra não é difícil
Espalhar sementes muito menos
Cultivá-las é um prazer
E velas florescer é sentimento de vida
Ela se tornou um caos
Mas descobriu que até no caos a vida pode ressurgir de novo
Hoje, ela é o caos mais florido que já pudi conhecer
Se depois da desgraça ela recuperou seu jardim?
Não, jamais
Porém, um bosque germinou nela, com flores silvestres e arbustos verdes escuros, arvores com copas altas e bem no meio, uma clareira
Não era mais alma de menina
Era alma de mulher
Pessoa forte que faz das suas dores insumo pra nutrir o amor.
Sabe quando você acha que conhece alguém? Mais do que qualquer um no mundo? Você sabe que entende a pessoa, porque a enxerga de verdade. E então você tenta se aproximar, e ela... desaparece. Você achava que pertenciam uma à outra. Achava que ela era sua, mas não é. Você quer protegê-la, mas não pode.
O que falei sobre salvar as pessoas não é verdade. Você pode achar que quer salva por outra pessoa, ou que quer muito salvar alguém. Mas ninguém pode salvar ninguém, não de verdade. Não de si. Você pega no sono no pé da montanha, e o lobo desce. E você espera ser acordada por alguém. Ou espera que alguém o espante. Ou atire nele. Mas, quando você se dá conta de que o lobo está dentro de você, é quando entende. Não pode fugir dele. E ninguém que ama você consegue matar o lobo, porque ele faz parte de você. As pessoas veem seu rosto nele. E não vão atirar.
Descobri que, às vezes, momentos marcam nosso corpo. Eles estão ali, alojados sobre a pele como sementes pintadas de surpresa, tristeza ou medo. E se você virar para um lado ou cair, uma delas pode se soltar, pode se dissolver no sangue ou fizer surgir uma árvore inteira. Às vezes, quando uma se solta, todas começam a se soltar.
[...] fiquei parada diante do espelho, olhando meu rosto sem entender. Era só eu, pura e simples, e eu não sabia o que via. Continuei olhando, procurando alguma outra coisa que não consegui encontrar. Fiquei olhando, até que só restassem contornos que não formavam uma pessoa. Mas nenhuma outra forma surgiu.
A perda do amor é igual à perda da morte. Só que dói mais. Quando morre alguém que você ama, você se dói inteiro (a) mas a morte é inevitável, portanto normal. Quando você perde alguém que você ama, e esse amor - essa pessoa - continua vivo (a), há então uma morte anormal. O NUNCA MAIS de não ter quem se ama torna-se tão irremediável quanto não ter NUNCA MAIS quem morreu. E dói mais fundo - porque se poderia ter, já que está vivo (a). Mas não se tem, nem se terá, quando o fim do amor é NEVER.
Muito mais que com amor ou qualquer outra forma tortuosa da paixão, será surpreso que o olharás agora, porque ele nada sabe de seu poder sobre ti, e neste exato momento poderias escolher entre torná-lo ciente de que dependes dele para que te ilumines ou escureças assim, intensamente, ou quem sabe orgulhoso negar-lhe o conhecimento desse estranho poder, para que não te estraçalhe entre as unhas agora calmamente postas em sossego, cruzadas nas pontas dos dedos sobre os joelhos.[...]
De alguma forma eu sabia que seria amor. Eu não sei, mas acho que a gente olha e pensa: 'Quero pra mim'. Mas dá um frio na barriga, um tremor, um medo de depender de alguém, de sofrer, de escolher errado, de lutar por algo que não vale a pena. Porque o coração nem sempre é mocinho. Foi por isso que corri, tentei fugir, mas quando tem que ser, não adianta, é...
Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda- roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia. Chorei...'
Será que desisti do amor? Que alívio. É um processo que vem se arrastando há uns quatro anos, desde o que chamo de The Big Disaster, agora parece que con-so-li-dou-se. Será que é da idade? Fico ouvindo as pessoas naquele rodenir de ligou?-vou-ligar-não-sei-se-ligo-se-ligar-dizque-saí etc e etc. e acho de uma pobreza alagoana.
Nos dias seguintes ao dia em que estivera deitada no ombro dele tão proximamente nu também, no fundo de um sonho, conseguia reencontrá-lo. Pois havia outros detalhes, semanas depois ainda tentava lembrar. Havia um cheiro, por exemplo. Tênue, quase perverso. Intimidade úmida, limpa, nas dobras da carne suada, preservada na própria pele.
Minha arte é resistência, conexão e legado. Meus textos são fragmentos de mim, ecos que permanecem. Escrevo para quem sente fundo, para quem busca se reconhecer nas entrelinhas, encontrando vida, dor, beleza e recomeços em cada palavra. Cada verso é um convite a voltar para si, respirar memória sensibilidade e verdade.
