Amor Textos de Luis Fernando Verissimo
Foram cinco meses de conexão,
com muita emoção e exigência,
você me ensinou a sonhar com paixão,
e me tratou com respeito e paciência.
Mas nossos sonhos se tornaram diferente,
e é hora de dizer adeus e partir,
e seguir cada um o seu caminho em frente,
sem mágoas nem rancores a sentir.
Não pense que eu te desprezo ou te odeio,
pois você foi muito especial pra mim,
mas o nosso amor se esvaiu como um veio,
e agora chegou ao seu triste fim.
pois fiz o que achei certo e necessário,
por meio desta me despeço
mas de ti não me esqueço,
isso é primário.
Posso te dar uma dica?
Tem gente que não vai curtir, sua alegria, não irão celebrar com suas conquistas, não vai divulgar sua correria, muito menos aplaudir suas vitórias.
Mas experimenta cair, se machucar, falir, perder ou chorar em público. Virão como urubus, desejar uma falsa força, mostrar uma fria preocupação e oferecer um mentiroso apoio. Tem gente que quer te ver bem, desde que esse bem nunca seja melhor do que ele possa estar. Um amigo de verdade é aquele que suporta tudo ao seu lado, principalmente o seu sucesso!
Nunca vi um filho que saiu de casa porque o pai lhe repreendeu e não regressou pra casa
Então se Deus lhe disciplinou também não é motivo pra deixar de fazer a sua vontade ou não sair de sua casa.
Os professores do ensino primário muitas das vezes nos repreenderam com vara e mesmo assim lá estavamos nós na aula seguinte prontos pra aprender e a se esforçar para transitar para classe seguinte que pelos vistos exige muito mais esforço para aprender a matéria que iremos encontrar que muitas das vezes são coisas que nunca tinham nos ensinados
Nunca deixe a repreensão ser um motivo de desistência
São negras as salas da solidão.
Amarram a noite, mesmo que o dia bata à porta.
E ninguém chama pelo meu nome,
nem um aceno do lado de lá do medo.
Olho-me inexistente no mundo,
como um cadáver de alguém que por lá passou e terá partido.
E não deixou conhecidos,
nem ninguém que tivesse chorado a partida!
Um abandonado que só a solidão deu guarida.
Sempre fui um improvável na boca dos sonhos,
um eterno suposto do real.
Nunca o que quis de mim existiu,
morri sempre antes das últimas palavras,
padeci à beira das águas, junto à areia,
um quase em tudo o que partia de mim.
Nunca existi.
Nunca ninguém deu por mim,
e hoje sou filho oculto do mundo no berço da solidão.
Cada erro cometido, cada tombo na caminhada, cada falha que experimentei durante toda a minha vida, estão diante dos meus olhos. Não procuro redenção humana, nem quem os queiram expurgar. Não é isso.
Só preciso de alguém que vibre com meus acertos, que me motive a se levantar após uma queda, que não desista de mim quando houver em mim uma falha. Não sou perfeito, nem busco a perfeição em ninguém, apenas que sejas minha calmaria em todas as minhas tempestades.
Um dia dirão a meu respeito: que cara frio!
Eu apenas direi obrigado por construirem esse iceberg, sou fruto da atenção, do afeto, da força, da motivação, da ajuda, do amor e da presença dos melhores professores que a vida se encarregou de me apresentar. Chega um dia em a calda mole se transforma em rapadura.
"AS Pessoas mais fortes não são aquelas que estão sempre de pé, mais sim aquelas que cai e não fica no chão mais se levanta com mais força ainda para tentar mais uma vez.
Por que o segredo não e esta sempre de pé, mais sim nunca desistir de se levantar a cada tombo e tentar mais uma vez"
O ABC do Sertao
Lá no meu sertão pros caboclo lê
Têm que aprender um outro ABC
O jota é ji, o éle é lê
O ésse é si, mas o érre
Tem nome de rê
Até o ypsilon lá é pissilone
O eme é mê, O ene é nê
O efe é fê, o gê chama-se guê
Na escola é engraçado ouvir-se tanto "ê"
A, bê, cê, dê,
Fê, guê, lê, mê,
Nê, pê, quê, rê,
Tê, vê e zê.
Acacia Amarela
Ela é tão linda é tão bela
Aquela acácia amarela
Que a minha casa tem
Aquela casa direita
Que é tão justa e perfeita
Onde eu me sinto tão bem
Sou um feliz operário
Onde aumento de salário
Não tem luta nem discórdia
Ali o mal é submerso
E o Grande Arquiteto do Universo
É harmonia, é concórdia
É harmonia, é concórdia".
Apologia ao Jumento
É verdade, meu senhor
Essa estória do sertão
Padre Vieira falou
Que o jumento é nosso irmão
A vida desse animal
Padre Vieira escreveu
Mas na pia batismal
Ninguém sabe o nome seu
Bagre, Bó, Rodó ou Jegue
Baba, Ureche ou Oropeu
Andaluz ou Marca-hora
Breguedé ou Azulão
Alicate de Embau
Inspetor de Quarteirão
Tudo isso, minha gente
É o jumento, nosso irmão
Até pr'anunciar a hora
Seu relincho tem valor
Sertanejo fica alerta
O dandão nuca falhou
Levanta com hora e vamo
O jumento já rinchou
Bom, bom, bom
Ele tem tantas virtudes
Ninguém pode carcular
Conduzindo um ceguinho
Porta em porta a mendigar
O pobre vê, no jubaio
Um irmão pra lhe ajudar
Bom, bom, bom
E na fuga para o Egito
Quando o julgo anunciou
O jegue foi o transporte
Que levou nosso Senhor
Vosmicê fique sabendo
Que o jumento tem valor
Agora, meu patriota
Em nome do meu sertão
Acompanhe o seu vigário
Nessa terna gratidão
Receba nossa homenagem
Ao jumento, nosso irmão
Apologia ao Jumento (O Jumento e Nosso Irmao)
ajuda
É verdade, meu senhor
Essa estória do sertão
Padre Vieira falou
Que o jumento é nosso irmão
A vida desse animal
Padre Vieira escreveu
Mas na pia batismal
Ninguém sabe o nome seu
Bagre, Bó, Rodó ou Jegue
Baba, Ureche ou Oropeu
Andaluz ou Marca-hora
Breguedé ou Azulão
Alicate de Embau
Inspetor de Quarteirão
Tudo isso, minha gente
É o jumento, nosso irmão
Até pr'anunciar a hora
Seu relincho tem valor
Sertanejo fica alerta
O dandão nuca falhou
Levanta com hora e vamo
O jumento já rinchou
Bom, bom, bom
Ele tem tantas virtudes
Ninguém pode carcular
Conduzindo um ceguinho
Porta em porta a mendigar
O pobre vê, no jubaio
Um irmão pra lhe ajudar
Bom, bom, bom
E na fuga para o Egito
Quando o julgo anunciou
O jegue foi o transporte
Que levou nosso Senhor
Vosmicê fique sabendo
Que o jumento tem valor
Agora, meu patriota
Em nome do meu sertão
Acompanhe o seu vigário
Nessa terna gratidão
Receba nossa homenagem
Ao jumento, nosso irmão
Asa Branca
Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu preguntei a Deus do céu, uai
Por que tamanha judiação
Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de prantação
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
"Intonce" eu disse adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Hoje longe muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Para eu voltar pro meu sertão
Quando o verde dos teus oio
Se espalhar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração
Assum Preto
ajuda
Tudo em vorta é só beleza
Sol de Abril e a mata em frô
Mas Assum Preto, cego dos óio
Num vendo a luz, ai, canta de dor (bis)
Tarvez por ignorança
Ou mardade das pió
Furaro os óio do Assum Preto
Pra ele assim, ai, cantá de mió (bis)
Assum Preto veve sorto
Mas num pode avuá
Mil vez a sina de uma gaiola
Desde que o céu, ai, pudesse oiá (bis)
Assum Preto, o meu cantar
É tão triste como o teu
Também roubaro o meu amor
Que era a luz, ai, dos óios meus
Também roubaro o meu amor
Que era a luz, ai, dos óios meus.
Baiao de Sao Sebastiao
Vim do Norte
O quengo em brasa
Fogo e sonho do sertão
E entrei na Guanabara
Com tremor e emoção
Era um mundo todo novo
Diferente meu irmão
Mas o Rio abriu meu fole
E me apertou em suas mãos
Ê Rio de Janeiro
Do meu São Sebastião
Pára o samba três minutos } bis
Pra cantar o meu baião
Ai meu São Sebastião
Te ofereço este baião } bis
No começo eu tive medo
Muito medo meu irmão
Mas olhando o Corcovado
Assusseguei o coração
Se hoje guardo uma saudade
É enorme a gratidão
E por isso Rio amigo
Te ofereço este baião
Capim Novo
Nem ovo de codorna,
Catuaba ou tiborna
Não tem jeito não
Não tem jeito não
Amigo véio pra você
Tem jeito não
Amigo véio pra você
Tem jeito não, não, não
Esse negócio de dizer que
Droga nova
Muita gente diz que aprova
Mas a prática desmentiu
O doutor disse
Que o problema é psicologico
Não é nada fisiológico
Ele até me garantiu
Não se iluda amigo véio
Vai nessa não
Essa tal de droga nova
Nunca passa de ilusão
Certo mesmo é
Um ditado do povo:
Pra cavalo véio
O remédio é capim novo
Meu Cigarro de Paia
Meu cigarro de paia
Meu cavalo ligeiro
Minha rede de malha
Meu cachorro trigueiro
Quando a manhã vai clareando
Deixo a rede a balançar
No meu cavalo vou montando
Deixo o cão pra vigiar
Cendo um cigarro vez em quando
Pra me esquecer de me alembrar
Que só me falta uma bonita morena
Pra mais nada me faltar
Cocota
De manhã muito cedinho
Lá vou eu para o meu banho de mar
Visto o short, sai correndo
No caminho é só dizendo
Praia boa é Cocotá
Pulo pra lá e pra cá
Não me canso
Sou forte que nem Sansão
Tenho que ser véio macho
Dá pra caça, é muito baixo
Sou caboclo do sertão }bis
Chego na beira da praia
Com Helena meu amor
Dou mais de vinte mergulho, opa!
Véio macho! Sim senhor!
Reumatismo foi embora
Alergia se acabou
Para um banho medicina
Praia boa é Cocotá
Ilha do Governador } bis
Danca Mariquinha
Dança, dança, Mariquinha
Para o povo apreciar
Essa boa mazurquinha
Que pra você vou cantar
Ouça, meu bem,
A sanfona tocar
Quitiribom, quitiribom,
Toca no baixo desse acordeom
Quitiribom, quitiribom,
Que mazurquinha
Que compasso bom
Quando pego na sanfona
A turma se levanta
E pede uma mazurca
Quando bato a mão no fole
Sei que a turma toda
Vai ficar maluca
Todo mundo se admira
Do fraseada que a sanfona diz
Quando acaba a contradança
O povo admirado ainda pede bis.
Dezessete e Setecentos
Eu lhe dei vinte mil réis
Prá pagar três e trezentos
Você tem que me voltar
Dezesseis e setecentos!
Dezessete e setecentos!
Dezesseis e setecentos!...
Mas se eu lhe dei vinte mil réis
Prá pagar três e trezentos
Você tem que me voltar
Dezesseis e setecentos!
Mas dezesseis e setecentos?
Dezesseis e setecentos!
Porque dezesseis e setecentos?
Dezesseis e setecentos!...
Mas se eu lhe dei vinte mil réis
Prá pagar três e trezentos
Você tem que me voltar
Dezesseis e setecentos!
Mas dezesseis e setecentos?
Dezesseis e setecentos!
Dezesseis e setecentos?
Dezesseis e setecentos!...
Sou diplomata
Freqüentei academia
Conheço geografia
Sei até multiplicar
Dei vinte mango
Prá pagar três e trezentos
Dezessete e setecentos
Você tem que me voltar...
É dezessete e setecentos!
É dezesseis e setecentos!
É dezessete e setecentos!
É dezesseis e setecentos!
Mas se eu lhe dei vinte mil réis
Prá pagar três e trezentos
Você tem que me voltar
Dezesseis e setecentos!
Mas dezesseis e setecentos?
Dezesseis e setecentos!...
Mas olha aqui
Se eu lhe dei vinte mil réis
Prá pagar três e trezentos
Você tem que me voltar
Dezesseis e setecentos!
Mas dezesseis e setecentos?
Dezesseis e setecentos!
Mas dezesseis e setecentos?
Dezesseis e setecentos!...
Eu acho bom
Você tirar os nove fora
Evitar que eu vá embora
E deixe a conta sem pagar
Eu já lhe disse
Que essa droga está errada
Vou buscar a tabuada
E volto aqui prá lhe provar...
Você tem que me voltar
Dezesseis e setecentos!
É dezessete e setecentos!
É dezesseis e setecentos!...
Mas se lhe dei vinte mil réis
Prá pagar três e trezentos
Você tem que me voltar
Dezesseis e setecentos!
Porque dezesseis e setecentos?
Dezesseis e setecentos!...
Mas rapaz olha aqui
Se eu lhe dei vinte mil réis
Prá pagar três e trezentos
Você tem que me voltar
Dezesseis e setecentos!
Mas é dezesseis e setecentos?
Dezesseis e setecentos!...
Mas se lhe dei vinte mil réis
Prá pagar três e trezentos
Você tem que me voltar
Dezesseis e setecentos!
Mas dezesseis e setecentos?
Dezesseis e setecentos!
Porque dezesseis e setecentos?
Dezesseis e setecentos!...
Não, pera aí
Mas se lhe dei vinte mil réis
Prá pagar três e trezentos
Você tem que me voltar
Dezesseis e setecentos!
Mas porque
Dezesseis e setecentos?
Dezesseis e setecentos!...
Mas olha aqui rapá
Dezesseis e setecentos!
Dezesseis e setecentos?
Dezesseis e setecentos!
Mas não é dezessete e setecentos?
Dezesseis e setecentos!
Dezesseis e setecentos?
Dezesseis e setecentos!...
Então deixa
É por isso que não gosto
De discutir com gente ignorante
Por isso é que o Brasil
Não "progrede" nisso...
Forro do Ze do Baile
O forró do Zé do Baile
Tá pegando fogo
Tá pegando fogo
Tá pegando fogo } bis
Não é mais preciso
A gente ir pro Norte
Pra dançar baião, mem arrasta-pé
Porque aqui mesmo no forró do Zé
A gente se espalha do jeito que quer
Lá tem sanfoneiro
Que toca e que canta
Mulé que encanta aquele salão
E o Zé do Baile comanda a festança
Todo mundo dança com satisfação
O forró do Zé é organizado
É fiscalizado pelo próprio Zé
Se uma mulé cortar cavaleiro
Vai logo ligeiro fazer o café
