Amor Sincero e Nao Correspondido
Salmos 25:11
Por amor do teu nome, Senhor,
perdoa a minha iniquidade,
pois é grande.
“Não há pecado grande demais para a misericórdia daquele cujo nome é infinitamente maior que a nossa culpa.”
"Ele me chamava de princesa, mas me fazia limpar os banheiros; ele me chamava de meu amor, mas me fazia varrer o chão; ele não me dava dinheiro porque dizia que estava construindo um castelo; hoje vivo prisioneira em uma masmorra."
Proporcionei conforto, dei meu colo, carinho, amor. Dei um lar para as horas vagas. Desliguei-me do mundo. Construí castelos de areia para agradar. Meus anos foram materializados para doação. Deixei meu mundo e vivi o mundo da matéria. Hoje, procuro resgatar o imaterial.
Que a nossa semana seja inteira. Inteira de amor, de dedicação, de respeito ao próximo, de energias positivas, de sonhos e de tantas outras virtudes. Que o inteiro nos preencha intensamente.
Há um amor
Há um amor dentro de mim
Dentro de mim há um amor
Ele grita querendo sair
Eu o alimento para não morrer
As cortinas do tempo abriram-se
E o palco da vida se iluminou
Transformando o espaço
Em um grande cenário mágico.
Fechei os olhos para te imaginar
E trazer-te para junto de mim;
Vieste, trouxeste teu sorriso maroto.
Meu coração dedicou-te todo meu sentimento.
A bruma da manhã divide seu aroma,
A cortina se fecha guarnecendo a cena
Deste amor que guardei
Esperando-te chegar.
Se preciso de amor? Lógico! O amor está enraizado em mim. Ele vive em aqui dentro e eu sobrevivo dele.
Carta sem endereço
Escrevi em linhas abertas o meu sentimento. Mostrei em palavras o amor que sinto. Escolhi um papel delicado, adornado com borboletas – símbolo de despertar, de alma e de espírito. Minhas mãos tremiam enquanto eu derramava sobre a folha todo meu afeto, meu carinho, minhas intenções.
A carta ficou pronta.
O problema é o endereço.
Não sei onde ele mora.
Talvez more nas lacunas escondidas do tempo, em algum canto perdido entre o momento e espera. Talvez viva dentro do meu peito, oculto nas entrelinhas do que ainda não foi dito.
Dobrei o papel com cuidado, coloquei-o em um envelope e guardei. Quem sabe, um dia, ele entre em contato – e eu possa entregar pessoalmente. Cartas assim, sem data, podem esperar em uma gaveta. E, se não chegar ao destinatário, ao menos aliviam o peso da alma que ama silenciosamente.
Rita Padoin
Escritora
Amor invisível
Eu amo alguém sem rosto, sem corpo e sem nome. Amo como se o próprio amor me abraçasse. É um sentimento que não sei explicar, mas sinto, com certeza, que ele existe. Está em algum lugar deste mundo ou talvez além dele. É como se nossas almas se reconhecessem nessa travessia silenciosa, ainda sem encontro, mas já entrelaçadas no invisível.
Não é como o amor carnal. É encontro de essência, de espírito, onde não há distância nem tempo. Ali, nos reconhecemos, nos entregamos, e nos alimentamos desse laço sutil.
Assim como o corpo precisa do alimento físico, a alma também busca o seu sustento. E é nesse amor invisível que ela se fortalece, se nutre e continua a existir.
Deixamos o Criador de lado, abandonamos o amor e a igualdade social para dar espaço ao medo, à raiva e a tudo que há de pior na nossa essência corrompida.
Estamos vivendo os destroços de uma sociedade que vendeu a alma ao ódio, chutou o amor para longe e escolheu caminhar de mãos dadas com a ruína absoluta.
Só o amor mesmo para fazer alguém dizer, com orgulho, que está comprometido: avariado, danificado, sem salvação.
