Amor Sincero e Nao Correspondido
Morro e Renasço
Eu a amo
E não é segredo
Eu a amo
E morro de medo.
Ela é o sol
Das noites de tempestade.
Ela é a lua
Das manhãs nubladas.
Outras não têm a cor
e a luz que somente ela
Emite sem cessar.
Findo de amor por ela
E renasço a cada vez
Que provo dos seus beijos.
Edson Luiz
Junho de 2016
Contemplação
Pequena,
Eu não sou pintor
Nem tampouco artista plástico,
Mas sou metido a escrever poemas.
E escrevo com louvor,
E em forma de gratidão,
A este teu gesto lindo
De enviar um retrato que de tão lindo,
Parecia ilusão de ótica...
Tamanha fora a minha reação.
Fiquei a princípio boquiaberto
Coloquei a mão no coração,
E ordenei a ele em pensamento:
-Calma, menino. Não vá ter um treco agora!
Depois como alguém
Que ganhou um presente divino,
Fiquei somente a contemplar...
Contemplei... Contemplei... E concluí:
Deus, realmente caprichou.
Quando começou a te moldar.
Edson Luiz ELO
01 de Junho de 2018
Você não perdeu, na verdade se livrou. Superestimou o sentimento, aquilo era carência. Nunca foi amor.
As vezes me pego a pensar que o Criador é demasiado cruel conosco. Envelhece nossa carne e não envelhece nosso espírito.
A AMIGA
Não sei se te digo ou se não,
Que contigo eu espanto a solidão.
No início, era só amiga; depois, o remédio pro meu coração.
INVISÍVEL DOR
Cadê você, invisível dor?! Te procuro dentro de mim, mas não te acho!.
Cadê você?! Covarde! Apareça!
Aqui é conversa franca!
Ali a porta!, Pegue seu rumo!, vá embora!. Aqui não é o seu lugar!.
Ame seus filhos e sua esposa de forma tão intensa, que no momento de sua morte não tenha arrependimentos.
Amar é como ter uma estrela só pra você a brilhar no céu. Vai ter momentos que não vai vê-la mas vai sentir que ela estará lá. Noutro instante você apenas poderá contemplar sua beleza, de longe. Mas sempre que se deitar e sentir o calor do seu lindo astro vai conseguir se sentir no céu.
E se o futuro não puder nos reservar ao menos um único momento para vivê-lo como se fosse para sempre, que possamos desfrutar para sempre do doce sabor da amizade como se fosse um único momento.
Todos nós trazemos as cicatrizes dos relacionamentos do passado. Isso é experiência. Não iremos encontrar pessoas que se encaixem exatamente naquilo que procuramos. Aprendi a não procurar por isso mas sim aceitar os defeitos que cada um que se aproxima tenha e deixar que o tempo nos diga se vai ou não valer a pena. Quando começamos um relacionamento exigindo como é que vai ser ao invés de molda-lo juntos como um bom samurai forja sua espada, acabamos perdendo a chance de vivenciar tudo o que a vida poderia nos dar. E se chegarmos lá na frente e olharmos pra trás e entendermos que não era o que queríamos, então comecemos outra vez. Assim como as plantas que atravessam todas as estações castigadas pelo frio, pelo calor e pela seca, devemos aguardar sutilmente esperando a hora de reflorescer na primavera e recomeçarmos maravilhados pelas cores da aquarela de sua vida.
Não há um só instante nessa vida que fico sem pensar nessa paixão que cresce indevidamente devido às circunstâncias. Mas, por outro lado, quem disse que existe um momento certo para amar? É inegável esse sentimento que transborda do coração e quer extrapolar as barreiras dos princípios da razão. É exatamente aqui que sustento esse amor. Pois não é a minha mente quem controla, sim, essa bomba forte que descompassada grita seu nome.
O Universo não vai trazer até você um sonho em forma de realidade. Mas, você pode sonhar à vontade. Contudo, não deixe que suas expectativas frustrem o seu desejo de ser feliz. Nem tudo vai ser do jeito que desejamos, talvez tenha relação com o que merecemos. Não ignore as portas que se abrem nem os corações que batem forte em sua presença. Uma hora ele cansa e vai bater por outra pessoa. Poderá ser tarde demais.
Qual é a razão por trás dos sentimentos? Como eles nascem e contagiam nossas almas? Simples, não existe uma explicação. Basta que estejamos em paz com a pessoa certa. Aliás, os motivos de existirem são a essência do que realmente temos no coração. Nada substitui o sentimento de se querer bem. Não se pode pagar para experimentar o amor. Ele é de graça, ao passo que é muito caro.
Razões deixa de lado
O ultimo adeus, não tem aviso
Orgulho alimenta a minha ignorância e fortaleci meu ego
Errado não acho, amar a se próprio as vezes e preciso
O dito, não dito que com palavas são retorcidos
Um velho novo amor!
Como se vai apagando
Uma hora se vai algo pequeno e o pequeno não aparece mais, outra hora, outras coisas que o tamanho já não importa, pois a porta apesar de aberta não vê mais passar por ela coisa alguma que a atravessou um dia, uma hora, um momento. E assim um pontinho vai virando algo irreconhecível, uma nova figura, um novo desenho do lado de fora perdido na imensidão e do lado de dentro vazio. Palavras são ditas, atitudes são tomadas, consequências inesperadas por mentes pequenas que só conhecem e reconhecem a si mesmas.
Assim a chuva chega e lava e apaga os traços pelo caminho e depois de muito caminho andado não se tem como voltar, pois as migalhas demarcadoras já não estão lá. É como uma ideia que parecia incrível, fantástica, de tirar o folego que rapidamente se expressa com o grafite roçando o papel e neste roçar para lá e para cá. Freneticamente as linhas vão sendo escritas seguindo a empolgação que vislumbrou algo incrível no final onde a vista e coração alcançam. A cada palavra sobem os batimentos, emoções se acumulam, prazeres são experimentados e vivências são sentidas.
A pequenez de um ouvido que só ouve a se próprio vai corrompendo os atos, arrancando a empolgação, desmanchando as emoções, desmontando a sensação do que poderia ter sido, mas não foi. Perdido em meio a simulados, desatenções, descuidados, elucubrações irreais da falta da justa medida da igualdade da vida. Sentimentos escondidos nos ocos das árvores, mentiras expostas em vitrines coloridas, verdades protegidas por emaranhados espinheiros.
O grafite quebra, a folha rasga, o folego sustenta a corrida para longe, a linha se vai com a borracha, o vislumbre encara frente a frente a realidade e tudo vai se apagando. E tudo vai se transformando, a árvore podre cai, o espinheiro sede, e como no fim do carnaval as mascarás caem.
Tudo limpo, tudo claro, a chuva lava e alimenta, a lua cumpre seu ciclo e o sol deita a energia, o velho se transforma em húmus para alimentar de experiência o jardim. Ali então começa a surgir novo bosque, mais belo, mais forte, mais verdadeiro e escancarado, sem ocos, sem buracos, sombras belas, linhas novas iniciam novo livro, novos capítulos.
Fique na companhia de alguém que desperte o melhor em você e não o contrário...
Espírito Peregrino
Do próprio e do alheio
Não se fixe demais ou apenas no que se é dito. Procure observar como caminha, come, trata, ri, chora, troca, senti frio ou calor, carrega suas pedras e as deixa pelo caminho, como os animais te vêem, como silencia (sim, como silencia) ... Esqueça as palavras no começo, elas serão importantes em outros momentos. Quando fizerem sentido não pelo que dizem, mas pelo que explicam sobre o que observou.
No caminho aprende a olhar nós próprios olhos e saber o que diz sem precisar perguntar o que foi. Assim, também, o faça quando outros olhos cruzarem os teus. É no silêncio que se aprende, que se encontra e que se aprofunda. Não importa se você verbaliza suas coisas olhando no espelho, pois elas estão lá e tu conheces todas.
Assim saberá o que é bom e o que não é. Caminhe com alguém que desperte em você o melhor enquanto em silêncio, enquanto palavras que (mesmo que poucas) reforçam as posturas silenciosas.
Ao colidir com um olhar a te olhar já há algum tempo e se apenas sabes que neste olhar não cabe perguntar o que, pois já se sabe o que ele diz, mesmo que este não esteja ali, tente caminhar a seu lado sem se importar se este olhar é seu ou do alheio.
Caminhar em companhia de alguém é sempre bom, mesmo que este alguém seja você e quem sabe na mesma sintonia apareça o alheio.
