Amor Sincero e Nao Correspondido
Eu sei que não é tão fácil me amar assim
Com toda insegurança no recomeço
Mas pode ter certeza, que eu te quero
Com o tempo você vai sentir, que as suas dúvidas irão sumindo aos poucos
Senta aqui, não jogue tudo fora, senta aqui, confie em mim agora
Não fique aí pensando, juntos acharemos o caminho
Agora dá um sorriso e vem pra cá, a gente já brigou demais por essas coisas
Vem me dá uma força, porque eu te amo
Eu sei que não é tão simples, só o tempo vai dizer
Não tenha medo - murmurei - Nós pertenceremos um ao outro. De repente fui dominada pela verdade de minhas palavras. Para sempre. - concordou ele.
Aqueles corpos molhados, com corações acelerados, quentes depois do vendaval carnal.
Não, eles não fazem amor, eles se fundem. Encaixam seus corpos, unem destroços, colidem seus segredos libidinosos fatais.
Trocam olhares confessos, não tem segredo, nem credo, não sentem medo, nem fazem julgamento das suas verdades irracionais.
O mundo deles se encontram , são dois insanos criando suas histórias virais.
Não tem o meio nem fim. Só o começo aqui, e eles decidiram que o melhor é viver assim.
E os dois vivem "aquilo" , que não tem nome nem dito, só o "a mais".
Deixaram todas as regras, esqueceram as suas mazelas, os dois são corpos, são almas;
São vidas vividas, buscando um no outro a sua paz.
23.10.2017
Foi tudo tão rápido. Num piscar de olhos você não precisava mais dos meus cuidados, dos meus mimos, do meu cheiro, do meu aconchego, da minha proteção. Num piscar de olhos você não precisava mais de mim.
Deus não tem apreço pelo nosso sofrimento, assim penso eu!Sou disciplinado, sem ter que acreditar em um alem e sem precisar de um mercado de punições e premios eternos.
Pense como uma rainha. Uma rainha não tem medo de falhar. O fracasso é mais um degrau para a grandeza.
"O anarquismo nos estimula a ser artistas criativos arrojados e a não dar atenção alguma a leis e limites. Mas é impossível ser artista e não dar atenção a leis e limites. A arte é limitação; a essência de todos os quadros é a moldura. Se você desenha uma girafa, deve desenhá-la de pescoço comprido. Se, dentro do seu método criativo arrojado, você se julgar livre para desenhar uma girafa de pescoço curto, de fato descobrirá que não está livre para desenhar uma girafa. No momento em que se entra no mundo dos fatos, entra-se no mundo dos limites. Pode-se libertar as coisas de leis externas ou acidentais, mas não das leis da sua própria natureza. Você pode, se quiser, libertar um tigre da jaula; mas não pode libertá-lo de suas listras. Não liberte o camelo do fardo de sua corcova: você o estaria libertando de ser um camelo. Não saia por aí feito um demagogo, estimulando triângulos a libertar-se da prisão de seus três lados. Se um triângulo se libertar de seus três lados, sua vida chega a um desfecho lamentável."
Planto flores no caminho, para que não me falte as borboletas. Foram elas, que me ensinaram, que o casulo não é o fim. É o começo!
pequena história
ela se vestia de silêncio, não
porque desconhecia os sons, mas
a voz dos seus sentimentos ficou
presa no imenso nó que havia em
sua garganta.
Basta olhar no fundo dos meus olhos, pra ver que não sou como era antes. Tudo que eu preciso é de uma chance, de alguns instantes...
Sinceramente ainda acredito em um destino forte e implacável.
Ninguém ligou, ninguém vai ligar. O visor do telefone não acusa uma mensagem perdida. E-mail, sinal de fumaça, uma chamada não-atendida. A tela da tv não parece uma saída. Eu vivo um refrão antigo, feito às pressas, plágio de uma bela melodia. Eu vivo um sonho toda noite, eu vivo a noite todo dia. O que eu não pude prever, o que eu não queria. E quando eu ver tv, vou ter sempre uma chance de lembrar.
Não penso mais em objetivos. Depois de um tempo as coisas começam a perder a forma. Olhe muito pra alguma coisa até você deixar de vê-la e se pegar pensando no se seu cachorro enxerga em preto e branco ou colorido.
Eu troquei o dia pela noite. Antes eu lutava contra o sono, quando eu parei de lutar eu venci. O corpo levemente dolorido, a sensação do ácido lático borrifando nos seus músculos flácidos do sedentarismo, as superfícies dos seus membros formigando pela falta de circulação sanguínea, suas pálpebras descendo involuntariamente e um gosto adstringente de café amanhecido nas papilas gustativas do fundo da sua língua. Tudo isso se foi. Depois de um tempo as coisas começam a perder sua forma.
O sono chega quando eu me deito. O café é sempre doce e reconfortante, se você se lembrar de não ferver a água antes de passar no coador. A noite é quieta. As pessoas dormem. Os cachorros dormem, os peixes dormem, a cidade dorme.
Os que não dormem trabalham para um objetivo que esqueceram, se embebedam, estão tendo orgasmos ou qualquer outra coisa que faça ter alguns momentos sólidos de individualidade sem sentido. Existir por existir. A gente faz o que pode. A madrugada tem um cheiro fresco, é toda lâmpadas e aviões e táxis e pessoas relativamente perigosas e outras pessoas perigosamente frágeis perambulando indo umas atrás das outras, fazendo entregas, rindo, pensando na vida ou não pensando em nada e todas escutando um chiado desértico e a própria palpitação quando o semáforo fica vermelho. 30 segundos de respiração, ar gelado entrando pelas narinas inundando os pulmões, olhando para o console do carro, para as faixas na rua, para os mendigos, para a luz acesa num apartamento com uma leve curiosidade em saber porque aquela pessoa está fumando na sacada naquela hora.
