Amor Saudoso
Ela encontra na arte, um lugar seguro, uma forte ligação, onde sente-se à vontade e muito bem recebida, restaura suas forças, usufrui de sobriedade, um girassol majestoso na direção da luz do Sol, que o deixa mais vivo, um lindo esplendor, uma das formas que encontrou para acorvardar uma possível estupidez ou ofuscar a sua dor, demonstrando uma certa sensatez além da sua demasiada beleza, então, provavelmente, van Gogh teria gostado muito de conhecê-la ao ponto de retratá-la em uma de suas telas.
Costuma ter um olhar diferenciado para tudo que está a sua volta, uma ponte até um mundo mágico, que permite o encanto pelo o que é simples, aguçar o seu imaginário, admirar a natureza e os seus belíssimos detalhes, que consegue tornar um momento memorável com sua presença singular, capaz de transformar o desânimo em um sorriso largo, um fardo em um alívio, pintar com cores alegres um dia nublado, um poder muito significativo, amável, proveniente do conhecimento divino.
Viaja por muitos cenas em várias páginas através dos seus pensamentos provocados por palavras repletas de vida, casais apaixonados, conquistas e perigos, felicidades e lágrimas, histórias diversas e emocionantes, romances com tons de realismo, uma viagem constante que lhe serve de abrigo, que a incentiva a ser a protagonista da sua própria história, sendo o seu viver uma aventura interessante de glórias e lutas, choros e risos, intensidade e ternura, realidade que daria um bom livro, provido de vivências profundas.
O seu florescer é radiante, vívido, elegante, naturalmente, atraente e a cada primavera, renasce, uma tulipa de pétalas vermelhas, essência de um amor eterno, delicadeza na sua venustidade, mensageira do renascimento, contornos harmoniosos, belos significados, sentimentos amáveis, consequentemente, só quem souber amá-la de verdade, poderá cultivá-la verdadeiramente, contemplando as suas qualidades, a sua alegria veemente, a sua gentileza e sua confiança principalmente.
Certas músicas lhe são muito verdadeiras, pois aparentam conversar diretamente com a sua alma como se as suas emoções e aquilo que pensa tivessem ganhado a oportunidade de fala por intermédio de notas, melodias e frases certeiras, uma liberdade que se espalha, lhe trazendo leveza, o deleite de ter a sua percepção felizmente compreendida, de não ter a sua razão mais uma vez ignorada e de ser vista e tratada sendo bem mais do que uma mulher jovem e bonita, uma bênção rara que muito edifica.
Linguagem sincera de olhares, a curiosidade serena, voltada para o mundo grandioso a sua volta, o olhar atencioso motivado pelo zelo, doce amora, onde mora o amor verdadeiro e a vida lindamente se renova, olhos cintilantes, uma forma de amar sem palavras, laço que não tem preço, divinamente, abençoado, esplendor da jovialidade com a da infância, momento simples e memorável, sublime bonança.
Seja gentil consigo,
Tenha mais Amor Próprio
Incentivado pelo o Amor Divino,
Diante de tanto mal,
Amar-se é fundamental,
Um Necessário Equilíbrio.
Um amor grandioso e inexplicável,
fruto de uma conexão
que vai além do sangue,
serve como um incentivo diário
que alimenta uma determinação constante,
a sua fonte é inesgotável,
faz superar limites,
deixando medos e angústias ofuscados,
permite que a sua hospedeira
cometa certos sacrifícios
chegando a esquecer de si mesma
em muitos casos,
então, busca não demonstrar fraqueza,
mesmo que seja grande o seu cansaço,
pois sente a necessidade de tornar-se fortaleza ouuma leoa brava
por mais difícil que seja a situação
ou diante de possíveis ameaças,
portanto, faz questão de estar
presente
nos momentos de felicidadese de tristezas,
assim, sua existência vai ficando
cada vez mais importante,
claramente, de Deus, é uma benção
e deve ser tratada com todo o esmero devido a grandeza deste amor materno
que torna a mãe nesta inestimável riqueza.
Ela desconhecia o seu valor,
deixou que a fizessem acreditar
que não era o bastante
então, contentava-se, antes,
com migalhas de amor,
ou pior, de amores farsantes,
não dava a devida atenção
para os que a amavam de verdade,
portanto, grande era a sua dor,
que foi ficando cada vez mais sufocante,
desgastando sua identidade aos poucos
ao ponto de seu antigo eu virar pó,
mas graças ao Senhor,
o que sobrou dela percebeu
que o seu fim ainda não havia chegado
e que tudo tinha sido necessário
para o seu amadurecer
por ter lembrado que semelhante
a uma fênix, temos a capacidade
de renascer das cinzas
e assim, renasceu
e alçou um vôo flamejante
no céu do seu próprio amor
para a liberdade de sua vida angustiante.
Ah, se eu pudesse viajar até o passado, sairia prontamente ao meu encontro, daria um conselho memorável para o meu eu criança, diria "Não tenha medo, preste muita atenção no que vou dizer, pois não tenho muito tempo, em breve, terei que voltar, então, aconselho que brinque mais um pouco ou melhor, o máximo que puder, pode ser sozinho ou acompanhado de seus amigos, mas aproveite muito esta a sua infância, não tenha pressa para ser adulto.
Considerando que esta sua fase de agora já é bastante passageira, logo será saudades, participe das brincadeiras, dê boas risadas, não desperdice seus dias chorando por causa da maldade dos outros, quando começar a chorar, seque rapidamente as suas lágrimas, também não seja egoísta, nem maldoso, mostre bondade, seja um bom filho, um bom aluno, um verdadeiro amigo,saiba que você não é inferior, nem melhor do que ninguém a não ser do que Deus.
Não se esqueça que você é um menino muito amado por um amor que não tem preço, alguém muito valioso, abençoado, motivo de muita alegria, que precisará ser muito corajoso, que Deus vai sempre cuidar de você, ainda que venha a se sentir solitário, venha a passar por momentos tristes, portanto, seja grato, use a imaginação, leia bons livros, tudo pode virar diversão, não esconda seus sorrisos, a sua empolgação, torne cada ocasião agradável em uma experiência inesquecível.
Pareço um estranho, um total desconhecido e talvez, você esteja confuso com tudo que acabei de falar, porém, conheço você muito bem e espero que você possa lembrar de pelo menos uma parte do que falei, pois chegou a hora de eu partir, sou o seu eu do Futuro. Provavelmente "Eita, como naquele filme que tem um velho, um moço e um carro que voa?", assim, responderia sorrindo "Isso mesmo, sem o carro e vim sozinho, agora voltarei, que você possa ter um grande orgulho de mim, até um dia, bons sonhos, pode voltar a dormir.
“Em meio ao concreto e ao luxo, corações se encontram: ela, com sua grife; ele, com sua arte. O amor não escolhe berço, apenas floresce.”
Almas luminosas…
Existem pessoas que parecem conter dentro de si um universo inteiro de luz. Elas transbordam como rios que nunca secam, carregando em suas águas uma energia que toca, transforma e cura. Esses seres singulares são como bálsamos para o coração cansado de quem cruza seus caminhos. Elas não apenas existem; elas irradiam. Seus gestos, muitas vezes simples, possuem um impacto profundo. Um sorriso, um olhar, uma palavra de conforto — tudo nelas carrega uma força quase mágica, capaz de reerguer aqueles que estavam à beira de desistir. São como âncoras em meio às tempestades da vida, trazendo calma e esperança onde antes havia desespero.
Essas pessoas possuem uma bondade que não se exibe, mas que se sente. É algo que está presente na maneira como olham o mundo, sempre com ternura, mesmo para as situações mais desafiadoras. Seus olhos falam mais do que suas palavras, revelando uma alma generosa, pronta para oferecer o que tem de melhor, mesmo quando pouco lhes sobra. São humildes, não por se submeterem, mas por entenderem que a grandeza está na empatia, no compartilhar, no acolher. Seu sorriso fácil, muitas vezes acompanhado de um jeito quase ingênuo, confunde os mais céticos; parece bobo, mas é apenas a pureza de quem não carrega malícia no coração.
Há algo de profundamente regenerador em conviver com essas pessoas. Elas nos inspiram a sermos melhores, a enxergarmos o mundo com outros olhos, a acreditarmos novamente quando tudo parece perdido. São como faróis que iluminam os caminhos mais escuros, como pontes que nos levam para uma nova fase, para um lugar onde a vida volta a fazer sentido. Quando estamos perto delas, é como se um vento fresco soprasse em nossa alma, afastando as nuvens densas do cansaço e do pessimismo.
No entanto, há quem, incapaz de compreender tamanha luz, tente apagá-la. Talvez por inveja, talvez por medo, ou simplesmente por não suportar aquilo que não pode replicar. Essas pessoas, que carregam sombras dentro de si, enxergam a bondade genuína como uma ameaça. Elas tentam moldar, apagar, silenciar. Mas mudar alguém que irradia essa essência é um ato de crueldade. É como apagar uma estrela no céu, como tentar calar o canto dos pássaros. É roubar do mundo algo que ele desesperadamente precisa: autenticidade, altruísmo e amor verdadeiro.
Pessoas assim não devem ser mudadas. Elas são preciosas exatamente por serem como são. Sua originalidade, seu carisma espontâneo, sua sinceridade desarmada são um presente raro, uma dádiva que não se compra, não se força, não se imita. É natural que aqueles que não possuem essa mesma luz se sintam desconfortáveis ou desafiados diante de tamanha plenitude. Mas a solução para isso nunca será apagar o brilho alheio; será, talvez, aprender com ele.
Preservar essas almas luminosas é uma responsabilidade coletiva. É garantir que o mundo não perca sua capacidade de se encantar, de se regenerar, de acreditar. Que possamos reconhecer, proteger e valorizar essas pessoas, porque sem elas, a vida seria um lugar muito mais árido, muito mais sombrio. Elas são a prova de que a bondade é possível, de que o amor existe, de que a esperança pode ser renovada. E isso, por si só, já é revolucionário.
Na balsa navegante dos sonhos, encontrei o jardim onde poderia colher as lindas rosas silvestres sem espinhos.
Pode ser ironia!
Más, sem espinhos!
Sem espinhos, a rosa eu arranquei e logo todas as pétalas caíram ao chão.
Aos prantos a roseira se derramou.
Hoje no vasto jardim de dores a roseira silvestre de espinhos eu encontrei.
A rosa não arranquei, o espinho se mostrou!
A linda rosa não chorou, abandonou meus sonhos, com gentileza desabrochou!
Hoje, uma pessoa veio me contar que leu mais dez textos no meu blog retratando os mendigos do Catete, e me perguntou de onde vem essa "obsessão por gente miserável". Não respondi ainda, e acho que farei por aqui, pois já é motivo pra um novo texto. Bom, começou com meu avô, na Vital Brasil, em Niterói. A casa do meu avô fica no pé do escadão do Cavalão, na subida da José Vergueiro da Cruz. Ali, sempre quando eu estava brincando na varanda, me causava pavor e medo uma negra descabelada, bem miserável, que, de 30 em 30 minutos, sofria ataques de caretas e dava tapas na própria cabeça. E ela sempre ficava sentada ali, no meu foco de visão. Para completar o quadro desagradável (eu só tinha 10 anos) ela soltava pelos lábios ventosidades com estrépitos que muitos julgavam escapados pelo cú. Magra, alta, não me lembro muitos detalhes. Só o que me recordo é que era vista falando com as pessoas conhecidas que entravam ou desciam do escadão, sempre no intervalo entre dois ataques que aconteciam de meia em meia hora. Não era raro vê-la passar e se comunicar com meu avô pelo portão, enquanto ele limpava o chão da garagem com uma mangueira. Por duas vezes, presenciei dois ataques, dois surtos, enquanto falava com meu avô. Não me lembro de ter visto qualquer morador da rua rir daquela senhora. Pelo contrário, quando ela dava os ataques, todos sabiam como auxiliar. Eu, morria de medo. Todos a tratavam com respeito pela educação e atitudes que ela tinha, quando no seu estado normal. As outras crianças, que nem eu, bem mais inocentes do que as de hoje, morriam de medo. Certa vez, meu avô, a fim de que eu perdesse o medo, obrigou-me a falar com a tal senhora, quando de passagem num sábado a tarde pelo nosso portão. Não é preciso dizer que flutuei no medo, na expectativa de um dos seus ataques. Perguntou-me o nome, deu-me umas palmadas no rosto, alisou-me os cabelos e, depois, ela mesma, mandou que eu fosse brincar, obviamente para que eu não presenciasse o ataque habitual. Não esperei segunda ordem. Afastei-me e fiquei à distância aguardando o ataque que não tardou. Mas, o encontro, de fato, fez-me perder o medo. Já não corria mais do portão ao vê-la. Aprendi a gostar dela. Lembro, até hoje, quando passou por mim no portão pela primeira vez que eu não corri. Acenou, acenei de volta, e ela seguiu seu caminho; me senti o cara mais sinistro e corajoso da Vital Brasil. Pensei: quem manda nessa merda sou eu. Desde então, sempre quando via sua sombra subindo a ladeira pela janela, já corria pro portão para redobrar minha coragem e fazer, cada vez mais, um contato mais próximo com aquela senhora, o que me deixava cada vez mais "sinistro" dentro do meu fantástico mundo de alessandro como o segurança da rua. Até que um dia ela parou para, de fato, conversarmos. Após 35 segundos (mais ou menos), ela teve um ataque epilético e caiu no chão, na minha frente. Imediatamente, um homem prestou todo auxílio e, quando a situação havia acalmado, percebi que estávamos de mãos dadas ali na calçada, sem mesmo perceber, durante toda a crise, que durou uns dois minutos. Depois que meu nervosismo passou, percebi que o homem que havia prestado o auxílio era o meu avô. Naquele momento, com ela ainda no chão, nos olhamos e, sem precisar falar nada, entendi exatamente tudo o que meu avô queria me ensinar sobre a vida, naquela oportunidade. Enfim, as histórias e experiências que tive com meu avô neste sentido foram muito longas, mas essa lembrança é o início dessa minha "obsessão por gente miserável" rs. Ainda sobre ela, não sei como terminou, pois nunca mais voltei naquela casa depois que meu avô morreu. Mas, se não me deixou a saudade, pelo menos deixou uma grata lembrança, engastada nas imagens daqueles tempos em que as crianças, tanto as do morro, quanto as do asfalto, ao invés de matar e assaltar, tinham medo de velhinhas doentes e miseráveis...
Entrei no elevador e vi você. O andar foi subindo. Meu coração também. A porta abriu. Saímos. Nem imagino para onde você foi, onde está agora. Na verdade, já te esqueci, assim como desfiz as malas. Esse foi o único momento em que amei alguém que não conheci. Ali acreditei em amor a primeira vista, mas vi que não necessariamente ele tinha uma conexão com o destino, apenas com o acaso. Não ficamos juntos. Não sabemos a nossa história no infinito de possibilidades em que teremos que passar.
Já estava me preparando desde algum tempo para este momento, esta apoteose da vida. Juntei alfarrábios. Coloquei em ordem minhas lembranças. Revelei e produzi, com reflexos em todo meu sistema neurológico, os sonhos que carrego nestes anos de peregrinação pelos meus caminhos e descaminhos. De súbito, fazendo uma reflexão profunda, sofri amputações em minha alma. Tropecei. Quase cai. Dei uma esbarrada na parede. Mas pensei como Voltaire: “algumas picadas de mosquitos não podem deter o cavalo em sua fogosa corrida”. E é lembrando de Schoppenhauer, que testemunho, divido e compartilho a miséria e as dores do mundo aqui. Em dado momento, sentimos não caber dentro de um post. Mas e daí? Rompemos então as peias de um clique e fazemos outra postagem. E se um manual do que “devemos ou não postar” fosse feito, subtraindo da gente o prazer de escrever sobre o que estamos com vontade, diríamos ser aqui, aí sim, um repositório de merdas laborais. Para mim, um espaço sem graça. Então é preciso explicar, antes de mais nada, que entro aqui para descobrir nas pessoas, de forma espontânea, o que cada um carrega na mala. Uns trazem o colorido, outros o crepe da dor. Outros o violáceo das recordações saudosas, outros o róseo das primaveras saboreadas vida afora, sem nos esquecermos das exposições espiritualistas de cada um. São posts e retratos da gente, uma encarnação digital das nossas vidas, a materialização do colóquio, a história viva do meu tempo e também do futuro, quando poderemos, aos 100 anos, rolar essa timeline e nos lembrarmos do que fomos e sentimos há dezenas de anos. Não vivo o mundo da conspiração. Prefiro a vida real. E erra quem diz que ela também não está nessa telinha que estamos vendo agora. E estará tudo aqui, incluindo os pregões das nossas decisões, dos lugares onde vivemos, das coisas vistas e dos fatos testemunhados como um grande álbum digno do século de Nava. Eu, particularmente, recuso permitir que me seja removido ou aplacado esses recortes por qualquer processo. Talvez, porque não seja o único a aflorar aqueles complexos filosóficos e princípios religiosos que antes não tínhamos consciência de possuir. Bastou uma perda física ou moral e entramos aqui e experimentamos em nosso espírito o efeito dessa mutilação. E há muitas possibilidades de nos expressarmos aqui. Por exemplo, acabaram de me perguntar se eu “acho” que vou envelhecer numa redação. Isso me fez esquecer tudo o que eu estava dizendo até agora e resolver mudar completamente de assunto para falar sobre a juventude. Cocteau dizia ser a juventude “uma qualidade que só a idade faz adquirir”, confessando Picasso, do alto de seus noventa anos: “Leva-se muito tempo para ser jovem."
Algumas pessoas adoecem porque vivem querendo fazer mais do que podem. Outras adoecem porque agem muito menos do que poderiam ou deveriam. Reconhecer logo seus limites pra mais e pra menos é imprescindível para manter sua saúde física e mental equilibrada. Quem se ama respeita seus limites.
Você aí reclamando que é
sozinha e não dá certo no amor. Entretanto, você se ama como merece!? Porque a regrinha é amar ao próximo COMO A TI MESMO 🤓
O diabo não consegue fazer nada na vida de quem tem amor-próprio! Ele, o amor-próprio, é a primeira instância, o primeiro degrau para o entendimento e sua conexão com Deus.
Aí você lembra que, ao chegar em casa, ninguém vai estar lhe esperando. É só você, o controle remoto, suas contas, e as vezes algo para colocar no microondas enquanto você escuta o barulho do vento bater na janela. Mais um dia que poderia muito bem ser apagado. Gritaria no trânsito, um almoço sem gosto, a correria de sempre. Desperdício de vida... Onde está o sorriso que a propaganda de margarina prometeu vir incluso na compra? Quando foi realmente a última vez que eu me diverti, dancei até cair, esqueci meus problemas, ou, ao menos, comprei uma roupa nova, uma calça jeans? Mas aí chega o dia de pegar a sua filha que você não vê faz uma semana, e ela sai do elevador e corre na sua direção gritando "papá, papá, papá", desesperada de alegria, e você percebe que o motivo é você. É...você mesmo! Dá vontade de chorar de sei lá o quê; a garganta parece que fecha, dá um nó, sabe? Qualquer palavra fica agarrada como um soluço e tudo volta a fazer algum sentido...
Tanta gente indiferente, que não olha realmente quem está ao seu lado. Se tem alma ali, não sei se sente algo, tal qual farol apagado... Por ver em 2014 faróis traiçoeiros, que iludem e levam aos abrolhos amorosos timoneiros, quase naufraguei à luz dos mesmos olhos... Mas não... Percebi que há muita similitude do farol na escuridão com quem dá à juventude, ou que é capaz de dar à juventude, todo o brilho da instrução. Assim, se pudesse ser um farol divino, e de um milagre ser capaz, só num piscar repentino daria ao mundo a luz da paz...
Aprendi com meu pai agora, que quando temos o apoio daqueles que nos amam, não reagir contra quem nos odeia pode significar um sinal de falta de amor com nós mesmos; Sempre procurei ser uma pessoa que não critica, não assedia e não deseja o mal dos outros. Até porque já senti na pele como a crítica injusta e irracional nos fere, e ninguém gosta de ser ferido. A criatura que gosta de criticar, assediar, importunar a nossa felicidade, acredite, aos poucos, se verá isolada de todos. Seja sem um companheiro, seja sem uma família, seja sem filhos, seja rodeada por aqueles amigos que o elogiam pela frente, mas que pelas costas certamente não simpatizarão com você. Se você achar que alguma coisa está errando sobre a sua vida, tente, primeiro, reagir com carinho, com amor. Mas, sobretudo, o amor a você, o amor próprio, esse sim deve estar acima de tudo. Jamais se permita sentir desamparado por você mesmo. Esse é o pior abandono, quando perdemos a capacidade de reagir contra o que nos faz mal. Cada um de nós responderá pelos nossos próprios atos lá na frente. E essa é uma briga pessoal, individual, assim como a vida e a morte. Se você pega um câncer e entra em estágio terminal, por mais que lhe amem, ninguém, mesmo querendo, poderá trocar de vida e lugar com você para lhe ajudar. Nem seus pais. E nesses momentos de dificuldade, você só tem um melhor amigo, que é você mesmo e a sua capacidade de reagir e superar contra o que está lhe matando. Assim, porque deveremos desanimar contra o que os outros fazem conosco? No final, o acerto de contas será sempre conosco, de nós, para nós mesmos. É fundamental, portanto, que a gente procure ao máximo nos manter unidos a nós mesmos. E para isso devemos nos amar, e não nos permitir sermoes odiados, muito menos por nós, quando começamos a acreditar naquilo que de mal falam da gente, o que acontece quando perdemos a capacidade de reagir contra o que nos faz mal, ou pelo menos tenta nos fazer mal. Gostaria de deixar essa mensagem para todos meus amigos verdadeiros. Que modifiquem nossos pensamentos e que a gente passe a nos amar e nos valorizar cada vez mais, para que nossa saúde se mantenha firme e estabelecida. Qualquer tipo de doença é agravada pelo omissão do amor próprio. Não deixem nunca, não permitam, que qualquer pessoa assedie a sua mente. Você poderá perder algo agora que ama muito para lutar contra isso, mas certamente encontrará outra coisa muito melhor lá na frente, como recompensa por ter tido o amor próprio e o carinho com você que você mesmo merece. A mente cansada e obsediada, e que se permite passar por isso numa atitude passiva, não pode pensar direito. O cérebro cansado e sem reação e amor próprio turvará o seu pensamento. E o pensamento é a maior força criadora que existe sobre a terra, como disse meu mentor espiritual em um dos nossos encontros essa semana."Reaja firme, para que consiga repousar lá na frente o seu pensamento em coragem, alegria e auto-amor" Esse é o melhor remédio contra antidepressivos ou coisas do gênero. Assim, não aceitem nunca maus tratos, e não se deixem sugestionar por pensamentos e palavras levianas que venham de terceiros.Sempre existirá uma saída se você se amar. Para quem se ama e sabe olhar para trás, não há rua sem saída. Se amem, pois nossos sentimentos emitem ondas reais que irradiam dos nossos cérebros, formando uma atmosfera mental e que será peculiar a nós, a cada pessoa. De acordo com o seu pensamento, você atrairá para você uma solução, mesmo que sofra agora com as consequências disso. Mas saiba que, como meu pai disse, qualquer consequência sofrida por uma atitude sua de auto-amor será válida. Se você se coloca omisso as agressões feitas contra você, atrairá todas e ainda mais vibrações semelhantes. Se você se encorajar a repelir o que lhe faz mal, mais uma vez, repito, numa atitude de auto amor, vai atrair ondas de amor e prosperidade, mesmo que demorem a chegar. Nunca se auto abandone. Assim, procure lutar sempre, com coragem, contra o veneno da lisonja. Não se permita ser ferido e machucado por aqueles que não são capazes de produzir o amor, o perdão e a gentileza. Prefira arrumar sua mochila e sair pela porta da frente de cabeça erguida. A depressão, quando nos atinge, certamente significa que não estamos tendo conosco o amor que merecemos. A depressão é um alerta de que não estamos reagindo a algo que nos faz mal. E acreditem, não reagir nos amolece e nos ilude. E não existe nada mais frágil do que não termos respeito e amor por nós mesmos. Quando você deixa de ser respeitado pelos outros e não reage, você acaba sendo indigno do seu próprio respeito. A manifestação externa dos nosso atos, seguramente vai refletir no estado da nossa alma. E quem não se defende, faz da sua própria alma um espírito covarde. Assim, para não ser prolixo, se amem, acima de tudo. Quando nos amamos, recebemos de volta as vibrações de gratidão dos nosso corações. E esse é o único sentimento capaz de fazer com que a gente consiga superar todas as dificuldades para alcançar nossos objetivos. NOS AMAR, TER CORAGEM, E REAGIR!
Amor. A o amor. Amor que machuca e fere. E nos arrasta em geladas tumbas. Rasgando a alma. A o amor, amor relutante sem cesar. Amor insistente. Amor que entra dentro do peito e faz sangrar. Amor que se torna em dor e muito sofrer. Amor que também faz a cada um viver a essência do existir. Oh maldita solidão que arrasa e destrói fortes corações. E como que nada quer. Vem o amor que parece ser meigo doce e gentil. E derrepente estamos nós a sofrer. Amor. A amor. Porquê quando se trata de amor. Não a o que fazer. Será irredutível o nosso sofrer.
Jose A Nascimento
