Amor Recolhido
Diante de todos meus conhecidos e desconhecidos desafetos nesta breve existência terrena, peço encarecidamente, sinceramente e publicamente, perdão. Não por qualquer jubilo, virtude ou humildade de minha parte. Deixo bem claro, que o faço por correção de minha ignorância e imperfeição.
Ir alem é ter a capacidade de perdoar, apagar, desaprender o que estava errado, equivocado e aprender o certo, tudo de novo.
Necessitamos hoje de muitos sonhos, gestos, ações e criações de extrema beleza para revigorar em esperança nossa alma, tão desgastada em nosso tempo por tantos feios, bizarros e incivilizados sub-humanos comportamentos.
Um diferente incomoda a muita gente, um diferente insistente incomoda muito mais. Dois diferentes incomodam a muita gente, dois diferentes indiferentes incomodam muito mais. Três diferentes incomodam a muita gente, três diferentes insurgentes incomodam muito mais. Mil diferentes não incomodam mais a pouca gente pois mil diferentes não são diferentes, são iguais.
Dentro da sociedade contemporânea de hoje, materialista e capitalista, a franca generosidade causa muito mais inveja e insatisfação do que qualquer grande fortuna financeira.
Amar verdadeiramente é por fim revelar e encontrar certos segredos que muitas das vezes, nem nós como pecadores, sabemos e se conhece.
Distante das maquinas magnéticas dos homens são as estrelas na noite, o nascer do sol e o voar dos passarinho que me dão a verdadeira direção e orienta o meu coração em união e livre.
Na maioria das vezes por falta de cultura e de educação entre os mais jovens o celular com a telefonia móvel e a conexão digital entre as redes, alivia de forma errada e equivocada as dores pessoais, familiares, comportamentais e sociais de uma vida vazia, não assistida devidamente pelo Estado e sem grandes oportunidades e futuros propósitos.
O civismo acontece por pequenos gestos isoladamente significantes, de todo aquele que crê que podemos sim com fé e vontade
construirmos uma nação mais digna, justa e soberana, para fortalecimento de nossa historia, nossa cultura, de nosso povo heterogêneo e com uma impar identidade.
A noite silenciosa afugenta o sono e os mais belos sonhos dos inconformados, injustiçados e infelizes.
Grande parte de minha vida e pensamento é inspirada na sabedoria familiar, também de pessoas comuns, simples e humildes que fazem um show diariamente anonimamente no grande palco da existência. Por si é um laboratório teatral cotidiano do simples, como me alertou durante vários anos o querido "Zimba" - Zbigniew Marian Ziembiński, mais conhecido como Ziembinski, o magnifico ator e diretor de teatro, cinema e televisão, na década de 1970 com quem tive a alegria de conviver no RJ. Parece mesmo que no mais erudito e no mais simples são que circulam naturalmente as melhores respostas pois diferente do intermediário presunçoso do que é e não é e talvez possa ser, só vivem as sombras descrentes das perguntas sem sentido e as alegações infrutíferas e sem objetiva solução. A divina generosidade é a grande maré que nos movimenta pela brisa constante e continua do Oceano dos Humildes.
Felizes são muito poucos de nós que a vida dadivosa nos dá o sagrado direito e oportunidade de repassarmos atos e fatos de nossa vida passada, à limpo.Não que vivamos entre maus projetos, rabiscos, contas mau feitas, rasuras e rascunhos mas nem sempre temos o devido tempo ou foco para reconsiderarmos todas às rotas precipitadas, as palavras desordenadas, os julgamentos sem por quês ou reflexões e as pessoas inocentes que vamos deixando magoadas e tristes inocentes pelos caminhos.Parece me como o se ouvíssemos o canto frio das noites de lua quarto minguante pelas praias com a brisa seca empurrada ao vento.Muito menos que um canto, entre um gemido e um acalanto assemelha se a um choro abafado monotônico das criancinhas que nunca existiram, como se fossem filhos órfãos nossos, filhos nossos que nunca nasceram mas foram expelidos pra fora sem o devido amor.Como é bom receber de quem se ama, de novo uma antiga lição pois sabemos que a vida, cedo ou tarde nos dará de novo sem o devido amor, carinho, consideração e apreço.Pode vir de qualquer jeito e teremos que aprender de uma forma ou de outra, sem tentativas perenes para aperfeiçoamento e busca de perfeição.
Infeliz e maldito seja todo aquele e aquela egoísta pessoa que me rouba da minha feliz, justa e perfeita insanidade sem ter a verdadeira possibilidade de me dar os eficazes meios de algumas mentiras e curtas confusas possibilidades para que viva pelo menos por algum tempo, feliz.
A torpe felicidade incomoda à muita gente mas a feliz loucura incomoda muito mais.
A doçura e a felicidade de poder dar um presente especial a quem mereça ou ainda poderá merecer ou nunca merecerá, é sempre infinitamente maior e plenamente dadivosa que a finita, previsível possibilidade de se ter, dar e ganhar de si mesmo.Se a maioria das pessoas entendessem o que à "Lei do Retorno" teríamos mais pessoas felizes pois a resposta não vem, não retorna e nem funciona propriamente dita com o que damos e com quem ofertamos o melhor de nos com amor.Se soubessem que a Lei é muito mais uma contínua corrente intermitente, um intercalar de carinhos e mimos que vão e vem, que rejubila geralmente a quem menos tem, pra dar do que aquele que sempre teve toda a possibilidade de oferecer. Mas não são moedas de trocas, permutas de favores, são docilidades humanas pelos caminhos do breve sorriso e um pouquinho de expressão de alegria e serenidade, completa com jeitinho o tudo mais que nem sempre temos para melhor oferecer.Mas tudo Isto já fortalece e vivifica o que é realmente ter,ser, entender e viver.
A gravidade do nosso pecado e de toda perversa impensada e não misericordiosa ação, perante a um semelhante, está sempre ligada a grandeza e a gravidade na proporcional dificuldade ou facilidade que temos de nos gerarmos de forma eficaz e definitiva um arrependimento e um auto-perdão. De certo só nos assustam mesmo os fantasmas e erros que ainda permanecem vivos, não resolvidos e sem aceitação.
A grande maioria das vidas desgraçadas são arrastadas para infelicidade por tão pouco.A constante descrença do bem que é realizado pelos que são hoje sobreviventes do bem, as virtudes que são exercidas com tanta abundância por todos aqueles outros que sempre tiveram tão pouco e mais ainda os órfão do amor de tanto ter dor recompõem a própria história e trajetória ofertando a todo semelhante multiplicado por dez o pouco amor que aguardaram para si, um dia.É da solidão profunda que não mutila e nem adoece que transborda a paixão do amor bom e das carícias da alma que vos fortalece.
Ser menos. Ter muito menos. Aparentar ser quase nada. Acreditar mais.Sonhar mais.
Fazer mais.Duvidar menos. Compartilhar e perdoar mais e mais.Muito mais.E mergulhar em amor em cada um à frente, sempre e sempre.Afinal só pelo coração apaixonado que caminha se de braços dados, com a verdadeira alma da gente.Não morno mas quente. Muito quente.
