Amor Recente
Quem disse que o amor era cego
Se foi através de um acaso olhar
Que conheci quem eu mais queria conhecer!
“Amores recordam-se e olhares nunca se esquecem!”
E este é daqueles que jamais me sairá da memória.
Para sempre ficou guardado o nosso primeiro olhar
Que, no mínimo penetrante e profundo,
Uniu e abraçou dois simples corações.
Ficaram também registados cada um dos teus sorrisos,
Quando apaixonadamente me olhavas…,
Mas ficaram por registar as minhas palavras
Que por estúpida timidez
O meu eterno silêncio preferiu calar.
Porém só espero que este silêncio não mais perdure,
Para que saia deste coração um entalado “Eu amo-te”,
E abrir espaço para uma nova pasta: a dos beijos!
Que a memória espera, ansiosa,
Por encher até transbordar!
Onde a admiração desfalece, onde o respeito silencia, o amor não respira. Parta antes que reste apenas a sombra do que foi.
Amor Não Correspondido
Esqueça de amar a quem não merece. No amor não existe mão unica. Amor não correspondido é tortura. Dê um basta na amargura.
Onde o Amor Não Sobrevive
O amor não sobrevive onde a admiração se desfaz. Onde o olhar já não brilha ao encontrar o outro, onde as palavras perdem o calor e se tornam apenas ruído de fundo. Sem admiração, o que antes era encanto vira hábito, e o hábito, com o tempo, se torna indiferença.
O amor não resiste onde a consideração se esvai. Quando a presença do outro se torna um detalhe, quando as dores não são escutadas e as alegrias não são celebradas. Onde não há consideração, o amor é deixado de lado, esquecido como um livro não lido, pegando poeira na estante do tempo.
O amor se apaga onde o carinho se torna escasso. Porque o amor não vive apenas de grandes gestos, mas dos pequenos toques, do cuidado que se expressa nos detalhes do dia a dia. Se o carinho se torna raro, o amor se sente sozinho, frio, e acaba encolhendo até desaparecer.
E, por fim, o amor morre onde o respeito é quebrado. Onde as palavras machucam mais do que acolhem, onde os limites não são respeitados, onde a presença se torna um fardo. Sem respeito, o amor deixa de ser refúgio e passa a ser exílio.
Por isso, se perceber que tudo isso se perdeu, não insista. Esqueça, silencie, saia. Não por orgulho, mas por amor a si mesma. Pois o amor que precisa implorar para existir já não é amor, é apenas lembrança. E você merece mais do que sobras.
Vá onde seu amor possa florescer. Fique onde ele possa respirar.
Nenhum amor, por mais forte que seja, resiste à fome de carinhos, atenção e dedicação! Quer matar um sentimento? Não o alimente.
Às vezes, não é falta de amor, é falta de fôlego.
De vontade de responder, de sorrir, de fingir que está tudo bem.
É cansaço de corresponder, de se explicar, de esconder o óbvio — que por dentro, o silêncio grita.
As notificações se acumulam, mas o desejo é de desaparecer.
Não por indiferença, mas por não saber mais como existir para tantos, quando mal consigo existir pra mim.
Não sou de muitos contatos, embora haja muitos que me amem.
Só não sei, agora, como retribuir.
E talvez isso precise ser entendido como amor também.
A gente briga e faz as pazes.
A gente chora e sorri.
A gente se xinga, mas se ama.
Nosso amor é meio doidinho, mas nem por isso deixa de ser amor.
O homem que sabe que está em silêncio, o homem que sabe que ama, não sabe o que é o amor ou o que é o silêncio.
Quando há fraternidade, o amor é sereno; quando há solidariedade, o amor é ativo, e quando há caridade, o amor é vivo.
O casamento existe definitivamente para manifestar o cumprimento do amor pactual entre Cristo e sua igreja.
O amor não desfalece, não morre, nunca acaba. Mas pode ser ignorado, rejeitado, negligenciado e substituído.
