Amor Recente

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"Sinta todos os sabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia da história na metade."

Porque, no momento em que partirmos em busca do amor, ele também parte ao nosso encontro

Se nossos semelhantes pudessem constatar nossas opiniões sobre eles, o amor, a amizade, o devotamento seriam riscados para sempre dos dicionários; e se tivéssemos a coragem de olhar cara a cara as dúvidas que concebemos timidamente sobre nós mesmos, nenhum de nós proferiria um “eu” sem envergonhar-se.

Eu senti na pele o que me falavam sobre o amor deixar as pessoas mais idiotas, atrapalhadas e bobas.

"Quando é que o amor acaba? Se você disse que se encontraria com alguém às 7 horas e chega às 9, e ele ainda não chamou a polícia, o amor acabou mesmo."

Ninguém sabe explicar o que é o amor, ninguém vai ser feliz sem ser amado...

Ó Deus, não permitas, que eu morra
sem ter vivido plenamente o amor.

"No amor cansei de ser diarista. Tava querendo que alguém assinasse minha carteira!

Poderíamos ser tão felizes, poderíamos ser tão amor… Mas simplesmente hoje somos apenas distantes.

As mulheres estão sempre dispostas a ouvir uma dissertação sobre o amor.

Não era amor de verdade, era daqueles amores que já vem pronto, embalado, adiciona água quente e espera amolecer. Mas não tem gosto e esfria rápido.

Não importa o quanto eu escreva, o quanto eu fale. Nada descreve o amor que eu sinto por você.

Amor: uma palavra em duas mentes.

O amor de Deus para sempre eu quero viver…

O amor nem sempre é proveitoso, mas a amizade sempre é.

Porque se desse, se eu pudesse, se desse mesmo pra te amar, seria amor e ponto final.”

Custou-me muita dor, solidão e desespero aprender que sentir amor é uma potencialidade vital minha, é produção criativa da pessoa que sou e, para amar, dependo apenas de mim mesmo. E sua expressão e comunicação são produtos da liberdade pessoal e social conquistada.

Roberto Freire
Ame e Dê Vexame

Antes de entrar no amor verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar.

Devia haver um curso no primeiro grau de amor.

Áspero amor, violeta coroada de espinhos,
cipoal entre tantas paixões eriçado,
lança das dores, corola da cólera,
por que caminhos e como te dirigiste a minha alma?

Por que precipitaste teu fogo doloroso,
de repente, entre as folhas frias de meu caminho?
Quem te ensinou os passos que até mim te levaram?
Que flor, que pedra, que fumaça mostraram minha morada?

O certo é que tremeu a noite pavorosa,
a aurora encheu todas as taças com seu vinho
e o sol estabeleceu sua presença celeste,

enquanto o cruel amor sem trégua me cercava,
até que lacerando-me com espadas e espinhos
abriu no coração um caminho queimante.

Pablo Neruda
NERUDA, P. Cem Sonetos de Amor. Porto Alegre: L&PM, 2006.