Amor Pintura Eterna Mario Quintana
e a sombra que escure o céu, a terra seca se abre esperando por água, meu coração renasce tão puro feito véu, de noivas indormidas de noites mal vividas.
e as nuvens vai passando e água na terra jogando, feito o rio desaguando no mar, meu coração vai lavando e pela vida vou te amando.
Se pode desenhar o natal e pintá-lo com lápis de cor? ladrilhando com meus destinos e bordando com meus sonhos em tingimentos que vão-se desbotando nos painéis de minha vida.
Algumas coisas vamos perdendo e vou enxugando minhas lágrimas com outras lágrimas, vitórias ainda pardacentas no equilíbrio de minhas contradições, e o mosaico tecido de minha vida vai ficando de uma só cor que riscam ilusões.
As lutas vão se borrando e vou contornando os pedaços com altivez e bem disposto, e em cada canto clareando com o suor de meu rosto, só pensando em desistir e tentando mais uma vez.
E se pode desenhar o natal e pintá-lo com lápis de cor? o mosaico pardecido, cinzento, mas, renascido, para mais um ano está colorido, meio alegre e destemido, recosturado de amor.
E se pode desenhar o natal, ainda sentindo dor? disfarçado de alegria e com lápis de cor.
E o desejo, com o sol há de se pôr, guardarei nos meus lábios e na minha dor, esse nosso beijo, meu amor.
Os olhares suavemente se entreolham
e silenciosamente perdem-se nas desoras
no silêncio adormecido do penar.
E na procura do amor pela alma, em um só, já estavam lá.
Aos ventos que sopram nossos olhares, como a mão de uma mãe a afagar,
o beijo inevitável e sem sabor:
- A delicadeza virginal do amor.
o silêncio é a resposta e em silêncio virar-lhe-ei as costas, pois todas as palavras te atormentará na solidão quando o mundo inteiro te esquecer e no momento em que desistirás do amor...
esquecer quem amamos é perder-se, perder algo de si e para sempre permanecer incompleto, enquanto seu amor se torna extensivo em amores que não lhe corresponde, amar não é ser correspondido, é também entender e aceitar tudo isso...
O sol desvairado ao meio dia,
iluminando o céu nebulento,
e a prece que no meu peito irradia,
é adoçar o meu lamento.
O fulgor que pulsa o coração,
enamora com o acaso em terno ardor,
e o que resta dessa ilusão,
é você, meu amor.
As estrelas piscam e brilham,
pequenas luzes distantes,
ilumina os meus instantes,
nos instantes que neblinam.
Essas luzes delirantes,
que no brilho da lua se homizia,
onde está os amores apaixonantes,
que desejei e que amei algum dia?
Perambulando no horizonte,
de leste a oeste,
a procura do acalanto,
onde o sol escurece e traz um novo dia.
Grandes amigos são sempre grandes amigos, mesmo distantes em caminhos diversos.
É como a chuva que cai no oceano e se torna as mesmas ondas e imponência, mas que é um oceano preenchido pela água da chuva que um dia se encontrou com o mar. Os grandes amigos nunca morrem, estão vivos na alma!
Eu vou esquecer o curso de Odontologia, nada conspira a meu favor, guardarei em minha alma pois aprendi que os sonhos não morrem e que carregamos além túmulo e pra toda eternidade, parece que estou aprisionado ao Direito mesmo jurando fidelidade, que seja o que Deus quiser... Deus conhece minhas lacunas... o meu coração.
E no cume do prazer, na sua espera inteiramente, nem pedaços pude juntar para fomar você, intervalo entre a paixão e a razão de viver.
O beija-flor adornou
O refolho de minha alma
Na luz do sol cravejou
Uma saudade desprezada.
O beija-flor enfeitou
As cinzas de meu jardim
Meu amor acenou
E ninguém acenou pra mim.
O beija-flor cintilou
O feio, o trágico e o obsceno
Num jardim virginal e ingênuo
De onde horrorizou-se o amor.
E canto a nostalgia de uma vez
inebriado por teu olhar em fantasia
que timidamente ousava, talvez
O brio insano dos olhares em demasia.
E o teu corpo salpicado de ilusões
que os meus sonhos salteavam
Poetizando mil corações
que ao redor do seu se despedaçavam.
E do teu olhar, daqueles breves olhares
que o tempo cintilava junto aos meus
Se vai as visões inebriadas e desesperadas,
Do meu olhar procurando o seu.
E eu canto a poesia das invenções
que encenou as suas melhores versões
De um amor que meu amor viveu
E já dizia as vagabundas desalmadas,
Que saíam gritando pelas ruas abandonadas:
- as estrelas brilham, ainda brilham,
ainda brilham essas ruas desoladas,
Aos céus elevo o meu canto
ao encanto dos anjos, oferenda a Zeus,
De um amor que meu amor viveu.
