Amor Oriental
O QUE APRENDI A SENTIR
Passei a vida inteira tentando sentir
o amor que eu via, mas não alcançava.
Minha mãe cuidava, e eu via o cuidado,
mas algo em mim não se aquecia.
Cresci me perguntando:
“Será que o amor existe
ou é só uma palavra bonita
que as pessoas dizem pra se sentir melhores?”
Na vida adulta, vieram alguns “eu te amo”,
vieram mãos dadas, promessas, planos.
Mas na primeira dificuldade,
o silêncio ocupava o lugar deles.
E eu aprendi.
Aprendi a amar sem me entregar inteira,
a cuidar sem criar raízes,
a ficar presente…
mas deixando uma parte de mim
sempre de mala pronta.
Com amigos, com filhos, com qualquer um:
eu amo, eu faço, eu estou.
Mas quando me distancio,
o peito não dói,
o nome não ecoa,
a saudade não vem.
Às vezes penso que sou fria.
Outras, que sou quebrada.
Mas talvez eu só tenha aprendido cedo
que sentir demais dói,
e que não sentir nada
é um jeito de sobreviver.
Hoje, olho para trás
e não me culpo mais.
Fiz o que dava com o que tinha.
E se agora eu escrevo sobre isso,
é porque uma parte de mim
ainda acredita
que é possível, um dia,
sentir o amor
e não só vê-lo passar.
Bom dia!
Seja luz na vida de alguém, o seu "bom dia" com o coração cheio de amor pode mudar o dia de alguém;
Não é sobre ser melhor que alguém,
é sobre ser mais verdadeiro consigo.
O amor divino não se exibe,
se manifesta em gestos, escolhas e presença.
Quando a consciência amadurece,
o que era velho se transforma,
e o novo nasce sem alarde —
por dentro.
O que nutre de verdade?
Amor, num casamento,
não é o prato cheio
quando a mesa está vazia de olhar.
Não é o teto firme
se o silêncio cai pesado
sobre os corpos que dormem longe
mesmo deitados juntos.
Amor é o gesto pequeno
que não pede aplausos:
a mão que procura a outra
no meio da noite,
como quem diz
“estou aqui, você não caiu sozinho”.
É presença que não disputa,
é escuta sem pressa,
é riso que nasce do nada
e faz o dia caber melhor no peito.
Amor nutre
quando toca sem ferir,
quando acolhe sem invadir,
quando cuida sem controlar.
É alimento invisível:
olhar que aquece,
voz que acalma,
corpo que oferece abrigo
sem exigir senha, desempenho ou prova.
Num casamento,
amor não pesa,
ele alivia.
Não cobra ,
ele compartilha.
Não substitui a fome do corpo,
mas alimenta a alma
para que o corpo também queira viver.
Porque pão sustenta a carne,
mas é o afeto que sustenta a vida.
E onde há amor assim,
a casa respira,
o coração descansa,
e viver junto
deixa de ser sobrevivência
para virar caminho.
"Namoro virou CNPJ do amor / O que vale é o story ou é o calor? / Podem dizer que eu passei do prazo, só não aceito viver num amor raso."
- Marcos Elias Antunes
A criança não é um papel em branco, pois vem dotada de emoções, estímulos, genialidades, amor, expertises, artimanhas, ações, energias etc...
Porém, na cultura e na educação, metaforicamente falando, ela vem como um "papel em branco", sendo necessário programar a consciência universal para poder viver e conviver, é sobre isso.
Se for criada com ou sem boa cultura, terá certeza que a vida é isso.
Como se a cultura diária escrevesse seu conhecimento e logo a educação na própria formação humana.
O amor até poderá ser escolha na ação, mas antes internamente vem da intenção — é um sentimento que vem a ser sorte.
O tempo de espera da Volta de Jesus não é um atraso, mas sim um Ato de Amor, Graça e Misericórdia, dando a oportunidade para que mais pessoas conheçam o Seu amor e alcancem a Salvação. P.G
