Amor Oriental
Um beija-flor passou
na janela,
Foi você que desejou
um bom dia,
Mistério de amor
que chegou
para me fazer sacodida.
Feitos de amor
a primeira visão,
Foi com os teus
lábios de algodão
Que conquistaste
o meu coração,
Somos sedução,
paixão e festa
para fazer qualquer
um morrer de inveja.
Amor...
Pois por que? seu amor pode chegar tão perto,mais se afastou pois aquele que te cuidas afasta-te de mim, meu coração por ti sai brasas, nossos corpos poderia se encostar e se entrelaçar, sobre a grande flor do nosso amor um pelo outro, a gaiola que me soltou prende-te, e o seus suspiros que antes era oxigênio agora é um milagre, sobre beijos que poderia te dar seu coração foi puxado para longe, saudades dos abraços e dos beijos imaginários e caricias que já foi minha,talvez em um futuro perto ou longe poderei te ver em meus braços, te beijarei e cuidarei pois você é o meu amor e disso tenho certeza, enquanto a flor da tristeza e da saudades cresce eu vou continuar te esperando á voltar pros meus braços.
"Ele me chamava de princesa, mas me fazia limpar os banheiros; ele me chamava de meu amor, mas me fazia varrer o chão; ele não me dava dinheiro porque dizia que estava construindo um castelo; hoje vivo prisioneira em uma masmorra."
O amor-próprio sem amor ao próximo pode se tornar narcisismo.
O amor ao próximo sem amor-próprio pode se tornar anulação.
O amor maduro equilibra ambos.
Quem ama verdadeiramente não precisa escolher entre amar o próximo ou amar a si mesmo. O amor autêntico transborda em ambas as direções.
Quem cria um filho para depender de si não prolonga o amor; prolonga a infância. E toda infância que sobrevive ao tempo acaba se transformando em uma velhice sem autonomia.
Há pais que passam a vida inteira chamando de amor aquilo que, na verdade, é a mais refinada forma de sabotagem. Blindam os filhos contra a dor, contra a disciplina, contra o “não”, contra as consequências… e depois se espantam ao descobrir que criaram adultos incapazes de enfrentar a própria existência. Quem elimina todos os obstáculos do caminho do filho não facilita a caminhada; elimina o caminhante. No lugar de consciência, instala dependência. No lugar de caráter, conveniência. No lugar de responsabilidade, vitimismo. E, quando os pais já não conseguem sustentar o peso que criaram, a vida apresenta uma conta que nem dinheiro, nem patrimônio, nem herança conseguem pagar. Porque a pior pobreza não é faltar recursos; é faltar estrutura para existir sem alguém que continue sustentando aquilo que a educação nunca construiu.
Há pais que não criam filhos; criam dependentes e chamam isso de amor. Alimentam cada capricho, negociam cada limite, compram cada silêncio, removem cada consequência e, no fim, aplaudem uma obediência que nunca foi virtude, mas conveniência. O que chamam de proteção é, muitas vezes, medo de frustrar; o que chamam de cuidado é incapacidade de educar; o que chamam de amor é apenas a recusa em suportar o desconforto de dizer “não”. Cada responsabilidade assumida no lugar do filho é um pedaço de caráter que deixa de ser construído. Cada dificuldade evitada é uma força que deixa de nascer. Pais que fazem da própria vida um escudo permanente não estão preparando os filhos para o mundo; estão preparando o mundo para carregar filhos que eles mesmos decidiram não formar. A tragédia não começa quando os pais morrem. Ela começa no exato instante em que deixam de educar e passam a servir. Porque o pior abandono não é deixar um filho sozinho; é entregá-lo à vida sem consciência, sem disciplina e sem a capacidade de existir sem depender de alguém.
A vida nunca premiou os amaDORES que confundiram amor com superproteção, nem os poupaDORES que sequestraram dos filhos o direito de enfrentar a realidade. A vida sempre pertenceu aos enfrentaDORES. Porque quem poupa um filho da dor não o livra do sofrimento; apenas adia o encontro com ele, tornando-o maior, mais caro e, muitas vezes, irreversível. Pais que retiram cada pedra do caminho acabam retirando dos próprios filhos a capacidade de caminhar. No afã de evitar lágrimas, fabricam fraquezas. No medo de decepcionar, educam para a dependência. No excesso de ajuda, condenam à escassez de caráter. O amor que não disciplina deixa de formar e passa a deformar. E a pior deformidade não é a do corpo, mas a de uma consciência que acredita que viver é encontrar alguém disposto a carregá-la para sempre.
Pais que transformam o amor em superproteção deixam de criar filhos e passam a fabricar dependência. O conforto que oferecem hoje pode ser a incapacidade que condenará o amanhã.
Vamos repensar?
Erich Fromm — “O amor é uma arte.”
“Uma sociedade que ensina a consumir tudo desaprende a cultivar algo. O amor deixou de ser uma construção diária e passou a ser uma expectativa imediata.”
Carlos Eduardo Balcarse
"Amor é o correspondido.
Se não é correspondido,
então não é amor,
é dependência."
Haredita Angel
09.09.15
