Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
O tempo pode nos ser dado de graça, mas não existe nada mais caro a se pagar do que o tempo recebido, mas perdido.
Nada me amedronta mais que olhar para um homem que perdeu a fé no amor...De uns dias pra cá tenho medo de me olhar no espelho.
Sou grata por ter irmãos. Só quem tem irmãos tão unidos como os meus, sabem o tamanho do amor que nos une.
Carta de um amor
Jaz um sentimento no que se punha toda verdade em forma de emoções e atos; e os transmitia em palavras de gratidão e zelo então. O sentir era transcrito das mais diversas maneiras de afagar o coração.
Ao fechar os olhos, seu sorriso involuntário traduzia um carinho na alma resgatado por uma lembrança inefável.
O sinônimo rodeava seu corpo nas mais diversas cores e sensações; e de dentro de uma ostra nascia a mais bela das ilusões.
Jaz um envolvimento no qual o egoísmo não conjugava verbo algum. Desmedido, solto, livre! Em suas asas continha um porção extra de um mágico antídoto, que destilado na ponta da língua através de um doce beijo, paralisava toda a terra em seu redor. A dor como um ato de amor tinha seu papel em sua melhor transcrição sentida; era a saudade desmedida, que em suas visitas com sua partida, a conhecia salteado e de cor.
Dizem que existiu, que quem o sentiu teve sorte, quem viveu teve em suas mãos o mais precioso bem já sentido e tocado. Que tinha o poder de transformar todo o planeta em um único ponto, onde o pensamento faz morada.
Jaz a necessidade de amar, o desejo de afagar e indistintamente transformar o sentir no mais nobre sentimento já permitido e jamais compreendido.
Amor de céu, amor de terra, amor de fogo, amor de mar, amor de amar.
Amor de se envolver sem medo, amor de cultivar desejos, amor de banhar a alma, amor de se entregar.
Jaz amor, aqui o amor, já sentido em sua mais forte e única verdadeira forma de estar. Jaz, o amar.
É de um amor inigualável, quando o peso nos ombros passa a ser reflexo de uma luta constante dentro de si. Quando os farrapos humanos são enxergados como motivos para continuar andando. E mesmo sem acreditar, com os os olhos inchados pela mágoa da egocentricidade alheia, seguimos em frente. O amor talvez seja isso: um sentimento totalmente desprovido de culpas, rumores, observações e despido de frustrações banais. Sua essência está nas entrelinhas, no recomeçar, na vida.
O amor de Deus permanece o mesmo, seja na estação de alegria ou na estação da dor. A beleza do processo é aprender isto!
“Que o amor se expresse continuamente...
e não apenas numa data, mais comercial
do que comemorativa.
Não são flores, chocolates, joias
ou qualquer presente caro
que garantirá a subsistência do amor.
Como uma planta, ele precisa de
alimento, cuidado, proteção e dedicação
todos os dias para crescer e florescer.
Isso se conquista através da presença,
do ser e estar juntos, da empatia
que se coloca no lugar um do outro,
na reciprocidade que faz do sentimento
uma aliança forte e resistente á rupturas.
Se ao tentar cultivar o amor você se feriu,
talvez o problema não tenha sido a semente plantada.
Cuidado com solos contaminados, em alguns
o amor pode até brotar e frutificar,
mas se ao se alimentar de tais frutos você se sente
muito mal, esses podem se tratar dos frutos de amor
destrutivo, se alimentar deles é envenenar -se
dia após dia, esses podem causar dependência
e a vítima não conseguir discernir o perigo
que corre diante do excesso de abusos
afetando-a fisicamente, socialmente e psicologicamente.
Cuide bem do seu amor-próprio, para se fortalecer
e não se iludir pelas aparências, pois há muito solo
aparentemente bom produzindo amores tóxicos.
Não se deixe iludir, não se envenene,
que não falte sabedoria ao semear o amor
para que possas colher, se alimentar
e compartilhar frutos doces e saudáveis . ”
Viviane Andrade
