Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
De tudo que vivi, do que não vi, vivo presa e livre ao mesmo tempo, como se o tempo não tivesse passado. Marilina 2014
Consegui fazer, do tempo judicioso, épocas de certezas, que serão lembradas para sempre.
Isso tudo não tem preço, não se mede, não tem como pesar, muito menos, mensurar...
É isso... Soube aproveitar o tempo e fazer,
Marilina Baccarat, no livro "Musicalidade Colorida
Pensando no interdito, caminho pelo tempo, por onde ninguém vai, pessoalmente, somente com o pensamento.( No livro " Alamedas do coração".
Fiz um acordo com o tempo, combinei com ele, pois vai fazer frio por esses dias. Pedi para que ele passe bem devagar e me deixe ver os ipês, que ainda estão floridos, neste final de outono. Que ele me deixe admirar as flores de maio
Andei ouvindo a voz do tempo, contando-me coisas antigas, como se ele tivesse retrocedido. E eu, buscando lá atrás, dentro dos sonhos, o que realmente me interessa...
Que o tempo, este senhor que tudo pode, me permita, não me prender ao tempo, para não confundir, achando que a felicidade ficou para trás.
O tempo não espera por nada. Ele voa!
Esse é o meu tempo, de madurar, não de ficar mais doce, mas, sim, de apurar sabores. Eis que entro em plena safra, frutada, amadurada,sumarenta, perfumada de mim mesma.
(Marilina Baccarat de Almeida Leão)
Ah! O tempo, sempre ele, passando por nossa mente. Em um instante momentâneo,ele nos leva a lugares que, muitas vezes, não gostariamos nem de chegar perto.
Ah! Tempo que sempre passa e não percebemos, passa como um simples vento ao cair da tarde, passa como nuvens, que não conseguimos alcançar em cada movimento.
A TORRE SEM DEGRAUS
No térreo se arrastam possuidores de ciosas recoisificadas.
No 1.° andar vivem depositários de pequenas convicções, mirando-as, remirando-as com lentes de contato.
No 2.° andar vivem negadores de pequenas convicções, pequeninos eles mesmos.
No 3.° andar - tlás tlás - a noite cria morcegos.
No 4.°, no 7.°, vivem amorosos sem amor, desamorando.
No 5.°, alguém semeou de pregos dentes de feras vacos de espelho a pista encerada para o baile de debutantes de 1848.
No 6.°, rumina-se política na certeza-esperança de que a ordem precisa mudar deve mudar há de mudar, contanto que não se mova um alfinete para isso.
No 8.°, ao abandono, 255 cartas registradas não abertas selam o mistério da expedição dizimada por índios Anfika.
No 9.°, cochilam filósofos observados por apoftegmas que não chegam a conclusão plausível.
Mo 10.°, o rei instala seu gabinete secreto e esconde a coroa de crisógrasos na terrina.
No 11.°, moram (namoram?) virgens contidas em cinto de castidades.
No 12.°, o aquário de peixes fosforecentes ilumina do teto a poltrona de um cego de nascença.
Atenção, 13.°. Do 24.° baixará às 23h um pelotão para ocupar-te e flitar a bomba suja, de que te dizes depositário.
No 15.°, o último leitor de Dante, o último de Cervantes, o último de Musil, o último do Diário Oficial dizem adeus à palavra impressa.
No 16.°, agricultores protestam contra a fusão de sementes que faz nascerem cereais invertidos e o milho produzir crianças.
No 17.°, preparam-se orações de sapiência, tratados internacionais, bulas de antibióticos.
Não se sabe o que aconteceu ao 18.°, suprimido da Torre.
No 19.° profetas do Antigo Testamento conferem profecias no computador analógico.
No 20.°, Cacex Otan Emfa Joc Juc Fronap FBI Usaid Cafesp Alalc Eximbanc trocam de letras, viram Xfp, Jjs, IxxU e que sei mais.
Mo 22;°, banqueiros incineram duplicatas vencidas, e das cinzas nascem novas duplicatas.
NO 23.°, celebra-se o rito do boi manso, que de tão manso ganhou biograifa e auréola.
No 24.°, vide 13.°.
No 25.°, que fazes tu, morcego do 3.°? que fazes tu, miss adormecida na passarela?
No 26.°., nossas sombras despregadas dos corpos passseiam devagar, cumprimentando-se.
O 27.° é uma clínica de nervosos dirigida por general-médico reformado, e em que aos sábados todos se curam para adoecer de novo na segunda-feira.
Do 28.° saem boatos de revolução e cruzam com outros de contra-revolução.
Impróprio a qualquer uso que não seja o prazer, o 29.° foi declarado inabitável.
Excesso de lotação no 30.°: moradores só podem usar um olho, uma perna, meias palavras.
No 31.°, a Lei afia seu arsenal de espadas inofensivas, e magistrados cobrem-se com cinzas de ovelhas sacrificadas.
No 32.°, a Guerra dos 100 Anos continua objeto de análise acuradíssima.
No 33.°, um homem pede pra ser crucificado e não lhe prestam atenção.
No 34.°, um ladrão sem ter o que roubar rouba o seu próprio relógio.
No 35.°, queixam-se da monotonia deste poema e esquecem-se da monotonia da Torre e das queixas.
Um mosquito é, no 36.°, único sobrevivente do que foi outrora residência movimentada com jantares óperas pavões.
No 37.°, a canção
Filorela amarlina
lousileno i flanura
meleglírio omoldana
plunigiário olanin.
No 38.°, o parlamento sem voz, admitido por todos os regimes, exercita-se na mímica de orações.
No 39.°, a celebração ecumênica dos anjos da luz e dos anjos da treva, sob a presidência de um meirinho surdo.
No 40.°, só há uma porta uma porta uma porta.
Que se abre para o 41.°, deixando passar esqueletos algemados e coduzidos por fiscais do Imposto de Consciência.
No 42.°, goteiras formam um lago onde bóiam ninféias, e ninfetas executam bailados quentes.
No 43.°, no 44.°, no... continua indefinidamente).
O sonho (realizável) do poeta: Um dia vai haver um mundo sem classe ou imposto... Sem mar nem derivativo!
Conte de Amor
Eu imaginei você
No meu conto de amor
Numa linda canção
E um beijo no final
Eu imaginei sentir
Uma paixão sem outra igual
Que causasse um auê
Que pra nós fosse normal
Só você pode entender
O que estou falindo
Tanta coisa aconteceu
E nada se perdeu
Alguém pode me explicar
O que é amar sem você
Se eu pudesse esganava
O meu coração
Dizendo que o amor
É uma lenda e nada mais
E eu até inventava outra paixão
Mas falta você
Pra viver o meu conto de amor
Eu imaginei sentir
Uma paixão sem outra igual
Que causasse um auê
Que pra nós fosse normal
Só você pode entender
O que estou falando
Tanta coisa aconteceu
E nada se percebeu
Alguém pode me explicar
O que é amar sem você
"Só podemos vencer o adversário com o amor, nunca com o ódio." [ Gandhi ]
| AMOR | CÓLERA | SUCESSO |
"A não violência nunca deve ser usada como um escudo para a covardia. É uma arma para os bravos." [ Gandhi ]
| ATITUDE | CORAGEM | VIOLÊNCIA |
"Sonha e serás livre de espírito... luta e serás livre na vida." [ Ernesto Che Guevara ]
| ESPÍRITO | LIBERDADE | SONHOS |
"Ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética." [ Ernesto Che Guevara ]
| CONTRADIÇÕES | IDADE | IDEOLOGIA |
"Derrota após derrota até a vitória final." [ Ernesto Che Guevara ]
| GUERRA | PERSISTÊNCIA | SUCESSO |
"Se apenas um homem fosse necessário para sustentar o Estado, esse Estado não deveria existir; e ao fim não existiria." [ Simón Bolivar ]
| ERROS | PODER | TIRANIA |
"Antes o solo nativo que nada. Nossa vida não é outra coisa senão a herança de nosso país." [ Simón Bolivar ]
| ORGULHO | PATRIOTISMO | RESPEITO |
"A confiança tem de dar-nos a paz. Não basta a boa fé, é preciso mostrá-la, porque os homens sempre vêem e poucas vezes pensam." [ Simón Bolivar ]
| CONFIANÇA | FÉ | INTELIGÊNCIA |
"Compadeçamo-nos mutuamente do povo que obedece e do homem que manda só." [ Simón Bolivar ]
| PERDÃO | SUBMISSÃO | TIRANIA |
"Confio que meus compatriotas e o mundo inteiro possam avaliar justamente minha conduta, e decidir se algum se encontrou jamais em minhas circunstâncias, se algum me excedeu em sacrifícios pela pátria." [ Simón Bolivar ]
| JUSTIÇA | PATRIOTISMO | SACRIFÍCIO |
"Quando eu perdesse tudo sobre a terra, ficaria a glória de ter enchido meu dever até a última extremidade, e esta glória será eternamente meu bem e minha dita... A glória está em ser grande e ser útil." [ Simón Bolivar ]
VEJAM O QUE ACONTECEU COM O AMOR ATRAVÉS DOS TEMPOS
> Década de 10
> Ele de terno, colete e cravo na lapela, embaixo da janela dela, canta :
>
> "Tão longe, de mim distante,
> onde irá, onde irá teu pensamento?
> Quisera saber agora se esqueceste,
> se esqueceste o juramento.
> Quem sabe se és constante,
> se ainda é meu teu pensamento
> e minh'alma toda de fora,
> da saudade, agro tormento!
> "
>
> Década de 20
> Ele de terno branco e chapéu de palha, embaixo do sobrado em que ela mora, canta:
>
> "Ó linda imagem de mulher que me seduz!
> Ah, se eu pudesse tu estarias num altar!
> És a rainha dos meus sonhos és a luz,
> és malandrinha, não precisas trabalhar."
>
>
> Década de 30
> Ele de terno cinza e chapéu panamá, em frente à vila onde ela mora, canta:
>
> "Tu és, divina e graciosa, estátua majestosa!
> Do amor por Deus esculturada.
> És formada com o ardor da alma da mais linda flor
> de mais ativo olor,
> que na vida és preferida pelo beija-flor"
>
>
> Década de 40
> Ele ajeita seu relógio Pateck Philip na algibeira, escreve para a Rádio Nacional
> e manda oferecer a ela uma linda música:
>
> "A deusa da minha rua, tem os olhos onde a lua,
> costuma se embriagar.
> Nos seus olhos eu suponho,
> que o sol num dourado sonho,
> vai claridade buscar"
>
>
> Década de 50
> Ele pede ao cantor da boate que ofereça a ela a interpretação de uma bela bossa:
>
> "Olha que coisa mais linda,
> mais cheia de graça.
> É ela a menina que vem e que passa,
> no doce balanço a caminho do mar.
> Moça do corpo dourado, do sol de Ipanema.
> O teu balançado é mais que um poema.
> É a coisa mais linda que eu já vi passar."
>
>
> Década de 60
> Ele aparece na casa dela com um compacto simples embaixo do braço,
> ajeita a calça lee e coloca na vitrola uma música papo firme:
>
> "Nem mesmo o céu, nem as estrelas,
> nem mesmo o mar e o infinito
> não é maior que o meu amor nem mais bonito,
> me desespero a procurar
> alguma forma de lhe falar,
> como é grande o meu amor por você"
>
>
> Década de 70
> Ele chega em seu fusca, com tala larga, sacode o cabelão,
> abre a porta pra mina entrar e bota uma melo jóia no toca-fitas:
>
> "Foi assim, como ver o mar.
> A primeira vez que os meus olhos,
> se viram no teu olhar,
> quando eu mergulhei no azul do mar,
> sabia que era amor e vinha pra ficar... "
>
>
> Década de 80
> Ele telefona pra ela e deixa rolar um som:
>
> "Fonte de mel,
> nuns olhos de gueixa,
> Kabuki, máscara.
> Choque entre o azul e os cachos de acácias,
> luz das acácias, você é mãe do sol."
>
>
> Década de 90
> Ele liga pra ela e deixa gravada uma música, na secretária eletrônica:
>
> "Bem que se quis,
> depois de tudo
> ainda ser feliz,
> mas já não há caminhos pra voltar.
> E o que é que a vida fez da nossa vida?
> O que é que a gente não faz por amor?"
>
>
> Em 2001
> Ele captura na internet um batidão legal e manda pra ela, por e-mail
>
> "Tchutchuca!
> Vem aqui com o teu Tigrão.
> Vou te jogar na cama e te dar muita pressão!
> Eu vou passar cerol na mão,
> vou sim, vou sim!
> Eu vou te cortar na mão!
> Vou sim, vou sim!
> Vou aparar pela rabiola!
> Vou sim!"
>
>
> Década de 2010
> Deverá ter acabado o Amor
Deus , uma classificação, não uma teoria,bendito amor a todos e todas criaturas da terra.
Ainda não sou capaz de compreender todo seu amor por nós.
Mais sei que podemos fazer coisas pra teu agrado pai.
As coisas andam tensas ,uma perca de memória me fez diferente,e pior ! congelado e duro feito pedra.
Sentimentos quase não sinto por ninguém e nada., Traumas constantes e desafios da vida me fez perder algumas coisas da essência que preparou para mim. Em fim
Palavras não ti define Deus
Para as coisas importantes, nunca é tarde demais, ou no meu caso, muito cedo, para sermos quem queremos. Não há um limite de tempo, comece quando quiser. Você pode mudar ou não. Não há regras. Podemos fazer o melhor ou o pior. Espero que você faça o melhor. Espero que veja as coisas que a assustam. Espero que sinta coisas que nunca sentiu antes. Espero que conheça pessoas com diferentes opiniões. Espero que viva uma vida da qual se orgulhe. Se você achar que não tem, espero que tenha a força para começar novamente.
Status é comprar coisas que você não quer com o dinheiro que você não tem a fim de mostrar para gente que você não gosta uma pessoa que você não é.
Nota: Adaptação do pensamento de Robert Quillen.
