Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
Algumas pessoas que se julgam espertas, muitas vezes perdem um caminho trilhado de alegrias por acharem que podem tudo... Neste mundo cheio de olhos, ouvidos e bocas nada fica despercebido.
Esperando
O trem chegar
À beira da ferrovia
Ansiosamente
Nos trilhos
Esperando
A morte chegar
Voltei ao meu livro imaginando qualquer outra coisa
Não pude imaginar que aquele velho realmente havia morrido bem ali
Simplesmente infartou, ao atravessar os trilhos, caiu sobre eles
Assustador, bizarro
o barulho
da queda
um corpo
subitamente
sem vida..
Muitos foram os curiosos que cercaram o recém falecido, estudando a situação
Logo retiraram-no dos trilhos, o deitaram no chão
Tentaram ouvir o coração e a respiração
O pulso
Não pulsava
Ao chegar o trem
Ouvi alguém gritar
-Foi infarto!
Sobrecarregou o coração
Pereceu de tanta emoção
Ao atravessar a linha
Esperaria a chegada do trem
Pois neste dia havia
Prometido reencontrar alguém
Que lhe fazia sentir tão bem
Quem diria
O mundo passa diante da janela, tudo parece ficar para trás
Entorpeço-me observando sem parar
Trago à tona o livro novamente
Pra tentar continuar
Escrever meu ver
Meu imaginar
Minimizar
A vida
Breve
Em
Si
Torna-se então desconsertante a ansiedade saltante de que logo chegará o fim da linha,
a hora de saltar e seguir adiante em passos precisos acompanhados de preciosos pensamentos passados à pegadas no papel amassado impregnado de palavras borradas escritas tão apressadamente que não serão lidas e sim esquecidas num lamento impresso às pressas num grito de solidão.
Sei que a intensidade da arte pode levar ao infarte
Um velho romântico e eterno apaixonado
Fez de tamanha devoção seu sentimento
Que não pôde conter as lágrimas ao cair
Desfalecidos, os olhos do desvivido
Desejava ter trazido
As flores que imaginara
Que a pressa
Impediu-o
de comprá-las
Foi tamanha beleza sua partida
Tão terrível e marcante
Pincelada precisa
Profunda
Na tela
Tenaz
Você é a luz da lua em noites de escuridão,
Você é como as faixas de pedreste para se caminhar seguro em avenidas de grande movimento veicular,
Você é como a cor vermelha e rosada do por do sol em fins de tarde aos céus,
Você é o café necessário para minhas manhãs, tardes, noites as vezes aquele tbm servidos para visitas,
feijão do meu arroz,
Arroz do meu feijão e a clara em neve que preciso em meu bolo,
A nuvem branca do meu céu azul,
Você é meu primeiro sorriso ao acordar, respirar e suspirar,
A lágrima ao cair da noite,
A minha alegria e a minha tristeza, ambos em equilíbrio,
Você é a arte em um reflexo com as coisas naturais do cotidiano em um lago, rio ou represa talvez em uma cachoeira ou todas as formas de se refletir uma beleza como a sua.
mesmo que um dia a gente se desencontre e a vida mostre que nosso lugar nunca foi no peito um do outro
o amor vive
e recorda
te guardo nas minhas palavras para que você esteja aqui até quando decidir ir.
❝ .. Jamais deixe de seguir o que o seu coração diz.... ás vezes ele tenta transmitir a você o que esta gritando a sua alma ..
Hoje é um dia muito especial .... por isso ... faça tudo o que puder... não guarde palavras... não cale sentimentos... apenas sinta... permita-se... e seja feliz ... ❞
A vida,
como um acidente de carro
ou uma metáfora inexplicável,
perante a doença ou a cura.
Os sentimentos,
à mercê da perda ou da reconciliação,
do horror de jamais rever alguém
ou diante da felicidade de um abraço.
A dúvida de existir,
como um animal indefeso,
à espreita de um felino,
que voou tarde demais,
e foi amordaçado.
Por que você admira as penas,
se nem mesmo tentou salvar o pobre pássaro?
Moça, "eu te avisei" seria um tanto óbvio para você.
Vamos dispersar os clichês da vida, a sua dor já é um deles.
Cá estamos nós de novo, nesse velho dilema entre poesia e solidão.
Eu sempre apareço quando você se esconde, sabemos bem...
Alguém tem que segurar a barra, eu uso as letras, você as lágrimas.
Ninguém precisa saber, vou te desfaçar de pedra outra vez.
Pegarei alguns papeis velhos, apontarei seus lápis antigos, e não se preocupe comigo...
Sobre estar só, eu sei.
-Monólogos com o Eu Lírico
Sinto pelo seu olhar
Aquele sentimento de fúria
Sinto pela sua presença
Aquela ignorância pura
Sinto em suas palavras
Certo desprezo, sem cura
Me diz, o que foi que eu fiz
Me diz no que foi que eu me tornei
Me diga, como eu faço pra passar...
Deus fez a mulher apaixonada
Para simplesmente ser amada.
Assim como a poesia quando lida
Serve para ensinar a amar,
Também não pode ser compreendida.
Apesar de tudo o que aconteceu entre nós e do nosso fim inevitável, eu queria lhe agredecer por ter me amado. Obrigada por me dar a mão quando eu me sentia sozinha, fazendo eu me sentir protegida, ou pelas vezes em que você me ouviu desabafar e secou minhas lágrimas. Foram tantos momentos bons e ruins, mas sempre um ao lado do outro, fazendo o possivel para tornar a nossa vida mais feliz. Sinto a sua falta aqui, mas sei que você está melhor agora e esse fato é o que me consola e me faz continuar a vida de cabeça erguida. Seu sorriso vai sempre estar presente em mim e em toda vez que eu encontrar a esperança nos olhos de alguém. Porque independente do tempo que vivemos juntos, as lembranças tem vida eterna quando as cuidamos e eu sempre me lembrarei de você, sempre cuidarei para que você permaneça sempre vivo em meus sonhos. Quando fico com saudades suas, coloco para tocar aquelas músicas que você gostava, aquelas que você me dedicava, e é tão incrível, hoje aquelas músicas fazem tão mais sentido, porque de certa forma, de uma meneira inexplicável te fazem presente, mesmo que de um jeito intocavel. Hoje o vento trouxe o seu perfume e me senti abraçada durante os segundos em que ele bagunçava meu cabelo, e foi a melhor coisa que aconteceu no meu dia. Não importam os anos e nem o caminho que vou tomar na minha vida, você nunca vai deixar de ser especial para mim.
O problema de gostar das pessoas é que elas não necessariamente gostam de volta. Por isso eu já não gosto adiantado.
Ainda bem
que não morri de todas as vezes que
quis morrer – que não saltei da ponte,
nem enchi os pulsos de sangue, nem
me deitei à linha, lá longe.
Ainda bem
que não atei a corda à viga do tecto, nem
comprei na farmácia, com receita fingida,
uma dose de sono eterno.
Ainda bem
que tive medo: das facas, das alturas, mas
sobretudo de não morrer completamente
e ficar para aí – ainda mais perdida do que
antes – a olhar sem ver.
Ainda bem
que o tecto foi sempre demasiado alto e
eu ridiculamente pequena para a morte.
Se tivesse morrido de uma dessas vezes,
não ouviria agora a tua voz a chamar-me,
enquanto escrevo este poema, que pode
não parecer – mas é – um poema de amor.
Oh, Lua!
Você está plena nesta noite.
Chamou-me a atenção, mesmo em meio a tanta confusão.
Me tirou o fôlego, fiquei sem ar.
Me fez suspirar!
O seu esplendor me tirou o sono, pois não paro de lembrar da mulher que eu amo.
You are like a fresh water jug and I a lost wanderer in the desert with the jug in hands can't take the forbidden water
Melhor do que presentes e uma fantástica ceia de Natal é estar com sua família, com as pessoas que você ama, não necessariamente em presença, mas vale estarem no seu coração...
Baseado em um autor desconhecido
Penso em você a todo instante. Você ainda vive em mim, isso é fato! Eu tento não lembrar dos momentos que nós dois vivemos, mas é inevitável. Quando me vejo, já estou revirando os pensamentos, a procura de lembranças que vivemos juntos.
