Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
O que salva o amor
L.Barbosa conta a história de uma ilha onde viviam os principais sentimentos do homem: Alegria, Tristeza, Vaidade, Sabedoria, e Amor. Um dia, a ilha começou a afundar no oceano; todos conseguiram alcançar seus barcos, menos o Amor.
Quando foi pedir a Riqueza que o salvasse, esta disse:
- “Não posso, estou carregada de jóias e ouro”.
Dirigiu-se ao barco da Vaidade, que respondeu:
- “Sinto muito, mas não quero sujar meu barco”.
O Amor correu para a Sabedoria, mas ela também recusou, dizendo:
- “Quero estar sozinha, estou refletindo sobre a tragédia, e mais tarde vou escrever um livro sobre isto”.
O Amor começou a se afogar. Quando estava quase morrendo, apareceu um barco – conduzido por um velho – que o terminou salvando.
- “Obrigado” – disse, assim que se refez do susto.
– “Mas quem é você”?
- “Sou o Tempo” – respondeu o velho. Só o Tempo é capaz de salvar o Amor.
Pior que o amor perdido
é o amor que não foi dado
e tudo o que não foi gasto
no tempo que era devido.
Despedida de nós
Hoje estamos partindo de nós
Não sabemos aonde o amor se perdeu
Tudo o que fizemos e sonhamos
Tanto amor e carinho
Deixamos pelo caminho
Hoje estamos nos despedindo
Com incertezas, dúvidas, saudade
Nos olhamos, mas os olhos
Marejados pela tristeza
Não conseguiram se encontrar
Não tivemos tempo para um abraço
Como no primeiro encontro
Não tivemos tempo para um sorriso
Como tantos que o tempo nos deu
O mesmo tempo que agora
Diz que nosso tempo acabou
Tempo!
Por que não parou naquele exato momento
Do carinho, paixão e alegria
Por que não parou naquele instante
Do beijo roubado, do carinho ousado
Do amor bem feito
Por que, tempo?
Tinha que ser desse jeito?
Resolveu parar logo agora
Na hora da dor
Da saudade
E da falta que faz
Um grande amor
Por quê?
AMOR E TEMPO
Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera !
São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas, que partem do centro para a circunferência, que quanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por isso os antigos sabiamente pintaram o amor menino; porque não há amor tão robusto que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza, o desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já não atira; embota-lhe as setas, com que já não fere; abre-lhe os olhos, com que vê o que não via; e faz-lhe crescer as asas, com que voa e foge. A razão natural de toda esta diferença é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-lhe os defeitos, enfastia-lhe o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor ?! O mesmo amar é causa de não amar e o ter amado muito, de amar menos.
O amor supera a distância e não se curva ao tempo. No entanto, a ausência da pessoa amada pode transformar em pedaços sonhos de amor que jamais serão reconstruídos...
Um dia a gente aprende que palavras não bastam; e que buscar reciprocidade onde sequer há amor, é perda de tempo. Um dia a gente entende que amar é voltar-se para si mesmo e abrir mão de si para que o outro se complete. Um dia a estação muda, o dia anoitece, os planos recuam e a gente compreende que é preciso muito mais do que três palavras para descrever o que se sente. É que um dia, moça, tudo passa. E inevitavelmente a gente aprende a abrir mão. Um dia a gente muda! De tanto tentar, a gente cansa. E então aprende, finalmente, que certas coisas simplesmente não valem mais o nosso esforço. Mas leva tempo, viu? Leva noites mal dormidas, leva dias, meses e anos... até que um dia finalmente a gente chega lá, ou simplesmente finge que chegou. Mas a gente dá um jeito, lembra? O importante é nunca desistir! Porque eu sei que um dia a gente se esquece, ou esquece o passado e se encontra de novo.
Não perca o tempo da sua juventude procurando amores para a vida inteira. Porque seu amor espera, sua vida não.
Oferta
Quem sabe
Se algum dia
Traria
O elevador
Até aqui
O teu amor
Ditirambo
Meu amor me ensinou a ser simples
Como um largo de igreja
Onde não há nem um sino
Nem um lápis
Nem uma sensualidade...
O Amor – Poesia futurista
A Dona Branca Clara
Tome-se duas dúzias de beijocas
Acrescente-se uma dose de manteiga do Desejo
Adicione-se três gramas de polvilho de Ciúme
Deite-se quatro colheres de açucar da Melancolia
Coloque-se dois ovos
Agite-se com o braço da Fatalidade
E dê de duas em duas horas marcadas
No relógio de um ponteiro só!
Só sabe quem tem. Só sente quem vive. Só ama quem suporta todas as dores. Amor de mãe é incondicional, único, verdadeiro, sem igual.
Os suicidas Romeu e Julieta são a maior expressão da ignorância sobre o amor e a felicidade. Iludidos que ficariam juntos eternamente, esqueceram-se que "no céu não se casam e nem se dão em casamento. Agora imaginem-se no inferno legalmente casados!!!
Deus não precisa de ocasiões especiais para nos surpreender e manifestar seu amor.
Nós nos acostumamos a esperar por grandes eventos ou datas significativas para que coisas maravilhosas aconteçam. Mas, na realidade, Deus não se limita a esses momentos. Ele age em todos os dias, em todas as situações.
Muitas vezes, são nos dias mais simples e corriqueiros que somos surpreendidos por bênçãos inesperadas. Um gesto de gentileza, um sorriso amigo, uma solução para um problema que parecia insolúvel. São nesses momentos que percebemos que Deus está presente em cada detalhe das nossas vidas.
É preciso estarmos preparados para esses de repentes divinos. Estarmos com o coração aberto, olhos atentos e mente receptiva. Pois, quando menos esperarmos, poderemos presenciar um milagre ou uma resposta às nossas orações.
Esteja sempre preparado para a chegada das bênçãos de Deus. Abra-se para as surpresas e os milagres que Ele reserva para você. Afinal, a vida é feita de momentos simples, mas que podem guardar o mais puro presente divino!
- Edna andrade
E talvez amadurecer signifique que você não precisa ser uma personagem seguindo um roteiro. É saber que você é a autora.
Sabe, acho que, quando você perde alguma coisa próxima, é como perder a si mesmo, É por isso que, no final, até escrever é difícil para ela. Ela quase não sabe como fazer. Porque quase não sabe mais quem ela é.
