Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
Eu gosto do nosso amor assim, sem filtro e sem ensaio. Gosto do jeito que a gente se entende no meio da bagunça, da nossa risada do nada na cozinha e de como o meu dia melhora só de saber que você tá por perto.
Tem gente que busca o amor em grandes fogos de artifício, mas eu encontrei o meu na paz, na luta, não é fácil, mas sei que você me traz, amor e esperança. É na segurança da sua mão na minha e na certeza de que, não importa o que aconteça lá fora, aqui dentro a gente se resolve.
Obrigado por ser meu lugar seguro e por fazer o comum virar especial. Te amar é a parte mais bonita e verdadeira da minha rotina.
DeBrunoParaCarla
Pequenas e grandes dificuldades não afetam um relacionamento. Se o amor é verdadeiro, o amor sempre será eterno!
Lua e Sol.
Mesmo vivendo assim, distantes,
escrevemos a nossa própria
história de amor. É como compor
uma canção para os anjos cantarem.
Inspirados pelos enamorados,
Somos aprendizes do amor
e dos seus doces mistérios.
Você sendo a lua enquanto
eu faço o papel do sol, seguimos o
nosso destino, na espera de um eclipse.
Viajarei muitos espaços para
você repousar graciosa em
meus braços, aumentando o desejo
de um prazer absoluto, mudando
por um minuto o nosso destino.
Você terá a companhia das estrelas,
Assim, não se sentirá sozinha. E então
poderei repousar-me em seu amor,
passando a ser vida o que hoje
é somente um lindo sonho.
Dessa vez o nosso encontro vai ser
diferente, pois o próprio criador do
Amor reconhece que o nosso
casamento não tem mais
Motivos para não ser infinito.
Uma vez conversando com Deus, eu lhe perguntei qual era o encanto para fazer o amor sugir, Ele então abraçou o meu coração, sussurrou em meus pensamentos dando-me inspiração para sonhar, curou as minhas feridas e livrou-me das minhas mágoas; no momento não entendi muito bem o porque que Ele fez isso comigo, mas tarde, em um sonho, Deus me mostrou que não existe encanto ou porção mágica pra fazer surgir o amor, que era preciso amar a si próprio, curar as feridas da alma e se livrar das mágoas existentes no coração, que o amor é igual uma borboleta e que quando bem cuidado um jadim, sempre vem as borboletas para lhe trazer novos sonhos.
Não há nada mais gostoso do que
um beijo inesperado, um amor declarado,
um poema inesperado, flores ganhadas no
portão, bilhetinhos de carinho, recadinhos
no celular...
Ainda ha quem gosta de romantismos,
palavras doces e juras de amor.
-------------------------Eliana Angel Wolf
"O amor é isso"
"O amor é aquilo"
Não
Não existe um padrão para o amor
O amor simplesmente não se discute, não se compara.
Apenas se sente, se doa, se transborda na alma
Gente de alma bonita, e um coração bondoso.
E que sempre deixa amor por onde passa.
Essas quero ter sempre perto.
A ARQUITETURA DO AFETO E A ASCENSÃO DO AMOR.
Marcelo Caetano Monteiro .
Há uma ordem íntima que rege as experiências humanas mais profundas. Não se trata de convenção social nem de mera construção psicológica passageira, mas de um encadeamento quase ontológico das disposições da alma. Criar afeto não é um gesto superficial. É um labor silencioso, progressivo, que começa no reconhecimento do outro como valor em si mesmo.
O afeto, em sua gênese, é cultivo. Não surge acabado. Desenvolve-se como quem prepara um terreno antigo, respeitando o ritmo da terra e a paciência das estações. Nesse processo, o ser não apenas oferece algo ao outro, mas reorganiza a si mesmo. Há uma transformação interior inevitável. Quem cria afeto, reforma-se.
Ser feliz, então, não é o ponto de partida. É consequência. A felicidade, quando autêntica, não nasce do desejo de possuí-la, mas do exercício constante de fazer o bem, de estabelecer vínculos sinceros, de sustentar uma presença que não exige, mas oferece. O afeto bem cultivado gera uma reciprocidade natural, não forçada, que devolve ao indivíduo uma sensação de plenitude serena.
Fazer feliz é ainda mais elevado. Porque exige descentralização. Exige que o eu deixe de ser o eixo absoluto. Nesse estágio, a criatura já compreende que a alegria do outro não é instrumento, mas finalidade. E ao promover essa alegria, paradoxalmente, encontra uma forma mais pura e estável de satisfação interior.
Somente após essa longa disciplina do sentir é que se pode falar em amor em sua culminância. Amor, aqui, não como emoção instável, mas como estado consolidado da consciência. Um estado em que o querer bem já não depende de circunstâncias, respostas ou garantias. É permanência. É decisão contínua. É síntese.
Invertê-la seria violentar a própria estrutura da experiência humana. Pretender alcançar o amor sem ter passado pelo afeto é desejar o fruto sem aceitar o tempo da árvore. É buscar o ápice sem compreender o caminho.
E é no respeito a essa ordem que a existência encontra sua forma mais elevada de sentido. Porque somente quem aprendeu a criar, a sustentar e a expandir o afeto, torna-se capaz de habitar o amor não como um instante, mas como uma condição duradoura da própria alma.
O DESERTO QUE BROTA NO PEITO.
Clamamos por amor nas longas estradas.
Entre sombras, esperas e jornadas.
Erguemos as mãos ao céu desmedido.
Perguntando por que o coração segue ferido.
Mas o amor que suplicamos em oração.
Talvez tenha partido de nossa própria mão.
Talvez tenha morrido na palavra negada.
Ou na ternura esquecida e nunca semeada.
Queremos jardins floridos ao amanhecer.
Sem lançar uma semente sequer.
Ansiamos pelo abrigo, pelo calor e pela luz.
Mas recusamos o peso da própria cruz.
Pedimos afeto às portas do destino.
Como quem exige água sem cavar o caminho.
Esperamos colheitas em vasta amplidão.
Onde jamais trabalhou nossa dedicação.
O coração humano é campo profundo.
Que fecunda ou devasta seu próprio mundo.
Quem distribui bondade em cada estação.
Constrói silenciosamente a própria habitação.
Nenhum rio alcança o mar de repente.
Nenhuma estrela resplandece ausente.
Toda grandeza nasce em discreta ação.
Todo amor regressa ao seu ponto de emissão.
Se a alma se fecha em rigor e frieza.
Receberá de volta a mesma aspereza.
Mas se espalha perfume pelas veredas da dor.
Encontrará flores onde antes havia dissabor.
Não é o universo que nos esquece.
Nem a providência que desfalece.
Muitas vezes a carência que nos consome.
É o eco do bem que jamais tomou nome.
Assim segue o homem pela vastidão.
Procurando fora a própria redenção.
Sem perceber que a fonte procurada.
Nasce da água que foi compartilhada.
Reflexão
Muitas vezes lamentamos a ausência do amor, sem notar que ele obedece à mesma lei das sementes. Ninguém colhe aquilo que nunca plantou. O afeto que oferecemos, a compreensão que distribuímos e a misericórdia que exercitamos tornam-se forças que retornam, cedo ou tarde, ao encontro de nossa própria existência. O amor que nos falta, não raro, é justamente aquele que ainda aguardava nascer através de nós.
" O amor, quando não disciplinado, consome; quando educado, redime; e quando espiritualizado, ilumina o próprio destino humano com uma grandeza que ultrapassa a própria existência material. "
