Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
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Deus, que eu morra no palco!
Não me coroem
De rosas infecundas a agonia!
A preguiça dificulta, a atividade tudo facilita.
A luxúria é como a avareza: aumenta a sua própria sede com a aquisição de tesouros.
A beleza não passa de uma maravilha que a natureza arma à razão.
Muita luz deslumbra a vista, muita ciência confunde o entendimento.
O mundo, que não é causador de nenhum bem, é cúmplice de muitas infelicidades; depois, quando vê eclodir o mal que ele maternalmente chocou, renega-o e vinga-se.
As repúblicas acabam pelo luxo; as monarquias, pela pobreza.
Os lugares de chefia fazem maiores os grandes homens, e mais pequenos os homens pequenos.
Apenas um homem de gênio ou um intriguista se atrevem a dizer: «Fiz mal». O interesse e o talento são os únicos conselheiros conscienciosos e lúcidos.
O interesse forma as amizades, o interesse dissolve-as.
Há opiniões que nascem e morrem como as folhas das árvores, outras, porém, que têm a duração dos mármores e do mundo.
O sonho da razão produz monstros.
O homem morre a primeira vez quando perde o entusiasmo.
Se fazes o bem para que te o agradeçam, negociante és, não benfeitor; cobiçoso, não caritativo.
Muitas pessoas se prezam de firmes e constantes que não são mais que teimosas e impertinentes.
A ponte é um pássaro
de certeiro vôo: sua sombra
perdura na lembrança.
O orgulho pode parecer algumas vezes nobre e respeitável, a vaidade é sempre vulgar e desprezível.
O medo é a arma dos fracos, como a bravura a dos fortes.
Os ignorantes exageram sempre mais que os inteligentes.
É próprio das grandes almas desprezar grandezas e almejar mais o médio do que o muito.
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