Amor Não Reconhecido

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"O amor mais forte não é o quê se sente com a alma, e sim o que se reconhece com todo o seu ser"

E quem diria amor que ao amanhecer
não nos reconheceriamos
nós que até como cegos
antes nos encontrávamos.

Reconheço que todo ser humano deve provar pelo menos uma das muitas partes que o amor tem. Só não prove as tristes, como eu.

Reconhecer que se precisa de atenção, amor, carinho não mostra minha fraqueza. Querer ser inabalável, o mais forte, achar que sou feliz sozinho, isto é ser fraco.

⁠A única verdade que quero é o amor, a única necessidade que tenho é ser gentil, não busco reconhecimento, busco um amor sinceros, não busco engrandecimento, busco apenas o silêncio de um olhar que me aceite como sou.

⁠Nunca se arrependa de ter transbordado amor por alguém, mesmo que essa pessoa não reconheça. Lembre-se que ela terá que conviver com a culpa de não ter sido capaz de te amar. Seja você !

⁠Sobre conhecer o grande amor da sua vida...

Eu a conheci, ela não me reconheceu...
Acenei com a mão, como quem diz: Eu cheguei! Ela entendeu que era adeus... e foi embora.

Que Deus não tire de mim esta expectativa de que o amor virá, de que me reconhecerá, me arrebatará...Que Deus não tire de mim esta vontade de ser amada, como há muito não sou! Que Deus me traga o amor antes que meu coração endureça, e a solidão me convença, que o meu tempo pro amor...passou!

O oposto do amor não é o ódio, é a indiferença. O ódio ainda reconhece a existência do outro; a indiferença é o verdadeiro cemitério dos afetos.

O amor verdadeiro não prende nem exige, ele reconhece e respeita a liberdade do outro.

“O adulto não se percebe buscando um pai, ele acredita estar em busca de amor, reconhecimento, segurança, sentido ou direção. Por trás dessas buscas legítimas, porém, opera a tentativa silenciosa de preencher uma função estrutural não integrada na infância. Relações e experiências passam a ser avaliadas a partir dessa referência ausente.”

- Trecho do livro Quando o pai falta: a ferida da ausência paterna e o caminho de maturidade da alma

“O amor de Cristo não aprisiona a alma ao medo; ele amplia a visão para que o humano reconheça sua própria luz.”
Do livro Jesus à Luz das Estrelas, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

Amor próprio não é egoísmo, não é orgulho, não é se colocar acima dos outros, é se reconhecer inteiro, com falhas e acertos, é se olhar no espelho e aceitar cada pedaço de si mesmo, é cuidar da própria mente, do corpo, das emoções, é dizer não quando precisa, é valorizar o que sente, é proteger sua paz, é se permitir crescer sem depender da aprovação de ninguém, é se perdoar pelas vezes que caiu e se levantar mais forte, é escolher diariamente a si mesmo,

investir em sonhos, se cercar de pessoas que acrescentam, se libertar de quem mina sua energia, é celebrar suas conquistas, pequenas ou grandes, é ter coragem de ser quem você é de verdade e se orgulhar disso, porque enquanto houver vida, há chance de se amar de verdade, e o amor que nasce dentro de você se torna a base de tudo o que constrói e vive.

Aprendi a Ir Embora


Eu não parti por falta de amor.
Parti porque o teu já não me reconhecia.


Vi nos teus olhos
o aviso que nunca disseste.
E mesmo assim fiquei,
tentando aquecer um peito
que já não era casa.


Engoli o orgulho,
chamei de fase
a tua frieza,
dei descanso ao teu desprezo
e amor
à tua ausência.


Mas há um momento
em que um homem entende:
não se implora por lugar
no coração de ninguém.


Quando o amor vira pena,
o silêncio vira sentença.
E eu recusei viver
como peso,
como hábito,
como sobra.


Soltei a tua mão
antes que a minha dignidade
morresse primeiro.


Se um dia a minha falta te visitar,
não me procures.
Estou nas escolhas que fizeste
quando não fui opção.


Estou nos abraços que recusaste,
nas palavras que engoliste,
nas vezes em que me perdeste
sem perceber.


Eu te amei
com verdade,
com coragem,
como homem.


Agora sigo.
De cabeça erguida.
Coração ferido,
mas inteiro.


Porque amor não se mendiga.
E eu aprendi
a ir embora.


Hassamo Abdurrahimo

O amor não dói por ser intenso, dói porque revela o quanto somos dependentes do reconhecimento do outro.

Amor


Há quanto tempo me desejo, mas tinha medo do desejo porque não me reconhecia. A solidão é quando estamos perdidos de nós mesmos. Compreendo o mundo, é como uma garrafa que jogamos no oceano, é a esperança de encontrar maior riqueza além de nós, naquilo que não viveríamos se não soubéssemos usar o desejo.

Hoje compreendi que o amor-próprio não é colocar-se acima dos outros, mas finalmente reconhecer que também existimos para além das expectativas que depositam sobre nós.


Na psicanálise, aprendemos que nem todo sofrimento que o outro sente nos pertence e que não somos responsáveis por preencher todas as faltas alheias. Existe uma diferença profunda entre cuidar de alguém e tornar-se responsável pelaquilo que essa pessoa espera de nós. Muitas vezes, aquilo que chamamos de culpa nasce justamente quando começamos a estabelecer limites.


Há pessoas que só conseguem lembrar do momento em que você não esteve presente para elas, mas raramente perguntam o que estava acontecendo dentro de você naquele instante. É mais fácil transformar o outro em culpado do que confrontar a própria falta, a própria fragilidade e aquilo que não se pode exigir de ninguém.


A filosofia também nos ensina que não controlamos a interpretação que os outros fazem de nossas escolhas. Podemos agir com consciência, respeito e honestidade, mas jamais teremos domínio sobre a narrativa que alguém construirá a nosso respeito.


Talvez amadurecer seja justamente compreender isso: nem todo abandono foi abandono; às vezes foi limite. Nem todo afastamento foi falta de amor; às vezes foi uma tentativa de preservar aquilo que ainda restava de nós.


Existe um momento em que precisamos deixar de viver tentando provar que somos bons para aqueles que já decidiram nos interpretar como culpados.


Amar o outro não deveria exigir o abandono de si.


E talvez o verdadeiro amor-próprio comece quando conseguimos dizer, sem ódio e sem necessidade de vingança:


**“Eu reconheço a sua dor, mas ela não me torna responsável por tudo aquilo que você sente. E também tenho o direito de cuidar de mim.”**

Talvez não precisemos compreender todo o amor para reconhecê-lo. Há mistérios que não cabem em palavras, mas se revelam naquilo que despertam em nós. O amor pode ser assim: maior que nossas definições, mas perceptível quando se manifesta.

"Não espere perder para valorizar. Amor não reconhecido em tempo vira dor que não passa."

Talvez não precisemos compreender todo o amor para reconhecê-lo. Há mistérios que não cabem em palavras, mas se revelam quando são vividos.