Amor Inocente
Não era amor, era melhor.
Nota: Trecho de crônica de Martha Medeiros.
Meu amor! Meu anjo! Bom dia, meu trem lindo, movido a vapor de pétalas florais,
Tu és a única linha que eu sigo,
Embarquei e nem importei com o que deixei pra trás.
Não sei nem mesmo para onde vais,
só quero continuar avistando paisagens belas e depois ser o homem capaz,
Da cabine principal, tornar-me teu maquinista, para que não pares jamais.
E até que chegue o meu fim,
Que tu se mantenhas forte e bastecida,
Exale, acima de mim, todo aquele frescor de vapor, flores de jasmim.
O único amor consequente, fiel, compreensivo, que tudo perdoa, que nunca nos defrauda e nos acompanha até a morte é o amor-próprio.
Porque eu sou amor, e ainda que não seja o seu, essa é a minha essência ! E você não deve acreditar muito nessa ideia, pelas tantas vezes que eu quase fui, mas um dia eu vou.. sempre foi assim ! Mas deixa eu te contar um segredo: se eu for, eu não volto.
O amor nos enfraquece, enquanto a bebida nos fortalece. Os amigos...nos levantam quando estas coisas nos derrubam no chão
de tudo que tenho, o mais importante, sem dúvida, é o teu amor
e pensar numa explicação...
pensar numa forma de te fazer entender seria impossível...
sou um tanto ruim no falar...
prefiro te escrever, pra tentar descrever o que sinto...
não quero fazer rima, nem poema...
quero que entenda, só entenda...
rimas fiz.. poemas tbm...
tá tudo dentro de mim
guardado, como quase o mundo todo...
mas pra ter uma idéia, pensa na maior alegria..
pensa no sorriso mais gostoso..
pensa na paz
pensa nos carinhos intermináveis..
pensa no sonho encantado e no castelo encantado também
sabe o céu de verão? cheio de estrelas? então...
e o mar??? então...
o além mundo... é tudo!
te amo assim.. de dentro e de fora, de certo e errado.. amo a porção toda, inteira
cada cantinho, cada gestinho, cada beijinho, cada defeitinho, cada reina, cada palavra, cada movimento
cada olhar, cada cara de descontentamento, cada cara feia, cada brabeza
te amo como sei lá o que, como...
só amo..
amo como quem quer cuidar e zelar..
proteger.. adorar.. tratar bem
não tenho uma forma..
um nome..
um significado q explique..
amo!
e só..
O amor entre duas pessoas é como a construção de um templo...
Demorado, difícil, tijolo a tijolo, mas, quando fica pronto, o primeiro morador é Deus. Pensem nisso e vejam se não vale a pena!
Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de amor, de ciúme e de tantos outros contraditórios.
Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível. Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa. Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada. Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos no que realmente importa.
Falar no que realmente importa é considerado uma gafe.
O Amor simplesmente acontece você não escolhe a quem amar, deve ser por isso que existe essa história de cúpido pra justificar o erro de amar quem não merece.
Aprendi, que não importa quão tamanho seja seu amor pelas pessoas,
talvez elas nunca poderão sentir o que guardas no coração;
Aprendi que amar é se doar sem esperar absolutamente nada do outro, saber perdoar.
Aprender que as pessoas são humanas, passíveis ao erro, à emoção, ao momento.
Cobrar das pessoas que te amem não é o melhor caminho,
caminhe no sentido do coração delas,
a estrada é longa, mas a recompensa é divina.
Conquiste, não se subestime!
Não dê tudo de si, pois certamente aparentará ser uma pessoa frágil, doentia e possessiva.
Viva os momentos,
guarde-os no coração, mas liberte-se...
Não ame pra viver, viva para amar!
No fim tudo vai dar certo.
Seja como for.
Ainda mais se for por amor.
Se reinvente.
Faça o bem.
Pois ajudar faz bem.
Sem querer em troca nenhum vintém.
Ser feliz para hoje é o que há.
Não aceite menos, não se deixe levar.
Corra atras, queira sempre mais.
Procure o amor, ganhe a paz.
Seja forte, seja esperto.
E como eu disse no começo.
No fim tudo vai dar certo.
O amor é um beijo, dois beijos, três beijos, quatro beijos, cinco beijos... cinco beijos, quatro beijos, três beijos, dois beijos, um beijo... e fim, e pronto. Ninguém morre de amor nos trópicos.
Bom dia!
Com fé.
Com coragem.
Com bondade.
Com esperança.
Com sorriso.
Com amor ao próximo.
Bom dia!
Com gratidão.
Com felicidade.
Com paixão.
Com cumplicidade.
Com honestidade.
Com criancice.
Bom dia!
Com valentia.
Com humanidade.
Com caridade.
Com determinação
Com trabalho.
Com gentileza
Bom dia para toda nação
Mas sempre.....
Com Deus no coração!
O Fim Silencioso do Amor
O amor não termina com gritos ou despedidas dramáticas. Ele se desfaz no silêncio, nos gestos repetidos que já não emocionam. Acaba quando você percebe que o outro se tornou um roteiro previsível, um ciclo exaustivo onde cada ação já tem um desfecho conhecido.
Você sabe quando ele vai se calar, em qual ponto irá fugir, mergulhando no vácuo de silêncio para, mais tarde, retornar como se nada tivesse acontecido. E é nesse padrão que a esperança morre, sufocada pela certeza de que nada vai mudar.
Então começa o processo mais cruel: sentir falta de si mesma. Lembrar que já foi mais feliz, que seu coração já bateu forte por motivos simples. Agora, a presença que deveria ser companhia se tornou peso, roubando seu tempo e sua essência.
Você se vê sugada por uma monotonia que apaga o encanto das palavras e silencia o diálogo. O ânimo escapa, e o amor, antes vibrante, agora se dissolve em indiferença.
Talvez o amor acabe assim: não com um ato final, mas com a ausência de surpresa, quando você entende que a vida é curta demais para amar apenas por hábito.
Quando o Amor Silencia
O amor não grita quando se vai,
desvanece em passos sutis,
se esconde na rotina que dói,
nos gestos que já não são gentis.
É o toque que não arrepia,
o olhar que desvia ao passar,
palavras que caem vazias,
silêncios que vêm pra ficar.
Previsíveis são os caminhos,
sempre iguais, sem emoção,
corações viram vizinhos
num mesmo corpo em solidão.
Então, sinto falta de mim,
da alegria que já foi morada,
do brilho que chegou ao fim,
dessa presença cansada.
Prefiro partir e me encontrar,
ser leve, ser meu próprio sol,
pois o amor que faz morar
não vive preso em lençol.
