Amor Impossivel Martha Medeiros
Essa palavra vem dançando, sussurrando, invadindo e me perturbando. Os sinais vem flutuando, voando e mostrando detalhes que as palavras não conseguem fornecer. Palavras e sinais um vício com formulas de persuasão.
Talvez a vida nos ensine a sermos sentimentalmente mais maduros. Enquanto isso brincamos com as nossas crianças internas sussurrando ao pé do ouvido "sou feliz com você"
Uma coisa nessa vida você tem que aprender, sou adicto a você, e esse vício doentio por seu beijo e sua pele não é uma perdição é sim uma satisfação.
Não queríamos nada, os objetivos foram esquecidos, os sorrisos valiam mais, estávamos indispostos a qualquer cansaço ou aborrecimento, não éramos completamente felizes. Queríamos apenas que o tempo se calasse e a brisa de fim de tarde invadisse nossas almas risonhas.
Eu quero escutar essa música, sentir todas as vibrações e me deixar ser conduzido por ela. Quero ser levado, não vou voltar as lembranças que só machucam. Sou amigo dos meus pesadelos.
E foi justamente ali, quando nós tínhamos desistido de acreditar na bondade das pessoas, que coincidentemente (ou não) nos encontramos, nos curamos, nos fizemos completos para complementar um ao outro. Quando o caminho parecia árduo e longo, a cia recíproca o tornou uma caminhada agradável. E naquele momento que nossos olhares se encontraram os problemas foram partidos ao meio e as alegrias mutiplicadas por dois. Que nossos olhares sempre se encontrem e que eu continue a ser seu porto e vc o meu. Te amo!
Poesia: Criança
Te ver sofrendo...
Dor que invade...aos poucos...
Dor que remoê...que destrói...
É uma criança...
É um corpo...uma alma... descuidada.
Desamparada...aniquilada...estraçalhada.
Mãe posso volta para casa, você vai me receber?
Você vai me acolher?
Eu só preciso do seu sim...
O sim amigo.
E ela... a droga não me acolhe mais...
Quero me despedir dela sorrindo.
Deitada em seus braços mãe.
Ajoelhada a sua frente...
Desde de que seu amor seja presente.
E suas mãos que são tão suaves, me acalentem...
Ela me leva aos poucos...
Conheço o amor indolente.
Amo todos que vejo pela frente...
O amor, amor mesmo... não é presente.
O coração não sente...
Ela me obriga...
A ser o ser excluído.
Não era o que eu queria...
Eu só preciso do seu sim...
O sim amigo.
E ela... a droga não me acolhe mais...
Quero me despedir dela sorrindo.
Me sinto fraca mãe...
Indefesa, indecisa, indecidida.
Perdoe mãe o meu eu...o meu templo...
Eu ainda estou pulsante...viva...
Diga me sim...
Mãe! mãe. mãe...mãe ?
Mãe... onde estão o meus lindos dentes?
Mãe ???
Pai.
Percebemos a grande amizade quando suas dores passam a ser dela também. A amizade então torna-se irmandade...
