Amor entre Pessoas que Nunca se Viram
Não que teus lábios esteja entre minhas intenções...
Mas não está entre as primeiras intenções...
Está apenas entre as segundas...
E entre as melhores.
Eu te dedico as minhas linhas. Eu te escrevo nas entrelinhas. Entre-tortas. Entre-minhas. Eu te sinto entre o suspiro e a pausa de um texto. Entre as reticências. A exclamação. No meio da frase. No início de um escrito. Entre o início e o meio. Entre saudades e afeto. É lá que você fica. É de lá que você me envia uma infinidade de coisas. De sentires. De gostares. De estares. De seres. Deve ser por isso que eu nunca te escrevo no fim.
Fiz da minha mente o palco, das minhas idéias o cenário e do meu passado a platéia. E eu? Fico entre o palco, o cenário e a platéia me divertindo!
Só quero você entre todas as mulheres do planeta.
És especial para mim.
És o outro lado da minha vida.
Boa noite, Senhor Deus! Te encontro amanha, revestido de sol, escondido no abraço de um amigo, entregue no sorriso de um irmão e totalmente revelado nas mãos estendidas aquele que está disposto a levantar!
Entre o mar e as montanhas verdejantes, florescido de acácia e manacás e enfeitado de lagos ondulantes, surge o vale ideal de Maricá.
Que de históricos quadros a cidade se adereça, qual noiva para o altar, levando o branco véu desta saudade que a lembrança dos anos faz chorar. E a lágrima sentida do passado se alia ao riso franco de poder, olhar o seu futuro assegurado na alegria e na glória de crescer.
A terra dadivosa o pão custeia e o subsolo rico em minerais que em áureos veios torna a fulva areia que o sol e a lua irisam os cristais.
O legado imortal de ilustres filhos honra as letras e história do Brasil de cujos feitos segue-lhes os trilhos
o nosso povo ardente e varonil. Bendita sejas tu! Terra querida... Na senda em que o destino traçará para nossa vida, Oh! risonha e formosa Maricá!...
E entre as pedras do meu caminho, encontrei o seu coração. Quem foi que disse que a vida é feita só de tropeços? A alegria nos aguarda em nossa jornada. Ela não tem dia, nem hora marcada para acontecer. Então caminhe e quando você menos esperar, ela te encontra.
O silêncio entre dois suspiros
A vida é um corredor estreito, mal iluminado, onde portas se abrem para quartos que nunca escolhemos entrar.
O primeiro passo nos é imposto e o último não nos pertence. Entre um e outro, arrastamo-nos sobre um chão que muda de forma e de temperatura, como se o mundo conspirasse para nos lembrar que o controle é ilusão.
Não há mapa, apenas o instinto de continuar andando, mesmo quando o ar pesa e o coração lateja como se tentasse escapar do corpo.
O tempo nos esculpe sem delicadeza, arranca partes de nós sem aviso e, em troca, deixa cicatrizes que aprendemos a chamar de experiência.
O amor, quando chega, é lâmina e é cura. Pode nos erguer acima de qualquer miséria ou afundar-nos mais do que qualquer abismo.
As pessoas que cruzam nosso caminho são sombras em movimento: algumas se misturam à nossa, outras nos arrancam pedaços, e raras são aquelas que permanecem.
E mesmo essas, um dia, serão levadas.
A vida não é justa nem cruel. Ela é indiferente.
Não se importa se estamos de joelhos ou em pé, se sorrimos ou choramos, se imploramos ou amaldiçoamos o céu.
Os dias seguem, um após o outro, como soldados obedientes a um comandante invisível.
Há momentos em que a luz fere mais do que o escuro, em que o silêncio grita mais do que qualquer multidão.
É nesses momentos que percebemos que não somos heróis da nossa própria história — apenas sobreviventes.
O destino não é escrito nas estrelas, mas na poeira que se acumula sobre nossos ombros.
Arrastamos conosco o peso dos erros que não podem ser desfeitos, o eco das palavras que não conseguimos dizer, o vazio deixado por tudo o que não tivemos força para segurar.
O tempo não perdoa, apenas apaga.
E um dia, quando o corpo já não responder, nem mesmo o medo importará.
Tudo se dissolverá na mesma escuridão de onde viemos.
Florescer, menina
Era uma vez uma menina de passos leves, que andava entre as flores e sonhos, onde cada instante se abria como um botão.
Rosas tímidas, jasmins curiosos e uma cerejeira que aguarda o tempo certo.
Entre dias de chuvas e sombras, aprendeu a valorizar os raios de sol e aguardar o retorno da primavera.
Ao perceber que a beleza das flores não vive na duração, mas no instante que floresce e parte, compreendeu que a vida também é uma chuva breve e delicada de momentos, ao vento, a se contemplar.
No instante que o dia finda, o perfume no ar é a prova que a beleza tem sua hora e um futuro mais luminoso e abundante há de chegar.
No olhar dessa menina, sementes de sonhos aguardam a luz certa para brotar e nos pequenos gestos cultiva valores e afetos que irrigam seu jardim interior.
Florescer não é apenas abrir pétalas, é ato de coragem e entrega completa.
É saber dançar quando o vento sopra forte, e não temer as tempestades, pois raízes firmes sustentam o que é mais profundo.
Um dia, ao acordar e se olhar no espelho, verás que teu jardim sempre esteve dentro se si e que suas raízes levantaram grandes destinos e moradas.
E, a partir desse momento seus passos serão pétalas pelo caminho,
para que outras meninas
saibam que a primavera verdadeira
mora dentro delas.
Entre Sonho e Maré — Peixes
És rio que corre para todos os mares,
Alma aberta a cada horizonte.
Teu coração é bússola de sentimentos,
E tua empatia, remédio que cura feridas invisíveis.
Sabes ver beleza no que outros ignoram,
Transformar dor em poesia,
E abraçar até o que não é teu,
Porque teu amor não conhece fronteiras.
Mas… oh, Peixes, no mesmo oceano que te eleva,
Também te perdes nas profundezas.
Tua sensibilidade, que ilumina,
Pode virar neblina que te cega.
A fuga te chama com doces cantos,
E às vezes, tu corres antes da onda bater.
Teu idealismo é farol e ilusão,
E tua entrega, salvação ou naufrágio.
És água que molda e se molda,
Sonho que dança na superfície e no fundo.
Virtude e defeito, tão líquidos e inseparáveis,
No eterno fluxo de ser Peixes.
A 8 minutos/luz está a estrela que entre milhões da nossa galáxia ilumina diretamente a Terra durante o dia e é responsável pelo brilho da Lua durante a noite. Sem o Sol, a vida como a conhecemos não existiria aqui na Terra.
A reflexão sobre a relação entre a humanidade e Deus revela uma realidade preocupante: muitos parecem desconectados do verdadeiro sentido do amor divino e do compromisso espiritual. Na correria do dia a dia, o estresse e a ansiedade dominam, a paciência se esvai, e a serenidade dá lugar à nervosidade constante. Esse comportamento aponta para um distanciamento não só de Deus, mas também da paz interior que Ele oferece. Amar a Deus, afinal, é mais que um gesto religioso; é um estado de entrega e confiança que transforma o coração e a mente. Quando essa conexão se perde, as pessoas ficam vulneráveis a sentimentos negativos, pois a fonte de conforto e equilíbrio fica esquecida. O desconhecimento do amor de Deus e da profundidade desse vínculo espiritual cria um vazio que nem sempre é plenamente reconhecido, mas que se manifesta no caos emocional coletivo. Para restaurar essa ligação, é importante que cada um busque momentos de reflexão, silêncio e contemplação. Redescobrir Deus na simplicidade cotidiana e abrir espaço para a presença divina nas escolhas e atitudes pode aliviar a ansiedade e renovar o compromisso com valores que elevam o espírito. O caminho para o amor de Deus passa pela compreensão sincera, pela paciência consigo mesmo e pelos outros, e pela prática do respeito e da compaixão. Assim, longe de ser um conceito distante ou abstrato, o amor a Deus pode se tornar um guia prático para uma vida mais tranquila, harmoniosa e cheia de significado. Retomar essa conexão pode ser o primeiro passo para que a humanidade reencontre o equilíbrio e a serenidade que tanto necessita de Deus.
