Amor entre Pessoas que Nunca se Viram
Os políticos do mundo inteiro não sabem a diferença entre comprar a briga de um ideal e vender sua alma, se soubessem, jamais teriam entrado pra política
Somos infinitos, e nessa jornada corpórea o nascer e o morrer é apenas o intervalo entre o anoitecer e o por do sol
A lei do retorno é o acerto de contas com o bem ou com o mal, prevalece aquele que escapou por entre as frestas do seu coração
Diante de tanta incredulidade entre semelhantes, recorro a paciência de pequenos que venceram gigantes
Perseverar na vida por entre lágrimas é um dom daqueles que fazem por merecer um grandioso sorriso e um acalanto na alma
A verdadeira maldade que assombra o mundo não é aquela dita por entre escombros e rudes palavras, mas com edifícios bem construídos, doces olhares e falsos sorrisos
Só poderá caminhar por entre as pedras aquele que tiver a coragem de pisar firme com a brandura dos seus pés descalços
Por entre becos e ruas sem saída sempre existirão janelas com a chama ardente reluzindo o clarão do alvorecer
Pai é mais do que ser sábio e nadar contra a corrente, é ser o Divino e herói ao andar por entre a gente
Ao sorrir mostra-me o caminho das estrelas, que estão escondidas por entre as nuvens de um céu inteiramente nublado
Creio que entre o riso e o choro há uma discreta melancolia, que nos permite sempre louvar a Deus derramando lágrimas ao cantar sorrindo
A canção do sofrimento é verter lágrimas por entre rios, mas mesmo assim, procurar escutar dos pássaros os assobios pro descanso dos meus lamentos
"Qual a diferença entre uma pessoa 'burra' e uma pessoa 'inteligente'? A garantia que a inteligente não seria enganada nunca?
Não.
A diferença se estabelece na certeza de que a 'inteligente' pode até ser enganada,
mas ela será feita de palhaça por bem, bem menos tempo..."
"Há uma diferença grande entre educação e gentileza. EDUCAÇÃO pode ser adquirida, treinada, forjada pelas conveniências sociais. GENTILEZA é inerente do ser, pode surgir em qualquer situação. Não tem vínculos com razão, classe, gênero, idade... Um ser humano realmente gentil, dá voz ao sentimento que brota da ALMA."
Condutas e gestos, revelam mais do que uma infinidade de locuções. Nas entre linhas das concepções, as ações de verdade, amor, apreço, equidade, lealdade e zelo tem proporção infinitamente maior e notável do que os ornamentados discursos carregados de falsa moralidade.
Lembremos que a todo momento seremos identificados quando os resultados das lindas palavras não coincidem com os resultados das lindas e indispensáveis ações.
O envelhecer e o medo de ser esquecido
Há uma diferença sutil, mas decisiva, entre durar no tempo e permanecer na memória. A
longevidade, por si só, não garante continuidade simbólica; ela apenas estende a
existência biológica. O que persiste depois não é o tempo vivido, mas o quanto esse tempo
foi distribuído entre outros.
Uma vida longa, quando centrada apenas em si, tende a produzir um efeito paradoxal:
acumula anos, mas não necessariamente significado compartilhado. Ao longo do tempo,
ocorre um declínio natural das redes sociais — amigos se afastam, gerações se renovam,
contextos mudam. Se não há um movimento contínuo de dedicação ao outro, de
construção de vínculos e participação na vida alheia, essa rede não se renova. Ela se
contrai.
A memória, nesse sentido, não é um atributo individual. Ela é um fenômeno distribuído.
Sobrevive na medida em que é sustentada por múltiplos pontos — pessoas que lembram,
contam, reinterpretam. Quando alguém vive predominantemente para si, reduz o número
desses pontos. E quando a longevidade se combina com essa baixa capilaridade social, o
resultado é uma presença que se apaga rapidamente após o fim.
Há ainda um outro fator: o tempo prolongado expõe o indivíduo a possíveis controvérsias
tardias, mudanças de percepção, revisões de imagem. Diferente de uma trajetória
interrompida ou intensamente compartilhada, a vida longa pode diluir narrativas,
fragmentar significados, ou mesmo enfraquecer a coesão daquilo que seria lembrado.
Em contraste, dedicar-se ao outro funciona como um mecanismo de propagação. Cada
relação construída é um vetor de memória futura. Cada impacto na vida alheia é uma
extensão indireta da própria existência. Assim, o que define a permanência não é quanto
tempo se vive, mas quantas vidas foram tocadas — e com que intensidade.
No limite, a longevidade sem vínculo tende ao silêncio. Já a vida compartilhada, mesmo
que mais curta ou discreta, encontra formas de continuar ecoando
