Amor entre Pessoas que Nunca se Viram
Entre doses de fragilidades
e surtos de desânimos,
encontramos, na criatividade,
a liberdade e o alívio que precisamos.
De um querer semelhante às águas
de um Rio
que seguem determinadas serpenteando entre as pedras
e outros obstáculos que possam aparecer,
ele não abandona seu propósito,
segue seu fluxo num intenso viver.
Dádiva valorosa poder observar por alguns instantes, a arte grandiosa que aparece entre as nuvens, quando o sol na sua despedida, faz lindas gravuras temporárias, expressivas, calorosas, detalhes que deslumbram, que inspiram, que transformam, dessarte, uma gentileza divina, que a cada fim de tarde, se renova.
Lampejo discreto entre as nuvens de cor intensa, fragmento de uma grande exposição celeste, sapiência divina, arte resplandecente, sutileza profundamente expressiva, austeridade evidente, tranquilidade genuína, atraente, destarte, paisagem que muito inspira inevitavelmente.
Certa vez, ao observar uma linda mulher
que estava entre rosas vermelhas,
pude perceber que estas estavam em harmonia
com a intensidade da sua essência
tornando aquele dia atípico bastante especial
tanto que eu parecia estar
na frente de uma obra da renascença
num momento breve e surreal.
Entre estas belas flores,
a tua beleza se destaca
com a intensidade das tuas cores
com a essência da tua alma,
percebo a vivacidade de cada detalhe,
a expressividade do teu belo rosto,
o contorno dos teus lábios carnudos
o fulgor dos teus olhos
e os teus lindos cabelos,
juntos formando uma imagem
estonteante e repleta de vida,
tudo bem diante dos meus olhos,
uma genuína obra renascentista.
Há um momento raro
entre uma história vivida
e uma lida história,
páginas e fases, fatos e folhas.
Uma relação de Livro e leitor ou leitora que resulta numa troca preciosa
de vivências e leituras.
Mesmo entre paredes rebocadas,
uma mulher linda e intensamente sedutora pode se destacar bastante expressiva como uma arte abstrata que muitas vezes é mal compreendida que poucos sabem apreciá-la de verdade e dar o valor que lhe é devido, pois não conseguem compreender que a sua intensidade não é algo que praa ser decifrado e sim sentido.
Sua natureza é inspiradora e muito determinada, pois entre as pedras que surgiram no seu caminhar, graças a Deus, pôde florescer, portanto, mesmo estando no início da sua jornada, tem muito a ensinar, mas também está ciente que ainda tem muito a aprender, sendo assim, a sua presença se faz necessária, já que, mesmo imperfeita, é capaz de enriquecer qualquer ambiente que saiba verdadeiramente valorizá-la, percebendo a sua falta quando não está presente e que sua vida é uma benção que precisa ser cativada constantemente.
Há uma preciosidade
entre sorrisos correspondidos
durante uma momento agradável,
usufruído com reciprocidade,
certamente, memorável
pra um viver genuíno
alimentado com simplicidade.
Sinto uma vontade de ficar perdido entre os teus cachos,
sentir a maciez do teu lindo rosto
e passear pelos os teus lábios abundantes,
pois deixas os meus olhos deleitados
tanto que ficam sem piscar
por alguns instantes,
no teu âmago há um vigor notável,
então, fica claro que
és uma mulher fascinante.
L iberta muitas vezes da monotonia,
faz a I maginação trabalhar
com V emência entre euforia e agonia,
suas tramas e R eferências
são diversas e conseguem provocar, algumas histórias são tão O rgânicas que podem nos tirar da realidade
por alguns instantes,
portanto, estes e outros atributos admiráveis e vívidos
justificam com propriedade
a essencialidade de um livro.
Do encontro entre o dia e a noite,
uma arte celeste é revelada
com cores fascinantes,
assim, traz um bálsamo para alma
e deixa os olhos exultantes.
Agora, o peito se faz de surdo
e a razão emudece,
um consenso absurdo entre os dois,
até parece que são unidos,
entretanto, pior é ficar no meio
do fogo cruzado
quando estão em constante conflito.
Há momentos que o meu íntimo é o cenário de um persistente conflito entre dois entes contrários
que, até agora, não conseguiram entrar num acordo definitivo,
no máximo, alguns instantes de trégua, um deles prefere o isolamento à interação,
gosta de desfrutar a companhia da sua solitude,
uma sensação pessoal de euforia
sem aquela necessidade de relações pessoais e interpessoais,
disso nem pensa em abrir mão,
não se importa se o tempo está passando,
já o outro entende que é necessário interagir com outras pessoas,
apreciar outras companhias,
não lhe basta apenas o seu amor próprio,
sente o receio de ficar na solidão
e tem consciência de que não faz bem ficar isolado e de que a vida não espera,
pois o viver nesta terra é temporário.
Infelizmente, é provável que ainda fiquem quase sempre ou, pelo menos,
muitas vezes em pé de guerra,
mesmo assim, espero que a paz
seja cada vez mais frequente
nesta situação tão complexa.
Hoje, por entre as nuvens,
vi um brilho celeste
daqueles que não se intimidam, continuam destacando-se, estonteantes, vívidos,
inegáveis obras-primas
com um ar apaixonante
que dilatam as pupilas
dos que estão atentos
para as coisas simples da vida.
Já imaginou como seria se houvesse um confronto entre o presente e o passado?
o entusiasmo da infância
contra o cansaço da vida adulta,
a criança ficaria decepcionada,
nem sonhava que chegaria a este ponto, que cobranças e desânimos
seriam mais frequentes,
enquanto que o adulto seria surpreendido,
nem lembrava que ela havia existido um dia,
que viver não era mais tão divertido como antes,
ambos num primeiro momento
não saberiam explicar como aquilo estava acontecendo, a razão de estarem se confrontando,
entretanto, chegariam num acordo
diante da seguinte conclusão
de que um é o reflexo do outro,
de que a vida não é feita
apenas de diversão, mas que esta
não deve deixar de existir
para que viver não seja algo em vão
e que assim, os dois possam coexistir
enfrentado juntos cada situação.
A batalha da coerência entre palavra e ato, é um extenso parágrafo em todos os capítulos da história de qualquer ser humano.
Entre o discurso de compaixão e a ação, existe um precipício que somente frágeis plumas sopradas pelo Vento podem transpor.
Existe uma trajetória cheia de degraus entre a Ignorância e o Conhecimento. Sendo a Ignorância o mais cômodo dos lugares e o Achar que Sabe o mais perigoso dos degraus.
