Amor entre Pessoas que Nunca se Viram
Às vezes, a noite chega como um suspiro de despedida e um convite ao recomeço. Entre o fim e o início, há um instante de silêncio onde cabem todas as reflexões, os acertos e os erros, os sonhos que resistiram e os que precisam ser reinventados. Que esse momento nos ensine a aceitar o que passou e a abraçar o que vem, com a leveza de quem sabe que cada novo dia é uma nova chance de ser, sentir e transformar.
Edelzia Oliveira
Moça de Olhos Castanhos
Seleciosa, entre sombras e luz,
carrega um brilho que a vida traduz.
No fundo do olhar, um tom de vazio,
mas dentro do peito, um fogo macio.
A disciplina é a ponte entre o desejo e a conquista. Enquanto a preguiça torna o caminho cheio de espinhos e frustrações, a perseverança abre portas e transforma desafios em aprendizado. Deus nos convida a agir com sabedoria, a sair da inércia e a construir um futuro sólido através do esforço e da fé. Não permita que a acomodação roube seu potencial. Levante-se, confie em Deus e avance com determinação!
Moabe Teles
Um guia de aprendizagem bem elaborado é a ponte entre o ensino planejado e a aprendizagem de qualidade.
Não há solução na poesia, apenas o aconchego do que já se sabe.
É um encontro entre quem perdeu, quem vai perder e quem já morreu.
Clavícula de Salomão e Malkuth
Dizem que entre os arquivos mais secretos da Biblioteca Apostólica Vaticana encontra-se uma cópia incompleta da Clavícula de Salomão, traduzida para o latim em tinta de mirra sobre pergaminho de cabra negra — um artefato que não deveria estar no plano dos homens, mas foi selado após o Concílio de Trento. Alguns estudiosos acreditam que o verdadeiro motivo da morte de Albino Luciani pode ter ligação não apenas com escândalos financeiros, mas com o risco de ele revelar a existência de tais manuscritos.
As chaves de Salomão, segundo os místicos, não abrem portas comuns, mas portais entre mundos, e há quem diga que um destes portais encontra-se escondido nos subterrâneos da própria Capela Sistina, codificado nos afrescos de Michelangelo. Gelli e os líderes da P2 não buscavam apenas poder político ou financeiro — buscavam controle sobre forças arcanas que escapam à razão, forças que, segundo a tradição cabalística, foram concedidas ao rei Salomão por um juramento com o próprio céu.
É dito que os pantáculos sagrados, gravados em prata lunar e ocultos em sete cofres selados com o Selo de Salomão, formam um mapa estelar que só pode ser lido nos dias em que Marte, Saturno e Mercúrio se alinham no zodíaco de Peixes. Um código celeste, inscrito em linguagem de fogo, conhecido apenas por três ordens secretas, ligadas à construção do templo original.
Em uma das últimas anotações do teólogo Luigi Sartori, jamais tornada pública, ele menciona o termo “Codex Caelestis” — o suposto código do céu, revelado apenas aos que carregam a Marca do Justo, um símbolo perdido que une a tradição judaica, a alquimia egípcia e os primeiros cristãos gnósticos. Segundo ele, este código teria o poder de romper o ciclo do mal — ou libertá-lo completamente.
Leonardo Boff teria confidenciado que a última palavra murmurada por Luciani antes de falecer foi "Malkuth", o Reino, a última das dez sefirot da Árvore da Vida. Seria um aviso? Um pedido? Ou o eco de uma profecia que ainda se desenha sob o céu?
No silêncio eterno dos arquivos papais, repousa um espelho. Mas ele não reflete rostos. Reflete almas.
"Se hoje sou o que sou
É por conta das escolhas que eu fiz
Entre erros e acertos
Eu firmei um acordo comigo:
Ver beleza no caminho escolhido."
Silêncio Entre a Gente
Num mundo tão vazio,
você foi… especial.
Palavras digitadas,
risos compartilhados,
tudo era tão leve,
tão inesperado.
Falávamos de tudo,
sem medir o tempo,
dividíamos segredos
no mesmo momento.
Mesmo sem te ver,
eu pude sentir sua presença,
como se a distância
não fizesse diferença.
Você foi mais que um amigo comum.
Foi abrigo
quando eu não tinha nenhum.
Agora restou só a solidão digital
e um adeus
que nunca foi oficial.
Te conhecia
até sem precisar falar,
mas hoje
o silêncio é grito entre a gente.
Estou preso
entre o orgulho
e a vontade de voltar,
mas o caminho de volta
parece diferente.
A gente se falava todo dia
risada, desabafo,
até teoria.
Mesmo de longe,
parecia irmão,
conexão de verdade,
tipo extensão do coração.
Mas bastou uma briga,
uns mal-entendidos,
respostas secas…
E agora?
Silêncio.
Só sei que a gente
parou de se entender.
E a pior parte é não saber
se ainda se importa,
ou se é melhor esquecer.
Sinto falta
das ideias aleatórias,
dos memes,
dos planos pro futuro,
das histórias.
Mas nem sei
se faz sentido
mandar um “oi”...
Vai que o que a gente tinha
já se foi.
"É que às vezes, no silêncio entre uma escuta e outra, a alma sussurra verdades que a gente não sabia que sabia.”
"Não há paralelismo entre vidas humanas.
Nenhuma vida segue uma linha reta.
A vida mais perfeita se desenvolve como um círculo, e termina em seu início, tornando impossível dizer: Este é o início, aquele é o final.
As vidas perfeitas são os tesouros de Deus; em grandes dias, Ele os usa no dedo anelar da sua mão do coração."
Comunicar é transitar entre universos distintos, onde cada palavra pode ser ponte para o saber, arma para o poder, espelho do conflito ou semente do entendimento.
As verdadeiras fronteiras hoje não são entre nações, mas entre os poderosos e os impotentes, os livres e os acorrentados, os privilegiados e os humilhados. Hoje, nenhum muro pode separar crises humanitárias ou de direitos humanos em uma parte do mundo de crises de segurança nacional em outra.
Entre tantas
Possibilidade que
A vida me impõe
Escolho o real
O abstrato e o
Intocável não
Ne seduz
Entre tantas coisas para eu lhe desejar, eu lhe desejo a presença de Deus, assim saberei que nada lhe faltará, que Deus preencha o seu dia, com propósitos, coragem, e gratidão... !!!!
Tenha um excelente dia, fiquem na paz... 🤝🤝🤝
"Entre Ausências e Correntezas"
Havia um silêncio dentro de mim — daqueles que gritam sem som.
Fui barquinho… não por escolha, mas porque era leve demais para afundar, e pesada demais para voar.
Deslizava pela vida num rio que parecia entender todas as minhas ausências.
O rio me conhecia. Sabia das vezes em que sorri com os olhos cheios de despedida.
Sabia das noites em que, mesmo sem tempestade, eu naufragava em mim.
O barquinho que me levava não era feito de madeira;
era feito de memórias, de poemas nunca ditos, de amores que só existiram do lado de dentro.
Rangia baixinho, como quem chora sem querer incomodar.
E, mesmo assim, teimava em seguir — cortando as águas da existência com coragem e ternura.
O tempo passava… e o rio, ah, o rio… era meu espelho.
Cada curva que ele fazia também se desenhava dentro do meu peito.
Era como se ele lesse os meus silêncios.
Era testemunha do que não escrevi, do que nem a mim mesma confessei.
Sentia que ele sabia do amor que ainda me habita — mesmo desabitado.
E, sem dizer uma palavra, ele me respondia: com folhas, com brisas, com reflexos de céu.
Em certos trechos, o barquinho parecia dançar.
Em outros, quase desistia.
Mas o rio nunca me deixou.
Conduziu-me como um velho amigo que não pede explicações.
Apenas aceita. Acolhe. Acompanha.
E hoje, se alguém perguntar por mim, direi que não me perdi:
apenas me tornei parte da correnteza.
Sou o barquinho. Sou o rio. Sou também a ausência.
E, juntos, seguimos…
Eu, o barquinho, o rio — como testemunha
de tudo o que fui, de tudo o que ainda me resta ser.
Em sussurros, nossos planos se entrelaçam,
Olhares furtivos que o mundo não vê.
Entre risadas e travessuras que abraçam,
A vida é mais doce quando estou com você.
Teus gestos me guiam por caminhos secretos,
Onde a rotina se dissolve em pura emoção.
Nossas safadezas, como doces afetos,
Transformam o banal em pura paixão.
Cada toque é um convite à dança,
Um jogo de sedução que só nós sabemos jogar.
Em cada risada, uma nova lança,
Desafiando o mundo a nos separar.
Seja na calada da noite ou sob o sol radiante,
Nossos momentos são feitos de pura ousadia.
A cumplicidade que temos é tão vibrante,
Que faz do nosso amor uma doce sinfonia.
Vamos continuar a escrever nossa história,
Com páginas cheias de travessuras e calor.
Porque juntos, meu amor, somos pura vitória,
E cada safadeza é um verso do nosso amor.
O pequeno principe de lugar nenhum
No reino de estrelas distantes, entre asteroides e sonhos,
Vaga um príncipe, não mais um menino, mas um viajante solene,
Que em busca de um jardim de rosas, perdido no espaço,
Carrega um coração feito de versos, onde a esperança se esconde.
Ele traça linhas invisíveis em um céu de mistérios,
Cada traço um desejo, cada estrela uma promessa.
Mas a rosa, bela e efêmera, permanece fora de alcance,
E no espelho do cosmos, reflete um anseio não realizado.
Em terras de areia e vento, uma raposa de pelagem dourada,
Sussurra enigmas sobre cativar e ser cativado,
Mas suas palavras, como o vento, dissipam-se no vazio,
Sem tocar o âmago do príncipe, sem transformar o efêmero em eterno.
A raposa, um eco da essência do príncipe,
Uma sombra projetada nas areias do tempo,
É talvez uma ilusão ou um reflexo distorcido,
Uma imagem fragmentada de um ser que nunca conheceu plenitude.
No crepúsculo de um planeta solitário,
Onde o amor e o cativar se encontram e se perdem,
O príncipe caminha, passos levianos, em uma dança de promessas,
Mas o jardim de rosas, seu tesouro perdido, permanece invisível.
Cada planeta que ele toca, cada rosa que ele não encontrou,
É um passo no labirinto de um coração inatingível,
E a raposa, que nunca se cativou,
Revela a dualidade de um príncipe que também nunca se cativou.
Quando as estrelas brilham e o silêncio se faz profundo,
O príncipe, uma alma em eterna busca,
Encontra, ao final do caminho, apenas a vasta solidão,
E o espelho de um sonho que nunca floresceu.
Em uma terra onde as ilusões dançam e os ecos são eternos,
O príncipe e a raposa, entrelaçados em um destino imutável,
Contemplam o horizonte, onde a rosa, o amor, e o cativar,
São sombras de uma existência que nunca se completou.
