Amor entre Pessoas que Nunca se Viram
Animais e a Peste
Em certo ano terrível de peste entre os animais, o leão, mais apreensivo, consultou um macaco de barbas brancas.
- Esta peste é um castigo do céu – respondeu o macaco – e o remédio é aplacarmos a cólera divina sacrificando aos deuses um de nós.
- Qual? – perguntou o leão.
- O mais carregado de crimes.
O leão fechou os olhos, concentrou-se e, depois duma pausa, disse aos súditos reunidos em redor:
- Amigos! É fora de dúvida que quem deve sacrificar-se sou eu. Cometi grandes crimes, matei centenas de veados, devorei inúmeras ovelhas e até vários pastores. Ofereço-me, pois, para o acrifício necessário ao bem comum.
A raposa adiantou-se e disse:
- Acho conveniente ouvir a confissão das outras feras. Porque, para mim, nada do que Vossa Majestade alegou constitui crime. São coisas que até que honram o nosso virtuosíssimo rei Leão.
Grandes aplausos abafaram as últimas palavras da bajuladora e o leão foi posto de lado como impróprio para o sacrifício.
Apresentou-se em seguida o tigre e repete-se a cena. Acusa-se de mil crimes, mas a raposa mostra que também ele era um anjo de inocência.
E o mesmo aconteceu com todas as outras feras.
Nisto chega a vez do burro. Adianta-se o pobre animal e diz:
- A consciência só me acusa de haver comido uma folha de couve da horta do senhor vigário.
Os animais entreolharam-se. Era muito sério aquilo. A raposa toma a palavra:
- Eis amigos, o grande criminoso! Tão horrível o que ele nos conta, que é inútil prosseguirmos na investigação. A vítima a sacrificar-se aos deuses não pode ser outra porque não pode haver crime maior do que furtar a sacratíssima couve do senhor vigário.
Toda a bicharada concordou e o triste burro foi unanimamente eleito para o sacrifício.
Moral da Estória:
Aos poderosos, tudo se desculpa…
Aos miseráveis, nada se perdoa.
A diferença entre amigo e colega...
O colega geralmente só interage com você no ambiente de trabalho, na escola ou na faculdade. O amigo lhe procura a qualquer momento. Colegas muitas das vezes lembram-se de você apenas nos momentos que lhe aprazem, nos momentos em que necessitam de sua valiosa mão para auxílio. Amigos, independentemente do lugar e da ocasião, irão lhe telefonar para saber como você está, ou convidar para sair. Colegas são pessoas com as quais você não pode depositar grandes expectativas, nem porções generosas de confiança; apenas interage-se com eles de maneira cordial e sem maiores laços sentimentais. Com os amigos, você pode agir com total lealdade, confiança e certeza de que esse tratamento gerará atitudes recíprocas. E a maior diferença de todas: muito mais do que colega, o amigo é um irmão conquistado para toda vida!
O homem é uma corda estendida entre o animal e o Super-homem: uma corda sobre um abismo; perigosa travessia, perigoso caminhar; perigoso olhar para trás, perigoso tremer e parar. O que é de grande valor no homem é ele ser uma ponte e não um fim: o que se pode amar no homem é ele ser uma passagem e um ocaso.
A política trata da convivência entre diferentes. Os homens se organizam politicamente para certas coisas em comum, essenciais num caos absoluto, ou a partir do caos absoluto das diferenças.
Em qualquer guerra a calmaria vem entre as tempestades. Haverá dias em que perderemos a fé, dias em que nossos aliados se voltarão contra nós. Mas nunca chegará o dia em que deixarei de lutar por quem vale a pena.
(Optimus Prime)
– Você tomou tudo de mim.
– Nem sei quem você é.
– Você vai saber.
(Diálogo entre Thanos e Feiticeira Escarlate)
Chega de relacionamentos profundos, de agora em diante só a velha relação entre prostitutas e cliente!
A diferença entre a palavra quase certa e a palavra certa é a diferença entre um vaga-lume e um relâmpago.
Nota: Na verdade, a essência do pensamento foi criada por Josh Billings.
As verdadeiras diferenças no mundo de hoje não são entre judeus e árabes; protestantes e católicos; muçulmanos, croatas e sérvios. As verdadeiras diferenças se encontram entre os que abraçam a paz e os que a querem destruir; entre os que olham para o futuro e os que se agarram ao passado, entre os que abrem os braços e os que fecham os punhos.
