Amor entre Pessoas que Nunca se Viram
“Existe uma diferença gigantesca entre arrependimento e autoexecução. Arrependimento gera vida, porque te empurra para Deus. Autoexecução gera morte, porque te empurra para o esconderijo.”
— Douglas Santos, em O Paradoxo do Tribunal
estamos demasiadas vezes correndo atrás de muitas validações, entre elas está a procura de certificados e troféus em diversas funções, como de expert, brilhante, técnico, bacharel, sintesista, analista, perito, especialista, mestre e doutor, desse modo ficamos nessa corrida academicista/tecnicista e nisso o que encontramos é somente cansaço
Existem muitos sentimentos ruins. Entre os piores está o sentimento de culpa de uma mãe que não tem mais seu filho para pedir perdão por não ter sido a mãe que ele esperava.
A igualdade tão almejada por tantos entre todos não seria tão desejo, mas realidade, fosse o respeito mútuo uma atitude primordial nas mais todas relações.
+Q Atores
Entre o bem e o mal, não passamos de representantes de um ou de outro. Impossível não escorregar entre uma representação e outra, o que nos torna imperfeitos, mas é nesta imperfeição que exercemos o livre arbítrio e definimos com as próprias escolhas a essência de nossa melhor atuação.
Existe uma grande diferença entre o que é bonito e o que é certo. Entre dizer e sentir. Entre viver e existir.
Entre confete e silêncio
Nas ruas nasce fevereiro
com seus tambores solares,
uma alegria ensaiada
que aprende a sorrir mais alto que a fome.
O país veste plumas
para não ver as costuras abertas.
Cada lantejoula cobre
um buraco antigo do telhado.
Chamam de festa popular —
e é,
porque o povo é especialista
em sobreviver cantando.
Mas há um cansaço
escorrendo por baixo da tinta:
um mapa rasgado em avenidas,
um futuro vendido em três acordes.
O pão chega em migalhas,
o circo em carros alegóricos.
A multidão aprende o refrão
antes de aprender o porquê.
Enquanto isso,
nas casas quietas,
a solidão assiste pela televisão
um país que não cabe mais em si.
Ninguém é tolo sozinho —
é junto que a distração floresce.
É mais leve dançar
do que sustentar a pergunta.
E assim fevereiro passa:
o Brasil amanhece rouco,
coberto de papel picado,
sem lembrar o que tentava dizer.
Em determinado momento, vi Satanás, que se apressava e procurava alguém entre as Irmãs, mas não encontrava. Senti na alma a inspiração de lhe ordenar, em nome de Deus, que me confessasse o que estava procurando entre as Irmãs. E confessou, embora de má vontade: “Estou procurando almas ociosas.” Então, novamente ordenei, em nome de Deus, que me dissesse a que almas tem mais acesso no Convento e, outra vez confessou-me, de má vontade: “As almas preguiçosas e ociosas.” Notei então que, de fato, não há tal gênero de almas nesta Casa. Alegrem-se as almas atarefadas e cansadas.
Entre passos silenciosos,
toques leves,
conversas profundas.
Me beijou lento,
me abraçou forte,
atraiu fácil e me conquistou rápido.
Se fez abrigo em uma semana,
talvez no primeiro segundo.
Fez do meu lugar favorito lembrança sua,
do blues que tocava apenas som de fundo.
E agora,
o que eu faço com isso tudo?
Eu só quero deitar no seu peito
e esquecer o resto do mundo.
Só queria poder ser
todo o meu eu lírico
e todo o meu eu mudo.
Esse sorriso que anseia pela vida,
que se aglomera entre objetos, sonhos e planos…
Como poderia se conter
tanta energia que pede para transbordar
através do seu rosto?
Não tente se espreitar,
nem se resumir a rascunhos —
como uma molécula solitária,
sem perceber o próprio potencial.
Você é transformação.
É a prova de que a energia, quando bem direcionada,
se torna força, movimento
e um átomo inteiro de felicidade.
Entre o medo e a intensidade: amar de novo assusta
Estou tendo crises de ansiedade por causa do amor. Não exatamente do amor em si, mas do que ele carrega: o medo de não ser recíproco, o medo de depositar tudo na pessoa errada outra vez. Já aconteceu antes. A leonina levou minhas energias como quem apaga uma luz sem aviso e deixou o coração em pedaços, tantos que reconstruí-lo pareceu um trabalho manual, lento, quase solitário. Voltar a acreditar foi um ato de coragem silenciosa.
Agora existe a dúvida. E a dúvida cansa. O que sinto é real ou apenas um eco da própria carência? Ainda mais quando a escorpiana, dona absoluta dos meus pensamentos, mora a 888 quilômetros de distância. A distância cria fantasmas, amplia sentimentos, confunde certezas. O que parece destino às vezes soa como invenção da mente. E, ainda assim, algo insiste, como se o universo tivesse empurrado os fios do acaso e colocado tudo exatamente nessa linha tênue onde tudo pode ser verdade ou não.
Há também o excesso. Deposito demais, sinto demais, calo demais. As palavras se acumulam até virarem peso, e falar parece sempre um risco. Existe o medo de não ser aceita, de parecer intensa demais, emocionada demais. Mas isso não é um desvio de caráter, é essência. Sou de Aquário, sim, mas feita de extremos. Oito ou oitenta. Ou tudo, ou nada.
Minha insegurança eu escondo entre as indefinidas cores de minhas lembranças; entre as sortidas texturas dos meus pensamentos; entre a vaga loucura dos meus desejos. Minha insegurança é uma dissimulação da minha segurança em mim, que eu escondo nas entrelinhas do meu olhar...no meu secreto EU.
Flávia Abib
Há uma linha tênue entre perseverar e teimar, entre delicadeza e simplicidade, entre doar e ofertar.
Quando soltamos a teimosia, o caminho abre; quando agimos com delicadeza, a mente descansa.
Doando amor, ofertamos acolhimento e compaixão por onde passamos.
Que hoje seja um recomeço leve e verdadeiro.
O caminho da felicidade pode ser o mais difícil de todos, mas não deixe de caminhar por entre os obstáculos e ser feliz ao final!
Entre Ficar e Partir
Este ano houve dias
em que existir pesou mais que o corpo.
Respirar parecia um compromisso longo demais
para um coração cansado.
Não era desejo de morrer —
era vontade de silenciar o ruído,
de descansar da própria consciência,
de apagar, por um instante, a dor de ser.
Mas algo — pequeno, quase invisível —
permaneceu.
Uma centelha teimosa
que recusou o fim.
E talvez viver seja isso:
não a ausência do abismo,
mas a escolha silenciosa
de não pular hoje.
Seja ponte entre o céu e a terra. Quando você se permite ser luz, Deus alcança corações e transforma destinos através de você.
Entre o que você vê, o que você quer ver, o que pensa que vê e o que eu vejo, o que eu quero ver e o que eu acho que ví, há pontos de vistas diferentes.
Há mais coisas entre o ego e o superego do que pode supor nossa "vã" psicologia, que nem Freud explica, e que até o capeta duvida.
