Amor entre Pessoas que Nunca se Viram
O Silêncio Entre Nós
por você
O silêncio me assusta.
Nunca quis ser como sou com você.
Você me fez mudar.
Antes, eu gostava do silêncio.
Quando ouvia vozes,
vinham dores agudas,
agonias escondidas,
principalmente nas tristezas.
Mas quando você chegou,
tudo mudou.
Aprendi a falar com o olhar,
com beijos quentes,
com abraços que diziam mais
do que qualquer palavra.
Entendi, então,
que o amor vai além do desejo.
Amor é prosa.
O amor nos torna patéticos.
O amor é latifúndio.
O amor é divino.
O amor... é para sempre.
Quando não escuto seu amor,
sei que está longe.
E isso... nunca me aconteceu antes.
Sem o som estranho e doce da sua voz,
não sei quem sou.
Mas mesmo com o silêncio entre nós,
sei que você está aqui —
no meu coração,
fazendo barulhos de amor.
Faça isso. Seja isso. O homem que eu nunca fui. O herói que você é. Assuma seu lugar entre os corajosos.
SONHAR É COMEÇO
Nunca fui o que sonhei ser.
Mas ainda sonho.
E, às vezes, entre os escombros de mim,
Reluz a centelha do que ainda posso ser.
Mas o sonhar é vasto.
É como mar sem barco.
É o grito que ninguém escuta
Porque ficou preso na garganta do tempo.
É o mapa desenhado em nuvem,
Que muda antes da bússola apontar.
O poeta disse que tinha em si
Todos os sonhos do mundo.
E tinha mesmo, como quem verte o infinito
Na moldura imóvel da poesia.
Seu verso ardia, mas não queimava o chão.
Seu sonho era chama
Que não incendiava o tempo.
Eu também sonhei, incontáveis vezes,
Mas aprendi a não me bastar do sonho.
Porque o sonho, quando não encontra os pés,
Apodrece na alma.
Já falhei muito
Nas palavras que calei.
Nas estradas que não tive coragem de abrir.
Quando fiz o que não deveria ter feito.
Quando não fiz, e era tudo o que me restava.
Quando me movi por impulso,
E quando não hesitei por orgulho.
Quando fiz o que precisava ser feito
E ainda assim, não era o que deveria.
Falhei quando tentei ser alguém que não era,
E quando neguei quem sou.
Mas descobri que o fracasso
É só uma dobra do tempo
Quando ainda se caminha.
Há quem sonhe e durma.
Há quem sonhe e desperte.
E caminhe, mesmo sem certeza,
Mesmo sob o peso das madrugadas.
Com o rosto ao vento,
A mão aberta,
E o risco do ridículo pendendo dos ombros.
A beleza do sonho não está em si,
Mas no que dele nasce.
No gesto, no passo,
No dia que se permite ser outro.
E eu?
Sou o que sonha, e continuará sonhando.
Mas não como antes.
Agora, sonho com os olhos abertos,
Com os pés atentos ao chão
E a memória das quedas sussurrando cautela.
Porque aprendi que sonhar
É também vigiar o caminho..
Sonhar é começo.
O resto é vida em movimento.
MAGNO RIBEIRO, Wittembergue
SONHAR É COMEÇO
Nunca fui o que sonhei ser.
Mas ainda sonho.
E, às vezes, entre os escombros de mim,
Reluz a centelha do que ainda posso ser.
Mas o sonhar é vasto.
É como mar sem barco.
É o grito que ninguém escuta
Porque ficou preso na garganta do tempo.
É o mapa desenhado em nuvem,
Que muda antes da bússola apontar.
O poeta disse que tinha em si
Todos os sonhos do mundo.
E tinha mesmo, como quem verte o infinito
Na moldura imóvel da poesia.
Seu verso ardia, mas não queimava o chão.
Seu sonho era chama
Que não incendiava o tempo.
Eu também sonhei, incontáveis vezes,
Mas aprendi a não me bastar do sonho.
Porque o sonho, quando não encontra os pés,
Apodrece na alma.
Já falhei muito
Nas palavras que calei.
Nas estradas que não tive coragem de abrir.
Quando fiz o que não deveria ter feito.
Quando não fiz, e era tudo o que me restava.
Quando me movi por impulso,
E quando não hesitei por orgulho.
Quando fiz o que precisava ser feito
E ainda assim, não era o que deveria.
Falhei quando tentei ser alguém que não era,
E quando neguei quem sou.
Mas descobri que o fracasso
É só uma dobra do tempo
Quando ainda se caminha.
Há quem sonhe e durma.
Há quem sonhe e desperte.
E caminhe, mesmo sem certeza,
Mesmo sob o peso das madrugadas.
Com o rosto ao vento,
A mão aberta,
E o risco do ridículo pendendo dos ombros.
A beleza do sonho não está em si,
Mas no que dele nasce.
No gesto, no passo,
No dia que se permite ser outro.
E eu?
Sou o que sonha, e continuará sonhando.
Mas não como antes.
Agora, sonho com os olhos abertos,
Com os pés atentos ao chão
E a memória das quedas sussurrando cautela.
Porque aprendi que sonhar
É também vigiar o caminho..
Sonhar é começo.
O resto é vida em movimento.
Não faça da sua vida uma estrada onde todos passam e ninguém fica...
Nunca diga entre sorrisos TE AMO,para depois não houvir através de lágrimas ME ESQUECE!
;-( Peço perdão por aquilo que nunca virá a acontecer entre nós, mas a culpa não foi e nunca será minha, nem tua.
%-) A verdade é que eu gosto de outra mulher e não mereço as tuas lágrimas.
:-> Espero que encontres alguém que te possa valorizar e te dar todo o carinho do que precisas. Me desculpe por tudo isto. Boa sorte!
A estranheza entre o eu de agora,
E o eu de antes, é tanta, que às vezes acho que
Nunca fui eu mesma.
Cada dia que se passa, eu me sinto mais distante de quem eu era, ou quem achei que fosse.
Entre papos e beijos que nunca batemos,
todos os beijos e papos que nunca demos.
Eu entendo.
Mas o tempo… o tempo ainda respira entre nós.
E, pelas regras silenciosas do universo,
das probabilidades e dos amores intensos,
a gravidade há de nos unir,
a entropia há de nos poupar,
e o tempo — esse mesmo tempo —
ele contará.
Anderson Delfino @d
A vida é um rio que nunca cessa, fluindo entre margens de incerteza e esperança. Cada instante é uma gota que se perde e se renova, lembrando-nos que existir é sempre recomeçar.
O amor, por sua vez, não é apenas encontro de corpos ou promessas ao vento. É um idioma secreto que se escreve nos silêncios, nos gestos pequenos, na coragem de permanecer quando tudo parece desmoronar. Amar é aceitar o mistério do outro e, ao mesmo tempo, descobrir-se no reflexo que ele nos devolve.
E o fascínio… ah, o fascínio é o brilho que nos mantém despertos. É o olhar que se detém no detalhe, o arrepio diante do inesperado, a sensação de que há sempre algo maior escondido atrás do cotidiano. Fascinar-se é permitir que o mundo nos surpreenda, mesmo quando já acreditávamos ter visto de tudo.
Assim, vida, amor e fascínio não são caminhos separados, mas fios que se entrelaçam. A vida sem amor seria apenas sobrevivência; o amor sem fascínio, rotina sem magia; e o fascínio sem vida, apenas sonho não vivido.
Não é um adeus comum.
É o silêncio que se instala entre palavras que nunca foram ditas.
É apenas um até logo e nunca mais,
porque em algum lugar, em algum tempo,
nossos caminhos ainda hão de se cruzar novamente.
Mas não para nós.
Será apenas o reflexo de quem fomos,
um encontro de sombras que já não se reconhecem,
um instante breve em que o universo nos devolve
o que já não pode ser vivido.
Não é despedida, é destino.
É o corte invisível que separa o que poderia ter sido
do que jamais será.
E, ainda assim, carrego comigo a certeza:
há eternidades que se encerram em um só olhar,
há histórias que se despedem sem nunca terem começado.
Adeus sem volta.
Até logo e nunca mais.
Quero morar na floresta ou em uma ilha paradisíaca, entre árvores e silêncios, e nunca mais me curvar às exigências do mundo.
Eu sempre disse que a gente nunca mais ia se ver e você sempre disse que eu não sabia de nada. Entre uma conversa e outra você dizia que a gente tinha que ser amigos no Facebook, acho que me disse isso umas cinco vezes, inclusive na manhã em que foi embora.
Já vi gente ter pé atrás e medo de ser rejeitada, mas eu consigo atingir níveis inexplicáveis. Mesmo assim decidi te procurar. Não foi nenhuma surpresa, porque venho bisbilhotando seu perfil nos últimos dois meses, sem nunca ter coragem de adicionar.
"Add as Friend", pronto, adicionado. Ainda enviei uma mensagem bonitinha: "Tinha 15 coisas pra te falar antes de você ir embora, mas esqueci até de falar Boa Viagem e Boas Férias, beijos". Isso foi há exatamente 24 horas e até agora você não me aceitou como amiga, já tô conformada com o fato de que você nem deve mais lembrar de mim e vou ser só mais umas daquelas estranhas que ficam pra sempre na lista de solicitações de amizade, que você nunca vai aceitar.
“Entre o eco da nossa dor e a resposta que nunca chega, Ele está — calado, mas ali.”
— Douglas Santos, em O Deus Silencioso
"Entre o eco da nossa dor e a resposta que nunca chega, Ele está — calado, mas ali."
Douglas Santos - O Deus Silencioso e a Obsessão do Homem por Atenção
