Amor entre Almas
Sob o brilho das estrelas, os meus pensamentos de vagueiam entre lições e sorrisos do passado e as promessas do amanhã.
O que machuca entre idas e vindas é voltar sempre para a vida um do outro e se entregar mais do que o necessário e, ao recuar, perceber o quanto todas as vezes deixamos partes de nós no outro e o quanto do outro fica em nós.
Daqui, eu não vejo barreiras, não traço limites entre o que é e o que pode ser.
Não me limito ao que me eleva e me traz paz.
Sigo o horizonte sem fim, onde os sonhos se entrelaçam com a realidade, e a alma se lança além do que é conhecido.
Não se pode cometer o pecado e desejar o prestígio e o perdão.
É preciso escolher entre o brilho fugaz ou a redenção do arrependimento.
Um barquinho em oceanos inexplorados, entre ondas calmas e águas que refletem espelho.
O barquinho nunca foi sobre ser pequeno, mas sobre ter delicadeza para atravessar o desconhecido. Oceanos inexplorados não carregam rótulos de acerto ou erro, são apenas começos. Lugares nunca vistos, possibilidades nunca vividas.
Mas antes de enfrentar o desconhecido, é preciso existir calmaria. As ondas calmas representam a paz da alma, o estar bem consigo mesmo, porque sem isso o oceano se torna medo. A coragem nasce justamente da tranquilidade interior, da capacidade de continuar mesmo sem saber o que existe depois do horizonte.
E então surgem as águas que refletem espelho. Não apenas um reflexo físico, mas o encontro consigo mesmo durante a travessia. Porque só quem se permite navegar pelo novo consegue se enxergar de verdade.
No fim, talvez a vida seja isso: um pequeno barquinho aprendendo a atravessar oceanos desconhecidos até encontrar, nas águas calmas, o próprio reflexo.
A coexistência entre ser quem você é e ser o que as pessoas querem que você seja, nunca foi e nunca será opcional. Ser você mesmo é a diuturna preservação dos seus valores. Tenha muitos ou não tenha nenhum.
Só existe o certo e o errado. Não existe cinza entre o preto e o branco. Alguém que procure brecha moral numa coisa que é logicamente errada, simplesmente procura cobertura para fazer algo que a própria consciência abomina sem que se sinta tão culpada.
E agora, entre pessoas aparentemente bem, e totalmente normais aos olhos, deixamos de enxergar o quanto estão sentimentalmente traumatizadas e fragilizadas. Elas temem que os piores filmes se repitam, evitando o início por medo do fim.
Entre em contato, mande uma mensagem para quem você ama. Antes que alguém avise que não há mais tempo.
A bifurcação entre a realidade e a imaginação é algo bem difícil de entender.
Eu nem se quer me atrevo!
Mas vivo entre esses dois mundos. Seria eu lunática?
Ou talvez seja só consequências de tantos emaranhamentos entre dois mundos totalmente distintos, ligados pela minha fértil mente ?
