Amor entre Almas
Todas as almas tem a mesma energia, Fagulha de Deus o que muda
é a roupa provisória, o Corpo. Em outra vida, em outro plano, vamos
ter nova roupa. Ou a ida definitiva para Deus, como Espírito ou Energia dele.
Metamorfose social
Mentes levianas
Mundo comercial
Máscaras cotidianas.
Almas em perigo
À beira do precipício
Estou eu em devaneio
Neste mundo fictício?
Felicidades plásticas
Letargia moral
Atitudes apáticas
Declínio comportamental.
Homem ou besta fera
Seja como for
A fera que engole à si mesmo
Causando sua própria dor.
Falsos conceitos
Falsas verdades
Falsas empatias
Falsas ações...
Realidade de afirmações
Permeio em indagações
Mas jamais embriagado
Pelas falsas emoções.
Olhares
Me recuso a ver o mundo pela maldade dos homens
Prefiro enxergar a beleza das almas
o colorido das flores
as ondas verdejantes do mar
Me recuso a perceber o nó apertado dos corações
mas os laços de amor que enfeitam vidas
que se fazem presentes.
Não quero saber da miséria do mundo
prefiro matar a sede dos que passam
e saber da força dos que perseveram.
Não necessito ver o sangue que corre no asfalto
pois tenho o rubro a me sangrar o útero!
Não quero saber da arma apontada
mas da flor desabrochada.
Meu olhar quer o belo
que sacia a fome do ser
sem querer ser
o que vendem na tela quadrada.
Quero ver o olhar do irmão
brilhando em luz
não na escuridão!
Sonhos De Almas
Quisera eu...
Que todos os sonhos,
fossem de almas apaixonadas!
Assim...
O mundo iria conspirar,
por dias melhores!
Quisera eu...
Poder mudar os sentimentos
de quem não sabe amar.
E trazê-lo para morar,
na sensibilidade do meu coração!
Encontro
Meu corpo em teu corpo.
Encontro de almas,
Encontro de dois seres.
Duas vidas, em um só
Leito.
Amar ou amar?
Não! Não, amar apaixonadamente.
Fazer do frio calor.
Fazer da noite delírio.
Querer ficar junto
É loucura
Mais que humano.
Deuses, forças, almas de ciência ou fé
Deuses, forças, almas de ciência ou fé,
Eh! Tanta explicação que nada explica!
Estou sentado no cais, numa barrica,
E não compreendo mais do que de pé.
Por que o havia de compreender?
Pois sim, mas também por que o não havia?
Água do rio, correndo suja e fria,
Eu passo como tu, sem mais valer...
Ó universo, novelo emaranhado,
Que paciência de dedos de quem pensa
Em outras cousa te põe separado?
Deixa de ser novelo o que nos fica...
A que brincar? Ao amor?, à indif'rença?
Por mim, só me levanto da barrica.
Álvaro De Campos
Que as cores nasçam pelo caminho
das almas perfumadas de flores.
Que a alegria seja a primeira a nos atingir
pelo sorriso de um amigo.
Que a amor encante nossos corações,
eterna música!
Que a paz desça sobre nós
sereno da noite, orvalho das manhãs.
Que a paciência seja brisa que acalma
calor intenso e errante.
Que a perseverança seja nossa guia
nas trilhas abertas pelos sonhos.
Que a vida seja sempre vivida,
milagre puro, divino!
Então seu mundo nunca deveria estar com essas almas frias e tímidas que não conhecem nem a vitória nem a derrota,
Extirpa do campo de nossas almas a erva daninha da indisciplina e do orgulho,para que a simplicidade nos favoreça a renovação
Os anjos são almas com asas que apanham rosas nos jardins. Houve um anjo que me apanhou e me plantou noutro jardim, cultivou-me, regou-me e fez de mim uma rosa selvagem livre para sempre e que está longe, longe para sempre.
Todos viam; todos percebiam. Menos nós. Risadas, momentos, um doce dividido, as almas desnudadas e sem máscaras. Não era óbvio?! Era amor. Hoje é arrependimento.
É TRISTE
Ouve-se os gritos das almas que estão perdidas
Onde a luz atrai-as das trevas, que vagam entre
As lágrimas perdidas escondidas nas sombras
De uma outra dimensão que se cruzam no tempo
Sem lamentar todas as perdas das suas vidas
Sem medo mas já com a esperança no peito
Eles abriram os seus corações para o amor
Saciam famintos, sedentos, num último suspiro
Fogem da escuridão ou da morte, dum simples
Túmulo, assim num desassossego permanente
Como as árvores choram os ramos despidos
E as folhas amarelas perdem os pequenos pássaros
Nos murmúrios soltos do ar num crepúsculo
De dor, eles são as vozes de gritos num abandono
Se pudessem agarrar a fé perdida, gritando a triste
Noite, que vem mansamente num odor preso no chão.
De que adianta o design perfeito de alguns corpos, se eles vestem almas capengas de sentimentos e mentes falidas de caráter?
Têm almas que batem, que combinam, que nem sempre se conhecem ou se viram, mas se encontram em contínuo, vezes entre tantas superfícies de carne e de palavras dispensáveis, que quando onde se tocam, se olham, se vêem e se reconhecem, em silêncio
Há almas sujas, amassadas com lama e sujidade, tomadas pelo desejo de ganho e interesse, como as belas almas o são pelo da glória e da virtude: capazes de uma única volúpia, que é a de adquirir ou de não perder; ansiosas e ávidas pela décima prestação, a baixa dos preços, a queda do curso das moedas, mergulhadas e como que submersas nos contratos, títulos, pergaminhos. Gente dessa marca não é parente, nem amigo, nem concidadão, nem cristão, nem pode ser homem: é feita de dinheiro.
