Amor entre Almas
Não faço mais planos,apenas transito entre os extremos do sonho e da realidade. E luto todos os dias para fazer com que ambos se tornem o mais próximo possível.
# Nestas horas mortas que a noite cria, entre um e outro verso do pavoroso poema, que sob a pálida luz de uma vela eu lia, me chegavam antigas lembranças de um dilema.
Quanto amargo e dissabor o silêncio produz! Entre as sombras vacilantes da noite, chegam em formas indefinidas, que sobre minha cabeça pairam, aves e outras criaturas aladas que de infernal recônditos alçam vôo até minha mente, a perturbar minh’alma.
Essas formas indefinidas das sombras criadas pelo medo, ocupando o vazio do meu ser, preenchendo o que antes era de sentimentos sublimes e, agora, somente o sentimento de dor. O que antes era alegria, agora é tão somente o dissabor.
Que pena paga um condenado pelos sentimentos! Oh, agonia incessante. Que martírios mais terei que suportar? Como um medo tão latente do desconhecido, pode tanto me apavorar? Será do vazio de minha alma que sinto medo? Ou do esquecimento do meu ser, por outro já amado?
Não é do fim da vida que treme minha alma, mas do fim do sentir-se bem eterno. Não mais existir não é tão doloroso quanto o existir sem ser notado, ou amar sem ser amado, ou perder o que jamais será recuperado.#
É compreendendo o silêncio entre os gritos revolucionários da vida, que a evolução acontece. Kairo Nunes 12/07/2011.
Somente hoje
pela primeira vez na vida
vi uma estranheza entre nós
cada palavra soava como se
inédito seria o momento
Nem parecia aquela sensação de tempos
que por fio chegava até mim
E se me perguntar, o que houve
Só te respondo...
Você quem quis assim!
E ainda assim meu corpo todo
respondia diante do fato
Me dizes agora
o que me resta esperar
já perdi até a noção do tempo
Entre mil e um jardim de aconchego,encontro a um so comodo a mim espojar o espaço que encontra-se dentro do seu coração virtuada a mente ao sentimento que por meios hoje vem a passar.
A serenidade perdeu-se no caos da vida. Entre buzinas e berros, tentamos encontrar uma paz cada vez mais escassa.
Não existe uma guerra entre o bem e o mal, o que existe é uma guerra entre o conhecimento e a ignorância, e fatalmente o conhecimento vencerá.
Como lírios entre os espinhos, assim é minha amada, entre as outras mulheres.
Como a macieira entre as árvores dos bosques, assim é o meu amado entre os outros homens.
O segredo da paz mundial entre a humanidade não será encontrado através de uma "afiliação" a alguma religião, tão pouco depende de um relacionamento amistoso entre às nações. O segredo da paz mundial é simples: Cada um deve viver e cuidar da própria vida.
Fátuo
Insensato coração que nos amordaça
Levando-nos a agir de forma hostil
Entre perdidos desejos e lembrança
Aprisionados neste mundo estéril
Sonhos que procuram nos unir
Em laço que parece ser infinito
Sobrevoam mundos sem definir
Onde estará o nosso ligamento
Evapora a tinta de forma cruel
Nos escritos onde nada concluem
Sobrevivem todos levados ao léu
Guiados, quem sabe assim confluem
Predestinados sem sequer imaginar
Vivenciam a dor até amadurecer
Esquecem a razão de se encontrar
Sentenciados por falta de amar: Morrer
O desenvolvimento da literatura, das sociedades e das discussões entre os seres humanos teem provado que quanto menos se pronuncia sobre um assunto, mais valor se dá a esses dizeres.
EIS UM FATO: No confronto entre o riacho e a rocha, o riacho sempre vence - não por meio da força, mas pela perseverança.
"Não importa em quantos pedaços você parta meu coração, vou sempre ajuntar os caquinhos e entrega-lo em suas mãos "
E apesar de eu ser apenas mais uma pessoa entre seis bilhões; apesar de eu estar em um planeta entre vários outros planetas, que translada em volta de uma estrela entre tantas estrelas, de uma galáxia entre milhões de galáxias; eu ainda sou eu, perdida num mundo onde palavras que ofendem perduram e palavras apaixonadas são efêmeras.
Encontro-me entre duas geleiras,
Entre a formação e a quebra da onda,
Entre o tornado e o furacão,
Entre o crepúsculo e o amanhecer,
Apoiando a chuva com medo do sol,
Catando folhas frias de inverno,
Dividindo olhares entre o horizonte e o limitado,
Podando a felicidade com um beijo,a solidão,
Sendo inimigo do tempo,fingindo com os segundos,trapaceando com os dias,
Assim o alvorecer chegará e anunciará a volta do dia.
Saudade, daquela janela entre aberta, da brisa fria e da lua bela, que na noite mais singela vinha a nos espiar. Segredos de uma janela...
