Amor entre Almas
Entre os files de Epstein,
a lista de Vorcaro,
os drones rasgando o céu
do Oriente Médio,
como pássaros de metal
que desaprenderam a pousar,
entre as balas perdidas,
que no Rio sempre encontram um corpo,
as fake news que se espalham
nas redes sociais,
como epidemias digitais,
os escândalos,
os feminicídios,
os homicídios
e os golpes
que atravessam o Brasil
e o mundo afora,
como uma sucessão interminável
de feridas abertas,
eu permaneço.
Permaneço aqui,
entre a caneta
e as páginas brancas.
Como quem insiste
em acender uma faísca
no meio da tempestade...
E vou consumindo versos
entre a Serra da Tiririca,
a Lagoa de Itaipu
e o Oceano Atlântico,
onde o verde
ainda entoa a esperança
e o vento ainda sabe
pronunciar silêncio.
Mas a verdade é outra!
Não sou eu
que consumo a poesia.
É ela
que lentamente
me devora e nutre.
✍©️@MiriamDaCosta
Às vezes
necessito retornar
entre os campos verdejantes
da memória daquela menina
que atraversava o deserto árido
inalando as flores
e colhendo seus olores
para empregnar
as janelas férteis da alma.
✍©️@MiriamDaCosta
Oh, Itaipu!
reconheço as raízes profundas
dos meus pés
entre o vosso mar, vossa lagoa,
vossas dunas, ilhas e igarapés.
Os meus passos eu sei de cor
nesse sereno andejar a compor
o meu singrar o tempo,
o vento e o sol
mansamente a se pôr...
Oh, Itaipu!
Em vós reconheço
que o movimento dos meus pés
não são passos,
são raízes que caminham.
Entre o vosso mar salgado
de eternidades,
a lagoa que espelha silêncios,
as dunas que guardam
segredos do vento,
as ilhas que flutuam
como pensamentos antigos
e os igarapés que sussurram histórias
que só a poesia da terra entende...
eu me reconheço.
Os meus passos, eu sei de cor,
não porque os decorei,
mas porque fui escrita por eles.
Nesse sereno andejar
que me atravessa,
vou compondo o que sou
com o que me antecede.
E singro,
não apenas o tempo,
mas o sopro invisível das horas,
o vento que me desarruma e arruma
inteira por dentro,
e esse sol que, ao se pôr,
não morre,
me dissolve em serena luz.
Oh, Itaipu!
Há raízes nos meus pés
que só em ti reconhecem
o seu lugar.
Entre o mar, a lagoa,
as dunas que respiram
e os caminhos de água
que murmuram,
eu caminho lentamente,
como quem se escuta.
Sei de cor os meus passos
(versos tatuados de brisa e areia),
porque eles já me conheciam
antes mesmo de eu existir.
E nesse manso caminhar,
vou singrando o tempo,
o vento
e o sol que se despede,
como quem aprende,
em silêncio, a pertencer
mais do que já pertence.
Óh! Itaipu!
Posso até distanciar-me de vós,
mas nunca serás distante de mim.
✍©️ @MiriamDaCosta
A diferença entre pensar e refletir
Todos, de uma forma ou outra,
têm a capacidade de pensar.
Mas poucos são capazes de refletir.
Pensar é um fluxo,
natural, rápido, incessante.
Quase sempre automático,
por vezes raso,
muitas vezes apenas ruído.
Refletir, não.
Refletir é pausa.
É escolha.
É mergulho.
É o ato consciente
de atravessar um pensamento
e olhá-lo por dentro,
por ângulos diversos,
até que ele revele
mais do que aparenta.
Pensar acontece.
Refletir exige.
Pensar passa.
Refletir permanece.
E é nesse intervalo,
entre o que surge
e o que se compreende,
que nasce
a possibilidade da sabedoria.
✍©️ @MiriamDaCosta
“Tive a vida inteira essa situação de oscilar entre euforia e depressão. Eu sinto que aconteceram situações de estresse emocional em minha vida toda. Quando o médico me diagnosticou em 2006 a bipolaridade, eu fiquei tranquila. Falei: ‘Finalmente alguém me disse o que eu sou’. As peças encaixam. Pode ser uma coisa muito solitária. Tanto na euforia, quanto na depressão.
Entre pensamentos, falas e atitudes, mostra-se impossibilidades de felicidades, pois é impossível estar em dois lugares ao mesmo tempo, provando que, o que seria necessário antes de tudo, o dinheiro não pôde comprar.
Há uma diferença sutil entre se reconhecer… e se colocar como centro de tudo.
Nem tudo é sobre você — e, na verdade, quase nunca é.
Existe um certo ruído em quem presume demais,
como se qualquer palavra fosse um espelho obrigatório.
Mas a verdade é simples:
quem vive em paz não precisa se encaixar em narrativas que não lhe pertencem.
E quem se reconhece sem ser chamado… talvez esteja apenas confirmando aquilo que tenta negar.
No fim, não é sobre o que foi dito.
É sobre quem decidiu vestir a interpretação.
A conexão entre terapeuta e paciente será tão sincera quanto a condição financeira do último permitir.
Há uma grande diferença entre, estar sozinho e se sentir sozinho... as vezes estar sozinho é bom! mas se sentir sozinho é horrível.
Para quem tem entre 15 anos de idade ou mais e quer estudar ainda porque não teve oportunidade em sua terra natal, tem o EJA(Educação para Jovens e Adultos), mais tarde do que nunca, se inscreva enquanto ainda tem vida.
"Entre a paz da solitude e a ilusão das falsas companhias, escolho abraçar minha essência, nutrindo a alma com autenticidade e autoconhecimento."
"A existência é um ciclo eterno entre pausas e recomeços. Paramos, recomeçamos e, às vezes, estacionamos outra vez. O importante é manter esse ciclo vivo, sempre guiado pela esperança — pois é no intervalo entre o movimento e o estacionar que a alma experimenta o seu próprio encontro ou desencontro."
Animais valem mais do que qualquer pessoa poderia valer. Se tivesse que escolher entre salvar um animal ou um ser humano, se o humano fosse uma boa pessoa, torceria pra alguém chegar pra salva-lo, porque não conseguiria viver com o fato de ter deixado um animal pra qualquer coisa ruim acontecer, mesmo sabendo que não teria como salvar os dois. Já um ser humano, poderia me sentir mal, mas seria bem mais fácil lidar com isso.
Animais são totalmente inocentes e são mais vulneráveis até do que crianças. São totalmente dependentes em situações de risco, além de serem os mais leais, fiéis e saberem amar como um ser humano nunca foi e nem será capaz. Tem gente que fala como se a vida animal valesse menos, porém a verdade é que ela vale mais. Vale muito mais!
- Marcela Lobato
A "guerra" nunca foi entre o bem e o mal, mas sim do conhecimento contra a ignorância. Na bíblia original, fora das péssimas traduções, principalmente feitas após o quarto século, a partir da vulgata latina de Jerônimo, não tinha nada sobre um inimigo do deus bíblico, já que esse próprio "deus" se colocava como se fosse o único e o responsável por tudo, como o próprio afirma em Isaías, dizendo que cria a luz e faz as trevas, que é responsável pela guerra e pela paz, e que é todo o bem e todo o mal. A verdade que a igreja e a religião organizada não querem que você saiba é que não tem diabo na bíblia, assim como nunca apareceu o nome "Lúcifer" nela, sendo Isaías 14-14 um grotesco erro do Jerônimo, e a própria igreja católica teve um bispo com esse nome no século IV, que chegou a ser canonizado, e sua igreja existe até hoje na Itália.
Na época, não houve nenhum estranhamento por ele se chamar dessa maneira, já que era um nome popular, que sua mãe lhe deu pelo significado e porque cultuava o deus Lúcifer de Roma, que nada tinha haver com maldade e perversidade, mas sim com iluminação, conhecimento, sabedoria, beleza, abundância, etc. Nem mesmo o inferno existe nos textos originais, sejam apócrifos ou canônicos. Judeus ortodoxos, por exemplo, não acreditam em um ser inimigo do deus deles, nem em um inferno de fogo e enxofre. Geena, ou o vale, quando usada no novo testamento, se referia a um lugar geográfico ao redor de Jerusalém, onde sempre jogavam lixo e cadáveres de animais, às vezes, também de criminosos da época. O "vale de fogo e enxofre" nada mais é do que isso, um lixão da época onde colocavam fogo pela insalubridade, então, literalmente, fogo e enxofre, e Sheol é mundo dos mortos, bons ou não.
Mas, se formos considerar as traduções errôneas e mitos ditos no boca a boca como em um jogo de telefone sem fio feito para beneficiar e enriquecer aqueles que visavam dominar a todos pelo medo, vemos que o único "pecado" do diabo cristão foi nos entregar conhecimento, sabedoria e discernimento próprio. Nos deu o fogo prometheico, a chave para sermos iguais aos deuses, e não mais submissos ignorantes, escravizados e assustados correndo pelados pela mata.
- Marcela Lobato
Caminho entre as flores buscando uma direção. Buscando achar onde se cruzam os caminhos para o nosso encontro. Será que sonhos podem se realizar? Para onde vão aqueles que se perdem na vastidão do universo, sem nunca deixar de ferir? Como me redimir dos meus erros e viver o que mais quero? Como explicar a importância do que não se descreve?
- Marcela Lobato
