Amor entre Almas
No Brasil em confusão educacional do que seja a liberdade, a responsabilidade diante do verdadeiro amor, meninas se tornam mulheres e mães isoladamente sem pais, multiplicando uma população infeliz de crianças abandonadas entregues aos avós, cada vez mais cedo.
Nunca ajudamos de verdade em qualquer situação se ouvimos, olhamos e julgamos um acontecimento que não é nosso mas seguindo segundo nossas pessoais perspectivas e nossos movimentos particulares de solução.
Parece-me justo e muito importante darmos um pouco de doces carinhos para todos nossos irmãos de existência pelo tanto que recebemos de docilidades da vida desde que nascemos.
Não contabilizo o bem que eu fiz mas continuo perplexo toda vez que deparo pelo desnecessário rancor diante de quem só lhe deu amor. Por revolta da vida, faz revanche em um monologo estupido e cruel da unica língua áspera que entende, a da dor.
Ainda vivo diante do tempo que não para, retornar, reinventar, re-evoluir, reconstruir, recomeçar com as saudades, as lagrimas, os gritos e os amores que mesmo que amontoados, transbordam. Viver tudo outra vez.
Somos tão mais semelhantes uns aos outros que acho de estrema burrice realçarmos por vaidade solitária de ser especial, nossas poucas diferenças.
E a paz veio em forma de luz, e iluminou todos os corações puros e confiantes que habitam todas as culturas entre todas as dimensões visíveis e invisíveis. A divindade maior se personificou em vida e o amor na sua mais tênue energia de esperança.
Hoje a contemporaneidade propõe um viver inesperado, como isto cada vez mais me torna e me sinto como um ser inacabado. Nunca imobilizado pelo novo, diante disto vivencio e experiencio novas ações, pensamentos e reformulações inusitadas bem longe do que sempre acreditei viver mas vida que segue, e não nos atropele pois só ela que oferece a verdadeira direção e movimentação.
Odeio, quase sem perdão, quem me tira da solidão, promete ilusão e fica com joguinhos infantis dizendo não.
Diante de qualquer grande sofrimento, se houver tempo pedimos perdão mesmo que não nos julguemos culpados. A dor de quem sofre, encobre os limites da humildade, da razão e da sanidade sendo assim cabe a quem se aproxima, por compaixão exercer uma dose bem maior de generosidade. Não existe certo ou errado e sim abandono, solidão e cumplicidade. Todos nos precisamos um dos outros, indivisivelmente, para que tenhamos a certeza que vale a pena, viver.
Sorrio para mim mesmo todas as vezes que me atropelo pelo otimismo diante das palavras mudas egoístas que a vida por suas jornadas difíceis, não vai me dizer.
Tenho por sanidade a grata felicidade de não saber exatamente o que fui e o que sou, pois me adapto, re-invento me e me transformo todos os dias.
