Amor em Silêncio
*“O Lugar Onde o Amor se fez Mar”*
Eu andava pelas ruas da ausência —
um deserto de silêncio e de promessas,
onde o tempo escorria em pó e vento,
mas ouvia, no fundo, aquela canção:
o canto leve do rio, o sussurro da areia,
o abraço antigo da terra e do céu.
Sentei-me na margem do instante,
onde a água se dobra em espelhos de calma,
e o cansaço, esse velho amigo,
desfez-se como fumaça de cigarro na madrugada.
Ali, o mundo era só um gesto simples —
um abraço que não pede nada,
um silêncio que fala de eternidade.
Os anos, esses ladrões de lembranças,
tentaram apagar o mapa do nosso refúgio,
mas o lugar ficou — intacto, suave,
como um verso guardado na pele.
Não é só um ponto no espaço,
é o começo e o fim do nosso tempo,
o jardim secreto onde o amor germina
mesmo quando a gente esquece de regar.
Hoje procuro com os pés cansados,
mas sobretudo com o coração que sabe —
a dor que é saudade é também promessa.
Será que existe um retorno?
Um caminho feito de memórias e luz,
onde possamos reviver a primeira vez,
onde o amor não morre, só se reinventa?
Vamos, então, deixar o tempo de lado,
e abrir a porta daquela casa antiga,
onde o amor se fez mar e a vida, poema.
Porque o amor que nasce assim, tão simples,
não se perde — só se transforma,
e será sempre o nosso lar,
o lugar onde o amor se fez mar.
O amor se esconde nos detalhes: no toque sutil, no olhar que diz tudo, no silêncio confortável. São as pequenas coisas que carregam os significados maisinfinitos.
Amor em Silêncio
Foi o acaso que te trouxe,
num tempo que não era meu,
mas bastou um olhar apenas
pra acender o que adormeceu.
Teu sorriso veio tarde,
mas em mim fez primavera,
e mesmo sendo de outro alguém,
em ti encontrei a espera.
Teu nome ecoa em pensamento,
mesmo quando tento calar,
pois o coração não mente,
ele insiste em te amar.
E sigo amando em silêncio,
sem saber se vou te ter,
pois há amores que florescem,
mesmo sem poder viver.
Mas se o destino for bondoso,
e um dia nos libertar,
que seja o tempo o nosso cúmplice,
e o amor, o nosso lar.
"A vida é o palco onde o amor dança em
silêncio — e cada gesto sincero é um milagre
que o tempo jamais apaga."
Amor em Silêncio
Você é o incêndio que arde em silêncio,
O nome que ecoa em minha alma sem voz.
É o amor que desafia o tempo,
Mas que a vida, cruel, separou de nós.
Teu toque ainda vive em minha pele,
Teu cheiro é brisa que nunca se desfaz,
Teus cabelos, seda em noites de sonho,
Teu corpo, refúgio que a realidade me traz.
Foste o sim escondido atrás de um não,
O desejo que se fez negação.
No abismo entre o querer e o poder,
Você é o amor que eu não pude viver.
Guardei-te entre os labirintos do pensamento,
Onde ninguém mais pode tocar ou saber.
És meu segredo mais ardente,
A paixão que escolhi não dizer.
E mesmo que o mundo jamais descubra,
Meu coração conhece tua imensidão.
És o eterno amor da minha vida,
Condenado à prisão da minha razão.
Adotar é reconhecer no olhar de alguém o lar que a vida prometeu em silêncio — é reencontrar o amor em forma de destino.
Ah, meu amor, eu digo
Que o silêncio fala mais que muitos
Ah, meu amor, contigo
Carrego toda a imensidão
Vem de me esquentar,
Florescer, florescerá
E que se vem, me andará,
E nos andares pulará
Transcender,
Cantar,
Encantar....
Nos seus olhos a tristeza,
Que de em mim a certeza,
Que consigo andar....
Ah, meu amor, pra quê? Essa tristeza
Em seu corpo há o que reina?
Não há morte,
Nem escuridão no sol
Não há vida,
Nem luz da lua no dia...
Pois, o por da vida,
Clareia mais que a dor
Meu amor...
"Amor em Camada de Valência"
No silêncio atômico do ser,
há um núcleo que só quer entender
por que falta algo no fim do dia,
como se a alma pedisse alquimia.
Sou ametal, um ser de atração,
não busco ouro, nem combustão.
O que me falta é só conexão,
um elétron que acalme meu coração.
Tua carga vem de longe, flutua,
como próton que à noite recua.
E eu, com fome de completar,
atraio o que tens pra doar.
Mas não é roubo, nem imposição —
é enlace, é química, é comunhão.
Compartilhamos elétrons com calma,
como quem entrelaça corpo e alma.
E se a vida é feita de ligações,
de forças fracas e paixões,
então que sejamos moléculas unidas,
pelo amor que dá sentido às vidas.
(Verse 1)
No silêncio da noite, um verso eu escrevo,
Amor como arte, é tudo o que eu vejo.
Sentimentos dançam, em cada melodia,
Vida e amor juntos, na mesma sinfonia.
(Chorus)
Caminhos que trilho, com respeito e fervor,
Escrevo sobre a vida, o seu brilho, meu amor.
Deus nos deu a chance de viver e sentir,
Na tessitura do tempo, juntos, vamos fluir.
(Verse 2)
Alegrias e lágrimas, tudo faz parte,
Desenho um futuro, em cada batida,
Morte não é fim, é o ciclo a seguir,
Na arte do sentir, eu só quero existir.
(Chorus)
Caminhos que trilho, com respeito e fervor,
Escrevo sobre a vida, o seu brilho, meu amor.
Deus nos deu a chance de viver e sentir,
Na tessitura do tempo, juntos, vamos fluir.
(Bridge)
Escrevo sobre o amor, em cada sensação,
Sentido profundo, na minha canção.
Vida como arte, numa eterna missão,
Cada verso que trago, é pura emoção.
(Outro)
No compasso do tempo, vou sempre lembrar,
Dos dias vividos, do amor a vibrar.
Caminho que traço, com peso e leveza,
Escrevo o sentimento, nossa maior beleza.
Amor-próprio
Despida do medo
Ela acordou sol
Despida do silêncio
Acordou poema
Despida do deserto
Acordou asas
Despida do tormento
Acordou por dentro
Despida da chuva
Acordou arco-íris
Despida do mar
Acordou lua
Despida da noite
Acordou iluminada
Só assim, despida dos padrões
Acordou livre
Poema de autoria #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 22/08/2021 às 22:00 hrs
Manter créditos de autoria original _ Andrea Domingues
BEBO O TEU AMOR
Bebo o sumo do teu amor
Nas palavras que o silêncio
Nos vai dizendo
Bebo a seiva do teu olhar
Nos nossos gestos de ternura
Bebo o sumo do teu corpo
Neste encontro das nossas almas
Bebo em ti a paz que habita
Nos nossos corações
No deleito do teu canto
Bebo em cada dia, cada noite
Os frutos maduros fecundados
Pelo orvalho na subtileza
De cada gesto teu, em mim.
O amor existe em silêncio há incalculáveis anos, e ele é você também, intensamente ou não. Mas o amor não combina com o adjetivo insosso, por ser verbo imensurável, seja ele conjugado ou não, como deveria ser pela espécie humana. E por ser maior que o universo, o amor não pode ser definido por conceitos medíocres, pois até seu criador é um mistério infinito!
Se no amor não tenho fluência
Perceba, amor, me calo com frequência
E silencio mais
Especializo em deixar pra trás
Tudo que veio confundir o coração
O amor
Em silêncio
Dói
Porque
Desconstrói
Tudo aquilo
Que um dia
Inventamos
Pra chamar
De perfeição.
Namorada
De olhos fechados,
em rimas íntimas declamo:
amor!
O silêncio escuta e,
em leves calafrios, indaga-me:
por quem?
O sorriso, petulante, por mim replica:
pelo ato de saber amar...
E, naquele mágico instante,
o suspiro amoriscado delata-me...
Tudo que em mim se expressa,
relata tão somente você:
minha menina-mulher!
