Amor em Silêncio
""Quando a saudade apertar
Rompa do silêncio o laço
Num longo abraço
Deixe que eu encaixo em seu coração
Se os olhos pedirem pra ver
No entardecer
Chegarei com flores
Assim será nossa paixão
A noite, amor sem fim
Vinho nos lábios
Perfume carmim
pra amanhecermos repletos de nós...""
"" Quando começar a preferir o silêncio. fique esperto, pode ser a idade te convidando a se acomodar...""
"" Para quem ficou apenas com o silêncio
eu até gritei demais
sufoquei a alma
em busca da emoção
em busca de uma razão
que pudesse fazer você ouvir
o que dizia meu coração
e essa sensação
de que tudo foi em vão
abriu em meu peito uma certeza
certeza de que nunca fui nada pra você
nada além de uma simples passagem
tá certo, fui apenas passagem
aquela que acontece por acaso
aquela, que ninguém dá valor
mas espero que entenda
você foi a coisa mais importante
que aconteceu em minha vida
e independente daquilo que sou pra você
quero que saiba
que você foi e é meu único e inesquecível amor...
Tem horas que só o silêncio é acolhedor
só ele sabe, só ele grita
tem horas que aquietar é pedir socorro
ajuda que não vem
pois silêncio é agonia
daquilo que não se tem...
"" O que há de se dizer quando o silêncio é soberano
quando ouvir o seu recado?
alguém pensa que sabe tudo
quando escuta ruídos na madrugada que sempre lembram
um amor que partiu
abrem-se as portas que por anos estiveram lacradas
volta o passado numa viagem sem fim
vieram meninas e meninos inteligentes,
ditando novas idéias
novos ideais
mas tinha uma velha chata
que tudo criticava, tudo sabia
e sendo a dona do destino
se mantinha...
quanto tempo ainda restará antes da partida do poeta
antes de outras novas vozes chegarem
os ônibus trazem novidades para a feira
que sempre convence com poesia
comprarei outro livro
para livrar-me da ignorância, dos medos
pois é receoso ficar à margem de uma estrada
onde um boiadeiro desapareceu...
"" Em respeito a possibilidade de eu estar enganado, silencio e sigo esperando por você, mesmo que nunca a tenha, terei feito o que sempre fiz. amei...
" E se o meu silêncio te falar tanta coisa
e os teus olhos sentirem saudades dos meus
e se a vida disser que sim
quem de nós dois
ousará dizer que não...
O silêncio fala àqueles que se calam, se dois corações se afastaram: uma não soube organizar suas prioridades, a outra optou-se por amar a si mesma.
Às vezes... o seu silêncio e o seu ignorar... são as suas melhores escolhas. Pois com toda certeza... determinadas decisões... doem menos em você...!
Fui tomado pela paixão, no momento que o silêncio de sua boca se fez. Mas seus olhos falaram dos seus sonhos, que pensamentos ecoando no universo de sua mente. Coração pulsante de intensidade de amor verdadeiro, que transborda no ser absoluto, tanto a se dizer, mas não permito-me a não falar,. Talvez minha mente não compreenda; ou a compreensão deixou de existir em meu ser. O tempo é caminho. O amor é a certeza. O Silêncio é interrompido quando seu olhar fala tanto. Ao filósofo fica a pergunta, e a busca de compreender. Ao poeta a união de emoção, compreensão, amor,paixão. E escrever o que pensam. Não! Não somos capazes de decifrar tal egnima. Intensa és como a tempestade. Poderosa em força feita um vulcão em erupção. Sensível e delicada flor da primavera. Beleza infinita, que encanta o jardim do mundo. Há se meus ouvidos pudessem ouvir sua voz, palavras gritantes do seu pensamentos ocultos, enlouquecendo os ignorantes, não sabendo compreender. Não compreendo seu mundo, sua mente é indecifrável. O condutor da vida tempo, caminha ao seu lado, a sabedoria te ensina a reencontrar o caminho, o amor te leva ao destino. E a morte é recomeço da vida.
O Silêncio Molhado Que Permanece.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Cap. Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Por que dói o que sentimos
quando o amor ultrapassa o corpo
e procura um abrigo que já não existe?
A noite se estende sobre nós
como um véu que conhece o peso da memória
e recolhe, na escuridão, tudo o que ainda brilha.
Caminhamos entre lembranças antigas
como quem atravessa ruínas vivas,
segurando uma pequena chama,
um pedacinho de coragem,
trêmulo como o próprio peito.
Há nomes que não estão na pedra,
mas gravados no tempo interior,
onde nenhum esquecimento alcança.
Perguntamos ao que perdemos
por que continua a nos habitar,
e o eco responde com suavidade cruel:
o amor, quando excede o mundo,
aprende a sobreviver no silêncio,
e o silêncio é o que nunca parte.
Choramos por quem se foi,
mas uma voz sem forma nos revela
que o luto é por nós mesmos,
que ainda não sabemos deixar cair
as partes antigas que nos impedem de seguir.
O instante suspende o ar.
A noite respira.
A ausência se ilumina por dentro.
E o que surge
não tem contorno, nem rosto,
mas reconhece o que somos.
És tu?
Não.
Sei que restamos do nosso absoluto silêncio e lágrimas.
quando todas as respostas se calam.
E entendemos, enfim,
que amar é sempre caminhar
entre o que fica e o que falta,
entre o que se perde
e o que se recusa a desaparecer.
Por isso dói.
Porque o amor verdadeiro
não sabe ser pequeno
nem sabe morrer.
Capítulo IV – Onde o silêncio sangra.
(Do livro “Não há Arco-Íris no Meu Porão”)
Todos os tons, todas as cores se intimidam diante dos meus sentimentos.
Aqui, nada ousa ser vivo demais.
As paredes, antes brancas, já se curvaram ao cinza que exalo — um cinza espesso como poeira de túmulo, onde a alegria jamais ousaria se alojar.
Os meus estudos me encaram como se fossem juízes que perderam a fé no réu.
Eles me observam com aquele desprezo silencioso das coisas que já deixaram de esperar alguma esperança.
Livros fechados são mais cruéis do que gritos.
Eles sabem o que há dentro de mim — e, por saberem, me punem com o silêncio.
As cores…
As cores são ameaças aqui embaixo.
Quando um raio de luz tenta escapar por alguma fresta do concreto, eu o apago.
Aqui no porão, qualquer cor ofende a integridade da minha dor.
Elas tentam abrir janelas.
Mas eu… eu me tornei porta trancada.
Os risos…
Que ironia!
São filhos bastardos da minha solidão.
Quando escuto alguém rindo lá fora, é como se zombassem de mim — como se gargalhassem da minha tentativa de continuar.
O mundo caminha — eu desisto.
O tempo sopra — eu me calo.
E então…
Num canto onde as teias se recusam a morrer,
…há uma presença.
Ela não fala.
Não move nada.
Mas está ali.
Como um sussurro antigo, como um perfume de violeta que alguém usou num dia trágico.
Camille Monfort.
Não a vejo, mas a pressinto.
Como quem ama com olhos fechados.
Como quem morre em silêncio por alguém que nunca se foi.
Se minhas lágrimas têm peso, que elas sejam dores e honrarias a ela.
Que minha ruína seja o altar para onde seus passos invisíveis vêm recolher o que restou de mim.
Ela não precisa me salvar — basta que continue existindo…
mesmo que só como lembrança.
Mesmo que só como dor.
E se um dia, por descuido, Camille se revelar…
que seja com a delicadeza de quem pisa em ossos.
“Os gritos carregam um significado assombroso: em quem os lança, ressoa a imposição do teu silêncio.”
