Amor em Alta Velocidade
Não me use como remédio para sua dor. Você pode descobrir muito tarde que ingeriu uma dose alta demais!
Com a mesma
alta temperatura
da noite de hoje,
estou pensando
o tempo todo
como trazer você.
Como gostaria
estar na praia
diante da Lua
dando aquele
beijo ardente
de enlouquecer,...
Com a urgência
dos amores
impossíveis,
e com as folias
mais incríveis,
vou te trazer
de um jeito
doce e sutil,
que outra coisa
nunca mais
vai te entreter.
Devo-lhe imensamente tantas:
os risos, os gozos e os prantos
Tenho-lhe na minha alta conta:
não me perdi na tua ausência
Temos uma história para contar:
- não sei no que vai dar
O importante que venhas inteiro,
e eu seja o teu amor derradeiro.
Augusta e profunda sintonia,
- Aprendeste que és poesia! -
Suprema glorificação que tua alma
- exibe -
Amar-me em pensamento sublime.
Canto-lhe o meu soneto enluarado:
casto, sublime e apaixonado
Tenho-lhe em letras proibidas
escritas por todos os poetas,
Temos todas as noites para virar:
- revoadas para alçar
O emocionante você já entendeu:
és impávido e sempre serás meu.
ATRAVÉS DA JANELA DO ÔNIBUS
(...)
As pessoas não nos ouvem porque estão em seu caminho andando rápidas demais, ou então caminhando como zumbis surdos-mudos. Quando sofremos, paramos diante do sofrimento, pois, enfim, algo de extremamente real está a nos deixar perplexos. O conforto da ilusão acaba, e a boa vida, simples, tranquila, é interrompida por algum fato traumático, insólito, estranho. Algo nos arranca da hipnose coletiva e nos põe sozinhos, não por estarmos sozinhos no mundo, mas por nos acharmos fora da catalepsia cotidiana de quem levanta da cama, toma café, põe o mesmo uniforme ou terno e vai para o mesmo trabalho quase que sem lembrar-se em que dia da semana está. Para uns, isso é a glória e o orgulho por se sentir um herói fora do gado humano. Para outros, experiências dolorosas ou alegres, desde que excedam o "script", são sintomas de que estão fora da realidade.
(...)
Naquela noite, não pude dizer nada à garota, pela distância em que me encontrava dela. Os policiais já tinham se encarregado de soccorê-la, além de, eventualmente, servirem de psicólogos de improviso. O gado do ônibus seguia para seu estábulo, bem disciplinado e anestesiado. A garota ficou lá, à mercê do princípio que diz que seres humanos não devem estar fora do convívio social. O ser humano é um animal domesticável, interdependente de seus pares. Nenhum de seus pares parecia lhe ouvir, as manadas humanas lhe passavam sem notá-la. O ritmo do mundo a atropelava e a redoma em torno de nossos ouvidos impedia que seu uivo ecoasse em nossas mentes. Apenas o vidro da janela do ônibus me permitiu ver a paisagem do medo e da perplexidade. A banalidade da Vida veloz e sem conteúdo impera sobre o sabor das lágrimas daquela garota.
("Através da janela do ônibus": http://wp.me/pwUpj-L6)
você é a gasolina que gera energia e me faz correr mais rapido chegando cada vez mais longe;
Você é o raio de sol que acaricia a minha pele todas as manhãs mesmo estando kilometros de distância;
Voce é essêncial para mim assim como a água é vital para o ser humano;
Você é a maior estrela do céu que ilumina minhas noites escuras me fazendo dormir tranquila;
Você não é o princípio em minha vida, porém realmente desejo que me ajude a escrever um final feliz;
Você é o amor que queima minha alma mantendo a chama da paixão e do desejo sempre acesa;
Você é a lágrima doce que verte dos meus olhos resultado de alegrias e não tristezas;
Você é o bater acelerado do meu coração e a minha respiração mais profunda;
Você é meu homem, companheiro e amigo;
Você é: minha outra metade, sem ti certamente eu seria incompleta o resto da minha vida;
Obrigada por tudo. Eu te amo cada dia mais.
Glória
Vive dentro de mim um mundo raro
Tão vário, tão vibrante, tão profundo
Que o meu amor indómito e avaro
O oculto raivoso ao outro mundo
E nele vivo audaz, ardentemente,
Sentindo consumir-se a sua chama
Que oscila e desce e sobe inquietamente;
Ouvindo a minha voz que por mim chama
Em situações grotescas que me ferem,
Ou conquistando o que meus olhos querem:
Príncipe ou Rei sonhando com domínios.
Sinto bem que são vãs pra me prenderem
As mãos da Vida, muito embora imperem
Sobre a noção real dos meus declínios.
(in "Dispersos e Inéditos")
Irmãos, a um mesmo tempo, Amor e Morte, / criarei a sorte. / Coisas assim tão belas / no resto do mundo não há, não há nem nas estrelas.
Os arrufos entre amantes podem ser renovações de amor, mas entre os amigos são deteriorações da amizade.
O mais belo momento de uma mulher (...) é aquele em que, seguros do seu amor, ainda o não estamos dos seus favores.
O nosso amor-próprio suporta com mais impaciência a condenação dos nossos gostos que a das nossas opiniões.
