Amor e Odio Sao Iguais
Crescemos, sim. Mudamos, sim. São mais de dez anos ao seu lado, e como você mesma disse, eu nem lembro do mundo antes de conhecer você. Serão mais tantos anos, tantas histórias. Seremos velhinhas finas, tatuadas e moderninhas, teremos casas vizinhas (se um dia você voltar do Rio), jamais perderemos a loucura de mulheres neuróticas pelas madrugadas insones. Amigas são para sempre. Você é para sempre. Não se perca de novo, por favor. Não se afaste mais de mim. Mas se um dia isso acontecer, pode ter certeza: Pararei meu mundo só pra te buscar.
Indiaroba: O Tempo que Nos Une
Há lugares que são mais do que pontos no mapa. São pulsações vivas, ecos de passos antigos, vozes que se entrelaçam no vento. Indiaroba é um desses lugares.
Hoje, no dia 28 de março, celebramos a história de uma terra que nasceu entre águas e raízes profundas, carregando em seu nome o sussurro dos povos que vieram antes de nós. Indaiá, a palmeira que dá sombra e sustento. Andiroba, o óleo amargo que cura. Indiaroba, um nome que fala de resistência, de riqueza e de pertencimento.
O tempo moldou seus caminhos. Feira da Ilha, Vila do Espírito Santo do Rio Real, Preguiça de Cima... foram muitos os nomes e as geografias até que, em 1938, Indiaroba se ergueu como cidade pelas mãos de Antônio Ramos da Silva. Mas antes disso, já era abrigo de histórias, encontros e tradições.
As águas do Rio Real sabem de tudo. Viram canoas cortando a correnteza, crianças mergulhando nas tardes quentes, pescadores lançando redes com fé e paciência. Viram a cidade crescer sem perder sua essência, um pedaço de terra onde o passado não é esquecido, onde o presente se faz forte e o futuro se abre como maré cheia.
Indiaroba é o riso solto das crianças correndo nas ruas de pedra, é o cheiro do café passado na cozinha da avó, é o canto dos Lambe-Sujos e Caboclinhos, que tomam a cidade em festa e tradição, pintando a pele de pertencimento e cultura.
É a memória viva dos anciãos que contam histórias ao entardecer, é o olhar dos artistas que transformam cenários cotidianos em eternidade, é a fotografia que captura não apenas a imagem, mas a alma.
É a terra que ensina que cultura não morre quando é lembrada, que raízes são laços e que o orgulho de ser daqui é um fogo que não se apaga.
Indiaroba não é só um lugar. É um sentimento.
E hoje, ao completar mais um ciclo, seguimos celebrando cada passo, cada conquista, cada pedaço de história que constrói quem somos.
Parabéns, Indiaroba! Que seu povo continue sendo sua maior riqueza.
—, ©Jorgeane Borges
Mais doentes ainda são, sem dúvida, aqueles que veem nos outros sinais de loucura que não veem em si mesmos.
Pessoas ingratas são capazes de esquecerem-se de mil favores, mas jamais se esquecerão do dia em que você disser: NÃO!
Não me importo com padrões. Os princípios da normalidade são estabelecidos por homens anormais, capitalistas, corrompidos e inconstantes.
Bailarinas
Bailarinas são seres maravilhosos.
Elas conseguem fazer um movimento delicado sem deixar transparecer o esforço que é preciso para exercê-lo;
Suas lindas sapatilhas escondem horas de dedicação á treinos pesados, que resultam em pés surrados e calejados;
Com a dor elas se acostumam para poder dançar sem descer da ponta dos pés, mantendo sempre o sorriso no rosto e a cabeça erguida até o fim do espetáculo;
Por esses e muitos outros fatores vejo algo de especial nas bailarinas, visto que por trás de tanto encanto e sedução nos olhares da platéia, há garotas nos camarins enfaixando seus pés com esparadrapo para amenizar a dor e mais uma música dançar.
Todos esses sacrifícios com o simples objetivo: ter a liberdade de sonhar e ser feliz, exercendo a sua própria paixão.
De todos os seres vivos as plantas são as mais perfeitas. São as únicas que não se alimentam de outros seres vivos para sobreviverem.
É intrigante, como é que essas pessoas, que são tratadas como gado em está sociedade, não tentam destruí-la?
Aqueles que gostam e cuidam de animais, árvores, plantas e flores, e também das pessoas, são mais humanos!
Já parou para pensar que os sonhos que sobrevivem aos devaneios são indicadores do que somos e para onde devemos ir? Pois é, sonhos relutantes indicam o que viemos fazer aqui.
— Icaro Fonseca
O tempo não volta só porque você quer. Aceite. Relacionamentos são perfeitos sendo imperfeitos.
Palavras são o espelho da tua alma, beleza suprema!
Tens a energia de anjos e querubins!
São códigos num mundo de eternidade,
Sons no compasso dos sentimentos.
E deixa por onde passas um feixe de luz.
Não deixe um mundo sem brilho,
Façamos brilhar...
Não é nada não...
Não é nada...
é só uma dor que não passa,
uma ferida que não se fecha,
um mal para o qual não há cura,
não é nada além dessas coisas
ligadas às dores de falsos amores.
Não é nada...
É só a solidão
fazendo morada em um coração
vazio e cansado,
sempre machucado.
Não é nada...
Eu garanto,
é só desilusão, desencanto,
fazendo rolar o pranto,
encharcando a alma
errante, errada, desvairada,
Não é nada...
Não se preocupe...
É só um pesadelo sem fim,
que tomou conta de mim...
Todas as coisas a nossa volta nada mais são que manifestações de nossa própria mente, se pretendemos genuinamente mudar o mundo e as pessoas ao nosso redor, faz-se necessário mudar, primeiro, a forma como nós mesmos os vemos.
