Amor e Desejo
TOCA-ME ME FAZ FERVER...
Toca-me!
Sente o amor frenético
Movido pela intensa paixão
Que retumba noite e dia no meu peito.
Toca-me
Degusta meu suor doce de amor
Aprecia a maçã do pecado me enfeitiça
Põe poema na língua ao me beijar.
Despe minhas roupas com teus dentes
Explora cada centímetro do meu corpo
Com olhos de lince...
Ataca-me!
Como uma fera atrás da fêmea no cio...
Leva-me ao extremo prazer num toque
Pois cada toque teu me faz perder
A noção do que é certo e errado.
Vamos juntos conhecer a plenitude
Da insana paixão.
Luly Diniz.
A felicidade não está em evitar o amor que se torna dor, mas, que o sentido daquilo que é perecível é dado ao meu ser por justamente representar o incontentamento e inconstância do desejo.
"Quem não ama ninguém vive constantemente os desejos de um novo amor. Quem ama alguém viverá constantemente o desejo de ser o último amor."
Amor Sincero...
Nas horas serenas de ontem à noite, entreguei-me ao sono e minha alma te buscou, ansiando pelo toque do seu ser para encontrar a plenitude e o calor do amor. Em cada batida do meu coração, a certeza floresce de que nossos sonhos entrelaçados são mais reais do que a própria realidade.
Tu és a constelação que guia meus sentimentos, a razão pela qual meu coração bate em compasso de paixão. No suave amanhecer, a luz do dia é emoldurada pela tua presença ao meu lado. É nos teus lábios que encontro o néctar da vida, após cada banho, renovando meu desejo de ti.
A cada aurora que compartilhamos, a imensidão do meu amor por ti se revela como as cores do céu em constante mutação. E ao olhar nos teus olhos, percebo que és o sonho que se eterniza, o amor que transcende todas as dimensões do tempo.
Eu te amo muito, és o fulgor que ilumina cada passo da minha jornada. Adormecer e despertar ao teu lado é viver em um poema do coração, onde cada palavra é entoada pelo amor que nos une. E assim, meu amor, eu te confesso com toda a minha alma: Eu te amo muitão.
Exiba-se
Por uma poção de amor e carinho,
Querida, sou louco e carente,
Cuide bem desse seu paciente,
É detestável adoecer sozinho.
Apresente-se à minha frente
E simplesmente sorria
Para esta minha hipocondria,
Que ser-me-á já proficiente!
E para ajudar no tratamento,
Reprima a hesitação,
Acionando os pinos da volição,
Que instigam o avivamento.
Sim, querida! abuse da ousadia,
Exiba seu corpo, seu rosto,
Que os tomarei com gosto,
Como panaceia todo dia!
Peço: só não me manipule o vício,
Disponha de sua liberdade
Amando-me de verdade,
Respeitando esse santo ofício.
Senão, ponha-se pela porta afora
E não me veja agonizar,
Pois vou me esvaziar,
Transmudar-me numa abóbora.
RIDÍCULA
Meu amor, eu te amo
Não como quem ama em equilíbrio
Ou como quem ama em concerto
Como quem escolhe o seu amor,
Não, amado, não te amo assim
Eu te amo diferente
De um jeito tosco,
Assim...
Particularmente
Ridiculamente,
Pateticamente...
Por que amado, o amor não é ridículo,
Mas ele nos deixa ridiculamente ridículos.
E assim, amado, eu te amo
Como quem ama a insensatez
Por fora te exibo o sorriso da dama,
Por dentro sangro a minha estupidez
Te amo como quem ama em desalinho
Por linhas tortas e dissonantes
Correndo sempre em tua direção,
Amiúde e devagarinho
Te entrego pouco a pouco
Parcos pedaços do meu coração.
Amor de graveta. 22/08/2019
Sempre esperei para te ter
Como nunca havia tido,
Está outra parte do meu ser
Que por muito, a Deus venho pedindo.
Um amor, este sentimento maior
Alguém, como só tu és capaz de imanar
Deste meu peito toda angústia e dor.
Quando eu penso em te
Eu saio de mim mesmo,
E nessa doçura de ser eu tu,
Eu encho- me dê mim e sobejo,
E te perco, no nevoeiro da paixão
Desta loucura de querer e desejo.
Numa linda noite tamarindo
Quando o momento estava sorrindo,
Foi pela boca do luar
Que ouvi o teu sussurrar, este miar
Dos teus sentimentos no obscuro,
Dizes-te “Eu te amo”.
Amor?
Que amor?
Com que amor mi amas?
Aquele que guardas nas gravetas,?
Este amor que dizes ter, ao perecer dos meus olhos?
Um sentimento assombrado,
Empoerado e enferrujado,
Faustoso, este haver de não ter
Querer de não poder
Ser de não estar.
Um amor que não ama
Um amor que dá trauma,
Um amor de graveta.
O amor é um paradoxo de liberdade é querer ser livre em pensamento alheio, porém preso em seus desejos!
"Perdição é querer você, coração fadado à sofrer, nesse amor perecer, lamento do meu ser, desejo de ter, lágrimas que regam o amanhecer..."
"Não confundamos a verdade essência do amor com desejos e satisfações, pois amor é quase sempre suportar o que nos faz sofrer para satisfação de outrem"
O amor quando é forte e com entendimento, suporta muitas dores... Porém quando é fraco e regado de ignorância, rápido se enfada e se entrega a ira.
Se deseja sentir prazer, procure-o em qualquer lugar. Mas se deseja encontrar o amor, olhe-se no espelho!
"Traduzo seus pensamentos em todas as línguas
Falando-me do seu eterno amor e paixão
Emoção que faz o coração quente ser balançado
Respiro uma fragrância que vem do seu corpo
E sinto o fogo do desejo ser atiçado"
(Trecho do Livro "ENCONTROS & DESENCONTROS:NA CHAMA DO AMOR" AUTORA Wanda ROP-2022-Ed Sunny)
No Meio do Quase.
Amor que desafia a razão
Cabe em equações?
Ou a lógica falha
diante do que o coração sente?
É um jogo de xadrez,
onde as peças se movem sozinhas,
e o xeque-mate nunca chega.
Ou será que o jogo nunca termina?
Amor que se impõe,
mesmo quando não deveria:
arde na ausência,
esconde-se em suspiros e silêncios.
É uma contradição:
quanto mais se tenta calcular,
menos se compreende.
Ou será que entender não é o essencial?
Distâncias que se encurtam e se afastam,
como mãos que quase se tocam,
corpos que se atraem,
ímãs que buscam o abraço,
mas hesitam no último instante.
Por que o quase dói tanto?
Palavras tentam, mas falham...
O vento, ao passar,
carrega o que não expressamos.
E o sabor do beijo que nunca se deu...
os lábios guardariam
um gosto doce ou amargo.
Ou será que o calor no ar
já é suficiente para alimentar o desejo?
A dúvida é parte do fascínio,
o fascínio está na dúvida.
Que persiste, mesmo quando parece impossível,
queima na ausência,
um fogo que não se apaga.
Talvez seja isso:
a magia está no quase,
no quase toque,
no quase revelar,
no quase ser.
E no meio do quase,
o amor se faz presente,
em silêncios que dizem tudo,
desafiando a razão,
e nos lembrando que,
às vezes,
o que não se completa
é o que mais nos move adiante
Só quem viveu um grande amor, pode compreender a sua real intensidade e como ele não foi esquecido.
