Amor e Bondade
Enquanto a maldade acreditar que é expondo sua figura que conseguirá dominar o mundo, a bondade age na surdina antes de todos sem se preocupar, ao preparar um delicioso chá antes de dormir
Lute todos os dias da tua vida até ver a bondade triunfar, que ela chame baixinho pelo teu nome ao encontrar a paz
Não te perturbes com a prática da maldade, olha a tua volta e observa o quanto a bondade se compadece de ti
Na grande maioria das vezes a sombra do herói é muito maior do que a verdadeira bondade escondida no olhar do vilão
O lado bom da vileza é que ela não consegue se esconder por muito tempo;
O lado ruim da bondade é que ela demora a ser descoberta a todo momento
Quando o mal quis ranger os dentes como pesadelo, a bondade me mostrou através da realidade que é possível sonhar
Quando a ira aportar em face cuja bondade resplandece, tenha certeza que o espírito genuíno já não está mais ali
Bondade também tem limite, jamais esqueça que você será o aperitivo depois de oferecer água para abutres
A bondade nunca foi bem recebida neste mundo, entrou pela porta da frente há mais de dois mil anos, mas é cotidianamente escorraçada pela porta dos fundos
Quando a bondade for ao teu encontro no caminho de ida, a maldade jamais irá ousar se aproximar de ti no caminho de volta
Irene , Chamas Gêmeas.
Irene, escrava boa, obediente...
Lá vai Irene, cuja bondade não existe...
Ela tem, sim, um coração partido...
Essa alma calada que um dia gritou,
não só por liberdade, mas por um amor...
Não um amor qualquer, mas o único daquela mulher...
Aquele a quem deu a vida e todos os seus instintos...
E, em troca, abandonada, com o coração vazio...
Lá vai Irene, que de bondade não tem nada, só uma vida amargurada...
Essa é Irene, que um dia sonhou...
Não sabe Irene que escravos não têm direito ao amor?!?!
Um dia, Irene se foi... Do mesmo jeito que viveu... Em total desespero...
E nessa hora a imagem do seu amor se revelou...
Um misto de dor e alegria... Enquanto uma lágrima caía...
Lá vai Irene, cuja bondade não tem nada...
Quem sabe reencontre-o pela eternidade.
Lá vai Irene... Irene não vai para o céu...
Ela volta em outra época... Para conquistar o que por direito é seu...
Irene não é mais Irene... Ela agora tem outra vida...
A sua voz ninguém vai calar...
Ela luta e grita... E de novo o seu amor vai reencontrar...
Outra realidade encarar...
Ela não é mais uma escrava...
Mas ainda uma linda mulher...
Porém, por ironia do destino,
o seu eterno amor também é...
Eita, Irene, como vai brigar e vencer...
Se de novo um amor proibido vai ter?!?
Você tem a sua própria vontade
e o seu próprio querer.
Se lutassem juntas, poderiam prevalecer...
Mas, de novo sozinha...
A vida toda vai viver...
A morte não é o fim...
E outra jornada vai chegar...
Essa é resignada e espera, até se cansar...
Aí, vai à luta... Para vencer ou se arrepender...
Essa não se importa...
Só não consegue ficar esperando
por algo que ela mesma pode fazer...
O seu amor pode fugir e até se esconder...
Mas dessa vez... Seu medo ele vai esquecer...
Um medo muito antigo...
Mas que tudo se explica...
Ele, branco, europeu...
Ela, índia, guerreira...
Lutaram, enfrentaram a todos...
Ele a defendeu...
E, em troca, a vida perdeu...
Alma sentida por tantas eras...
Mas hoje é diferente...
Não devem obediência a tanta gente...
As convenções não podem assustar...
E, finalmente, juntos vão apenas amar!?!?
Não aspiro à bondade que se molda aos caprichos alheios, mas à justiça que, implacável e serena, sustenta a verdade mesmo quando o coração vacila.
