Amor Dolorido
E agora? Eu te desafio...
Entre o espaço e o tempo,
Perco-me entre os dois,
O meu nome é pensamento,
Muito é o prazer!
De vencer cada um deles,
- um grande desafio -
Que julgam ser um desatino,
- Um brinde ao desafio! -
E agora? Eu me apoio...
A vida de pernas para o ar,
Imito-a, enfrento-a,
O meu nome é bravura,
Eu sou atleta!
Dessas letras, e das que virão,
Eu sou poeta!
Do olhar ao clique,
- uso a minha sensibilidade -
Enfrento o julgamento,
- Esforçando-me ao máximo!-
E agora? Eu reafirmo...
Tentando alcançar as estrelas,
Mergulhando na tua alma,
O meu nome é desafio,
Ouso, nada sublimo,
Guerreio, enfrento,
Carinhosamente alento,
Sou feita de audácia e arrepio,
Venço os obstáculos, eu os desafio...
A vida sempre surpreende,
- explicitamente
E até secretamente...,
A vida nunca mente,
- cedo ou tarde
A vida revela a verdade.
A vida em plenitude,
Corporificada em ti,
Amante e cintilante,
A vida é alucinante...,
- ela conduz a gente
Escandalosa ou silente.
A vida luminescente,
- incandescente
Sólida, líquida e gasosa,
Sempre é um presente,
- que se renova
E nos brinda plenamente!...
Não sossegue,
- enfrente!
A vida é feita de lutas,
siga em frente!...
É com coragem é que se vence
Todas as disputas... Gloriosamente!
Observo de cima,
Lá do alto dos montes,
Não há tempo que oculte,
- Ninguém que esconda
E ninguém que se esqueça;
Do Bem que fizeste,
Tal como o riacho cortando,
Os montes e prados verdejantes.
Como o Ofício cantado,
Pelos monges entoado,
Não há mal que permaneça,
- Deus sempre vem em socorro
Ele não nega o auxílio;
Ao órfão, à viúva e ao peregrino,
Ele é a Luz que alumia o caminho,
Verdade, Caminho e Vida que nos guiam.
Cada certeza dedicada,
Em prece ofertada,
Deste coração contrito,
- Tenho em ti a minha fortaleza
E cada desvio por ti remido;
A fé de quem carrega o teu perfume,
Embalando a tua misericórdia infinita,
Que és o verdadeiro amor da minha vida.
Não me procures,
Eu pertenci a você,
Agora ao futuro,
- pertenço
Não me procures,
Eu um dia te amei,
E você não me amou,
O passado já passou;
A tua voz me rouba a paz,
Só de pensar em você:
não me agrada mais.
Não me procures,
Peço que me esqueça,
Não que eu mereça,
Eu já te quis demais,
Agora você nada me faz,
- desista -
Não é coisa de artista,
Deixe-me no meu lugar!
Calma, serena e à beira mar,
Não tente me tirar daqui,
Eu não vou te encontrar,
- Aqui é o meu lugar! -
Não me procures,
E não tente me atrair!
Tudo o quê fizeres,
Será perda de tempo,
És o meu esquecimento,
- voluntário
Não gosto de gente
sem coração,
vibração e emoção;
És sem nenhum sentimento,
Tudo para você é só o momento,
- Você já teve o seu tempo!-
Longe de mim,
Proclamar-me poeta,
Eu não sei rimar,
Não sei o que é poesia,
- e muito menos diferenciar
A poesia de um poema,
Não sei se uma é melhor
Do que a outra,
É verdade! Eu sou doida!
Eu sou muito doida!
Porque quando escrevo
Faço uma confusão danada,
- e quase sempre -
Não sei quando uso a rima,
E a hora de fazer métrica;
Escrevo como uma fugitiva
Em nome da estética
E da razão que surge do nada,
Fugindo com a poesia nas costas.
Escrevo de forma bem atirada,
Do jeito que o Diabo gosta,
E deixa Deus bem corado...,
Estes versos sem propósito,
Seguindo pela rua desvairados,
Beijando doidamente,
Todas as bocas e aos bocados,
Eu realmente não sei escrever,
Longe de mim deixar-vos enganados...
A vida tecida na rede artesanal,
surgida ali de forma especial.
- Altos ventos de outrora! -
Numa viagem para dentro,
contemplando o agora...
- Augusta ágora! -
A Humanidade é celestial,
mas ela vive de forma banal.
Doutores deveriam fazer o caminho,
De volta para a liberdade.
- Excelsa verdade! -
A felicidade consiste em navegar
como os pescadores pelo mar...
- Máxima virtude! -
Balneário Barra do Sul é o despertar,
pelas mãos do tecedor voltei a pensar.
O destino filho da rede artesanal,
crescido de um jeito sem igual.
- Nasceu como maré calma! -
Enfrenta com força a maré alta,
porque ele tem paz e alma...
- Virtuose e glória! -
Nascidos do desapego
Da suntuosidade do litoral...
Só conhece, quem testemunhou;
e só pode contar, quem escutou.
- Não duvide! -
Foi Deus quem determinou,
Ele é quem teceu, e nos criou...
- Escritos no firmamento! -
Quem tem personalidade,
não se leva pelo vento.
Porque o Mestre e Caminho,
A Verdade e a Vida,
Escolheram por companhia:
a amizade do pescador.
Souberam tirar o sustento
Da rede tecida,
Disso ninguém duvida:
a vida é arte celestial...
A tua doce liberdade,
Nunca se [ausenta
De mim,
A tua forte [presença
Em mim,
Provoca algo,
Sem fim.
Quando você vem
Para mim.
As asas do teu [ser
São só de amor,
Lindo é o teu [ser
Todo em esplendor;
Tens toda a [luz,
Que seduz sem pena,
Aquece porque é plena.
A tua lida guerreira
Dominando mares,
Desbravando terras,
Faz de mim inteira;
Vivo só de saudades,
E você com os marines,
Suspirando com mil vontades,
Que tu voltes só por mim
Celebrando mil felicidades!
Tu tens a minh'alma, tu me tens
Em todas as posições...,
Como um barco repousando
Sob as águas salgadas
De todas as emoções...,
Tudo flui,
Em Balneário Barra do Sul;
- Terra de todos os amores
Dos nossos sonhos e mil seduções.
Sou a canção nascida da voz
Do pescador e da rede,
Como peixe sem cardume
Busco o meu rumo,
E o teu amor como lume.
Tu me tens pela eternidade,
Sou as ondas do Universo,
A dança de todas as horas,
A saudade pela qual choras,
A valsa de toda a bondade,
A santidade e o erotismo,
- virtudes eternas em letras
Balneário Barra do Sul
É poesia para que não te esqueças.
Surgi como o mais
belo juramento,
Sem engano e
sem tormento.
A minha essência
é profética,
Sou a encarnada
amenidade poética.
Para fazer-te companhia
ao invés do sol,
À beira mar, um oceano
de desejos,
Com versos e todos
os beijos;
Para fazê-lo amar,
longe dos medos.
Estou a te esperar,
poeticamente,
Da forma que ninguém
soube ousar,
E tampouco imaginou
experimentar.
Estou a crer,
infinitamente,
Que virás como
uma mansa manhã,
Acariciando-me
amorosamente.
Como Ave gentil,
Pousou a poesia,
Como gaivota,
À beira mar,
A contemplar,
E escutar,
O que o coração
Tem para falar.
Como Ave gentil,
Assim sou eu
No embalar,
Sempre a te esperar,
E cantarolar
Como as ondas do mar,
Cumprimentando sempre
O azul infinitamente anil.
Como ave gentil
A te espreitar,
Estou aqui,
Te buscando,
Devotadamente,
Sob a luz das estrelas,
Com uma saudade imensa,
Da tua paixão intensa...
Sou o verso mais inebriante,
O desafio, a tua lida,
Sou toda a tua vida,
A odalisca sensual, o teu afeto,
- o teu romance
A papoula rara, - proibida
O incenso oriental,
Que desarma o teu exército,
Genuflexa te embevece,
Dum jeito que te enlouquece.
Em meus lábios escaldantes,
Assim você se deslancha,
E se derrete inteiramente,
Eu tenho um talento único
De te pôr em ponto fervente;
O meu sabor é o da noite,
Eu te faço deitar com a madrugada,
- sou o maior amor da tua vida -
Uma amante para jamais ser esquecida.
Não consigo
ser diferente...,
A poesia que enxerga
em mim,
É mais tua
do que minha,
Essa poesia mora
mais em ti
Do que mora em mim;
Não consigo
ser diferente...,
Escrevo para causar
contentamento,
Escrever para mim
é como um rubi,
Escrevo com o que há
de mais vermelho,
- em mim -
Escrevo para mexer
com o sentimento.
Nunca duvide
do que a minha poesia
é capaz,
Quando menos imaginas,
tu irás atrás,
Do Bem que só
ela te faz;
Tu bem sabes do
que ela é capaz,
Além de ser canto, ela é
o teu colo de paz.
Não consigo
ser diferente...,
Sou o verso presente
nos teus lábios,
A doçura caída do céu
em teus átrios,
Para mudar o teu presente
– um presente,
Nunca estou ausente,
és ciente,
Porque eu
sou diferente;
Não consigo
ser diferente...,
Cheguei para mudar
os teus dias,
Para trazer sorrisos
e mil alegrias,
E fazê-lo feliz
e cheio de valentia,
Guardando cada escrito
meu como magia,
Para sempre se orgulhando
que eu existo: sou poesia.
A noite traduzida em pele de felina
Chegará só dizendo sim,
-altiva-
Para te fazer inteiramente meu,
No meu colo macio como cetim.
Chuva em noite que o luar enfeitiça,
Aqui dentro faz sol,
-ilumina-
Para te fazer inteiramente seduzido,
Doce e entretido.
Aqui no meu corpo tem mar,
E no meu coração tem amor,
Em mim há todo o mel,
Os meus lábios têm sabor do nosso céu.
Sei que não podemos,
Sei que não devemos,
- Nos limitar -
Fugir diante do mundo,
Nós temos a nós,
Decerto é o abrigar.
Sei que podemos,
Sei que devemos,
Nos recorrer, amar;
Sem medo do mundo,
Só nós sabemos,
O nosso tempo e lugar.
Para onde?
Eu não sei.
O nosso amor é a lei.
Ele escolhe o destino,
- o calendário
Elabora a rota e o ninho,
O amor sabe de tudo,
Ele sabe sempre onde chegar.
É o ventar irremediável,
Carregando as ondas
As areias e conchas,
O rebojar balançando,
O barco navegando,
Como o leme para lá,
E com o leme para cá.
Lá está você, e cá estou eu,
Somos estrelas-do-mar,
Somos o que quisermos,
Arte e ciência, - paciência
E doce imprudência;
Segundos, minutos e horas,
Somos anos, décadas e séculos,
A expressão de uma existência.
Debalde procuro as nossas histórias,
Todas retidas na minha retina,
E bordadas nas minhas memórias.
Flutuação que sempre me leva
Para dentro, ela rompe o tempo,
E sacode todo o sentimento...
Entrevejo a tua presença em tudo:
Tens o meu amor nada diminuto.
És o meu canteiro, o meu jasmineiro.
Não sossego nenhum segundo,
Distância que há de ser rompida,
Por esse amor inexplicável e profundo.
Fizeste-me tua
desde o primeiro
momento em que te conheci,
À partir desse dia
passei a ser
mais tua do que minha.
Fizeste-me tua porque o teu
acariciar é como o poente
em repouso dengoso sobre o Balneário,
contrastando com o mar de turmalina.
Fizeste-me tua porque
soube domar o meu pertencer,
Como o Sol toma conta do oceano,
Você invadiu todo o meu ser.
A minha pele já se confunde
com a sua,
- [por isso fizeste-me tua
No espetáculo da palavra ardente,
talhada no crisol da retórica
e no fogo ardente da mesma ideologia.
Nasceu o amor na troca de olhares:
a nossa inimaginável magia.
Fizeste-me tua porque comigo não
abandonaste o teu ser combativo,
Reaprendeste o caminho de volta
da ternura e do carinho.
Os teus dias passaram
a não ser mais os mesmos;
eles passaram a ser poesia,
doçura, carícia e melodia.
Fizeste-me tua porque mesmo eu
estando ausente, estou sempre
presente te embalando com versos
e a minha poesia que inundam
cada momento da tua vida.
Sou o tem sorriso, a tua canção e a paixão que trouxe brilho nos olhos e luz para o seu coração...
Você sabe que no minueto das horas
sempre estarei presente no teu sonhar, e em cada minuto do teu palpitar...
Vivo numa casa que tem palmeiras,
E você ainda não se deu conta,
Que eu vivo à beira mar.
E que da vida só levarei as grandezas,
Para sempre esquecerei as pequenezas,
´- eu vivo para escrever e sonhar.
O Frei me disse que o escritor tem uma
sina: "- O escritor de tanto escrever acaba
deixando a vida levar...".
Ainda sou moça tenho muito o que viver,
escrever e te amar.
Hoje passei a minha tarde pensando
o nosso amor na beira da praia,
- eu estou a te esperar.
Vivo nessa roda viva escrevendo,
Doidamente cada perfume do meu
pensamento,
Nascido do sentimento,
E forte como filho do vento.
Ao cair desta tarde, apreciei você meditando
na areia da praia,
Deixei o mar tocar os meus pés,
O céu estava brilhante e remexido,
Fiquei de longe te olhando...,
A tua pele macia...,
A tua barba e o teu sorriso branco.
Sim, vi um pássaro voando desacompanhado
voando na imensidão;
Foi um sinal divino que você estará chegando
para me tirar de vez da solidão.
O mistério dos teus olhos,
Castanhos e nordestinos,
Lembra os dias coloridos,
Marcante como passos,
Na areia e no coração,
O étereo beijo não dado,
Pela poesia sublimado,
Mas não esquecido,
Ainda me balança,
Tal como a palmeira
Ao vento de maracaípe,
Confundo Pernambuco,
Com Sergipe, e até parece
Que bebi um alambique.
Eu te vejo em boas letras,
Invernais e de verão febris,
Porque és meu chão,
És meu Norte e meu Sul,
Nem desconfia que és meu,
Tu és meu tudo e meu nada,
Tens todas as misturas,
Do que chamam de raças,
És verdejante por tuas matas,
Auri e profundo pelo teu ouro,
Azul pelo teu céu e teus mares,
Pleno, celeste e Sudeste,
Lindo até no seu Centro-Oeste,
Em berço coroado de estrelas,
És a minha constelação - e meu país.
Ouço o gentil bramido do mar,
- você aqui comigo não está
Grande é o espaço para sonhar,
Um dia você chegará para ficar.
Dizem que o vento te levou,
Canto para você voltar,
Quem uma vez se apaixonou,
Não esquece uma noite de luar.
Andas buscando mil desculpas,
Só para não me enfrentar,
Porque tens medo de amar,
E a tua vida me devotar...
Sei que não acertei na rima,
Perdoa-me, ainda sou menina;
- fiquei perdida -
Talvez seja até a minha sina.
De viver em busca do amor,
Tentando entender o mapa,
Que me leva até a mina
Deste homem que fascina.
Talvez eu tenha uma chance,
De nascer de novo,
Para redescobrir esse ouro,
De renascer esse romance.
Como o teu beijo que me fala,
Aprecio o céu cor de opala,
Como a sutileza,
Nado nesse mar azul turquesa,
Carinhosa areia branca,
Cor de areia na ampulheta,
O amor está cheio de esperança...,
- todos misturados como letras;
Enchendo o coração de fé
e engrandecendo esse amor que não
cansa e nem se cansa... Vive e crê!
Festa e luz interior,
Iluminando o exterior,
Assim é o Rio de Janeiro,
Soberano como um poema de amor,
Belo e sempre em pleno esplendor.
Em busca do teu olhar penetrante,
Olho para o céu só para te encontrar,
- grande é o amor que tenho para dar
Da ternura boa para plantar,
- todas as veras faces reveladas pelo amor
Ipês floridos a coreografar,
Balançando e soltando flores pelo ar,
Para o nosso caminho de amor enfeitar.
Festa do Sol, verão estrelar,
Assim é o Rio de Janeiro,
Brilhando sem parar,
Sambando no salto da cabrocha,
Explosão sensual que te fez apaixonar.
Em busca de desvendar ousadamente,
Olho para a tua constelação solar,
Para melhor nos entrosar,
Escrevo para fazer a fazer engrenar,
Para você não esquecer, e sempre lembrar,
Que não existe limite para o amor amar,
E nada que seja impossível que o amor
in natura não possa contagiar...
