Amor de Verdade
Pena de Paixão
Na verdade, não existem termos específicos para expressar tamanha envolvência e afinidade. Se eventualmente estamos a cometer algum crime, confesso tudo diante do Juiz da Paixão e Amor, pois será justo que nos condenem com pena de prisão perpétua na mesma cela, sem direito a vestuário nem preservativos.
Saíde Cássimo Jailane
Abrace a quem você ama, o que parece um simples abraço na verdade representa muito mais do que fechar os braços, um abraço é muito mais poderoso do que um beijo.
- Mas voltou, e disse que me amava...
- Não se engane. Se te amasse de verdade, nunca teria te deixado ir...
Há pessoas que falam alto, mas não dizem nada. Que acumulam muito, mas não têm nada de verdade. Que vivem correndo atrás de status, mas nunca conseguem preencher o vazio dentro de si. O silêncio de quem tem essência é muito mais valioso do que o barulho de quem tem apenas aparência.
Saudade é quando alguém parte, mas nunca sai de verdade. O corpo se vai, mas os gestos ficam, os risos permanecem, os momentos insistem em visitar a memória. Há ausências que pesam mais do que presenças distraídas.
Mulher espirituosa, que esbanja espontaneidade, demonstra de verdade quando gosta, sendo uma pessoa amável, sorridente, carinhosa, daquelas que pedem desculpas se erra, é bem humorada na maior parte do tempo, mas, dependendo do caso, fica estressada e é melhor nem chegar perto.
Leva em alta conta as várias formas de arte, expressadas com muito amor, simplicidade, sentimentos honestos, sejam doces ou amargo, pensamentos sensatos e confusos que provoquem o seu imaginário e, principalmente, que conversem com seu âmago intenso e amável.
Graciosa e ri com muita facilidade, até por nervosismo, porém, não deve ser subestimada, pois reconhece falsidade e também não age por impulso, não confia assim tão fácil, graças a Deus, ama demais a si e o seu mundo pra permitir que seja mal frequentado.
Nestes teus olhos discretos e profundos, noto muita verdade, fico temporariamente sem rumo, contemplando o brilho reluzente da tua vívida essencialidade, uma parte muito importante do teu mundo, da qual, poucos são dignos, existe uma notória sensibilidade, tudo é sentido com intensidade tanto a tristeza quanto o regozijo, evidente peculiaridade, ainda que nem sempre faça sentido.
Além de notar que possuis traços graciosos e muito precisos de uma arte majestosa com um coração ardente pulsando no peito, uma bela obra divina que está à mostra esbanjando vida no vigor amável dos teus cabelos, na delicadeza da tua pele, no formato do teu belo rosto, um amor que cresce cada vez mais como um fogo impetuoso que não esmorece e sim aquece e traz bastante conforto.
Salutar de vez em quando poder sair mentalmente do lugar através do sentir caloroso a partir de um observar atento, que fará marcas sadias na mente com sonho, imaginação ou pensamento, uma apreciação de lapsos do tempo que darão origem a inspiração, avivamento e uma grande santificação feita de bons sentimentos e um frescor de muita gratidão que fazem diferença, uma notória renovação.
Sem perder tempo, honestamente honrado, adentro o teu olhar atraente que transmite tanta verdade, uma parte preciosa muito emocionante do teu vívido universo, que possui vários detalhes caprichosos, um amor bem raro, tão intenso e fascinante quanto um belo dia ensolarado.
Nesta ocasião inesquecível, é inevitável a grande gratidão que sinto por ter te encontrado, uma arte cativante com a beleza delicada dos teus traços, pele, cabelos, lábios e face que deixam os meus olhos sinceramente extasiados, além da tua amável essencialidade.
Afirmo seguramente que a tua natureza é notavel por ser graciosa e muito significante, um florescer oportuno em um lindo jardim de sentimentos, os mais sinceros e profundos, que agem no momento certo que nem o encontro marcante entre júpiter e saturno.
Com isso, posso concluir que se partilharmos algumas vivências, certamente, sentirei a tua falta quando estivermos distantes, porém, a distância não impedirá que fiques por perto, pois até que estejamos juntos novamente, pelo menos, estarás comigo em pensamentos.
Risos bobos e espontâneos, partilhados ricamente por pessoas que se amam de verdade, possuem um vívido sabor incomparável, dão sentido, são repletos de simplicidade marcam certos momentos, deixam muitas saudades, certamente, não têm preço, assim sendo, tratam-se de grandes preciosidades.
Um dos gratos motivos que faz eu ter muita certeza de que te amo e notar a tua valiosa reciprocidade, pois quando estou rindo contigo, saboreio uma forte sensação maravilhosa, inconfundível, muito diferente daquela que sinto ao ri com outras pessoas, portanto, um amor raro e bem nítido.
Que o meu riso bobo possa sempre cativar o teu de um jeito muito espontâneo, nada forçado, pois ao teu lado pretendo continuar construindo amáveis recordações nos instantes engraçados da vida que trazem significados que renovam os nossos espíritos, então, de fato, amo-te até o infinito.
No reflexo emocionante dos seus olhos, vejo um fragmento da sua verdade, a expressividade de ternura, de um ar de mistério, de muita intensidade e de um pouco de travessura,
atributos de um espírito livre e sincero, uma composição sedutora, abençoada, feita de amor, fogo e desejo, uma arte de muitas camadas, que merece toda atenção e o merecido respeito,
Instigante como um livro de suspense, onde nem tudo está explícito, é preciso se atentar aos detalhes, contextos e entrelinhas, sendo uma mulher de muitas qualidades, uma atraente poesia.
Na verdade, a data certa é desconhecida, mas com certeza, o dia que ocorreu foi de suma importância, uma das grandes provas do amor de Deus, quando nasceu o menino Jesus, A Luz de Esperança para este mundo finito, onde o mal não descansa, então, aquele nascimento trouxe consigo um bem grandioso, imprescindível para a salvação humana, uma ocasião muito especial, consequentemente, que o simbolismo do Natal seja sempre trazer esta lembrança e que tenhamos uma conduta como o respectivo reflexo atemporal.
Distinta claridade, que clareou ainda mais as vidas daqueles que lhe amam de verdade, pessoas específicas que reconhecem o seu valor por ter intensificado o sabor da simplicidade, cultivado seus sorrisos, exultando seus olhares, protagonizando momentos inesquecíveis, bastante significativos, sendo uma Clara preciosidade, uma existência insubstituível, seu amor é um Clarão em meio a uma vasta escuridade, dessarte, bênção radiante do Senhor, um resplendor de felicidade.
Às vezes, paro um pouco pra admirar-te,
aprecio de verdade os teus encantos,
tua pele suave, teu belo rosto,
teu sorriso espontâneo de felicidade,
o brilho de amor dos teus olhos,
o teu apreço pela simplicidade,
detalhes que me fazem entrar num sonho
e, por alguns instantes, sair da realidade,
és uma mulher fascinante,
espero cada vez mais conquistar-te.
Amar a si de verdade é uma benção
por fazer sorrir contrariando as adversidades, por aquecer após a frieza alheia, desta forma, o sorriso acaba sendo muitas vezes um ato de coragem, uma clareira de esperança que ofusca a indiferença, nutrindo a própria felicidade, graças a Deus, um sinal de resiliência.
Portanto, ter amor próprio chegar a ser também um desafio nos momentos que é preciso travar um confronto com os próprios pensamentos danosos ou com a impulsividade do coração, um caminho árduo que se faz necessário, mas que, sem Deus, não haverá superação.
Por fim, existe a necessidade de se atentar para que o amor por si mesmo não seja transformado em arrogância, fazendo esquecer a importância do Senhor, menosprezar os outros, pois trata-se de ser alguém grato, que reconhece também o próprio valor
para não se sabotar, tendo um viver amargor por não poder se amar.
Serei alguém perfeito?
Em versos crus, a verdade se revela,
Não sou o doce que teu sonho modela.
Meu gosto amargo, um choque ao paladar,
Desfaz a imagem que ousaste idealizar.
Esperavas mel, encontrou fel em mim,
A decepção, um abismo sem fim.
Não me aprovas, e a dor me assola,
Pois te mostrei a face que te amedronta e controla.
Mas sou caleidoscópio de sabores,
E te apresentei o pior dos horrores.
Se suportares a amargura em meu ser,
Te darei flores, um doce amanhecer.
E, vez ou outra, um frio na espinha,
Para provar que a vida não é só mesquinha.
Não sou inédito, nem tenho tal poder,
Tudo o que faço, já fizeram, é um desprazer.
Mas prefiro a derrota inicial,
Para te surpreender no contexto final.
Do que a vitória precoce, ilusão fugaz,
E te perder na desilusão que me satisfaz.
A Alta Responsabilidade Moral do Espírita diante da Verdade.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A questão seiscentos e vinte e quatro de O Livro dos Espíritos, conforme a tradução rigorosa de José Herculano Pires, é um dos pilares éticos mais robustos da Doutrina. Ela não se limita a definir o verdadeiro profeta como homem de bem inspirado por Deus. Ela convoca cada discípulo do Espiritismo a examinar a própria vida, não para ostentar santidade, mas para reconhecer que a Verdade não se harmoniza com a dissimulação. A fonte, preservada em Kardecpedia, ressoa como um chamado histórico à autenticidade.
A Doutrina, edificada pelo tríplice aspecto que reúne filosofia, ciência e moral, exige seriedade de intenção e coerência de conduta. O espírita, ao estudá-la, deve compreender que a luz que ela derrama sobre o mundo espiritual implica um compromisso indissociável com os valores que proclama. A filosofia espírita esclarece. A ciência espírita demonstra. A moral espírita transforma. Sem esta última, não há vivência. E sem vivência, não existe fidelidade ao Consolador Prometido.
Allan Kardec, tanto na primeira parte de O Livro dos Espíritos quanto em O Evangelho segundo o Espiritismo capítulo seis, insiste que o Consolador é o restaurador da Verdade. Não a verdade abstrata, mas a verdade vivida. A verdade que se imprime no caráter. A verdade que se traduz em responsabilidade pessoal.
Entretanto, ao longo dos anos, muitos companheiros ignoraram o sentido profundo desta exigência moral. Parte dos espíritas preferiu deter-se na fenomenologia, fascinados pelas manifestações que assombram a imaginação, mas esqueceram que o fenômeno, sem o conteúdo moral, é apenas aparência. Outros buscaram erudição doutrinária, discursos extensos, citações infindáveis, porém sem a coragem de aplicar a doutrina ao próprio íntimo. Há ainda aqueles que, percebendo que não conseguem ajustar-se imediatamente ao padrão ético proposto, optam pelo silêncio sobre a questão seiscentos e vinte e quatro, temendo expor, mesmo que implicitamente, a distância entre a teoria que defendem e a prática que executam.
Essa omissão, contudo, não altera o fato essencial. O Espiritismo não solicita perfeição. Não exige que seus discípulos se apresentem como santos ou puros. A Codificação é clara ao ensinar que o progresso é gradual e pessoal. O que ela exige é sinceridade de propósito, esforço contínuo, vigilância moral e respeito absoluto pela verdade.
Léon Denis, em Cristianismo e Espiritismo, reafirma que a grandeza do discípulo não está em sua pureza, mas na sua seriedade. Herculano Pires, em suas análises culturais, recorda que o movimento espírita perde sua força sempre que se permite converter o estudo em mera retórica, sem coerência íntima. Divaldo Franco e Raul Teixeira também salientam que a vida espírita deve ser testemunho discreto, humilde e perseverante, jamais palco de exibições de virtude ilusória.
Por isso, a questão seiscentos e vinte e quatro não é um convite ao moralismo, mas à integridade. Ela nos chama à responsabilidade silenciosa, firme e honesta. Ser espírita significa reconhecer-se em construção. Significa admitir falhas, mas jamais justificar desvios. Significa dialogar com a verdade, mesmo quando ela nos fere o orgulho. Significa entender que Deus não se serve da mentira para transformar o mundo, e que nós somos aprendizes convocados à retidão, ainda que imperfeitos.
CONCLUSÃO
A grandeza do Espiritismo não está em transformar seus adeptos em figuras irrepreensíveis, mas em convidá-los à seriedade moral e à autenticidade. A exigência da questão seiscentos e vinte e quatro não é a pureza absoluta, mas a renúncia consciente à duplicidade. É a coragem de dizer a si mesmo que a verdade deve ser buscada, mesmo entre tropeços. É a responsabilidade de compreender que o Consolador Prometido só floresce onde há sinceridade de alma.
O espírita não precisa ser santo. Precisa ser honesto consigo mesmo. A partir dessa honestidade nasce a verdadeira transformação.
“Comece a agir!
A sua felicidade não está nas mãos de ninguém além de você mesmo. É verdade que, em meio às dores e conflitos, os olhos quase sempre deixam de ver os milhões de motivos que a vida oferece para sorrir... e basta um único motivo para fazer chorar. Mas lembre-se: você é infinitamente maior do que as lágrimas que caem, e a sua força é mais luminosa do que qualquer piedade que os outros não poderão lhe dar. Sorria para dentro de si e descubra o imenso valor que já existe em você.”
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